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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mobilidade: A experiência de Madrid e os desafios de Jundiaí


“A cidade de Jundiaí foi tomada pelos especuladores imobiliários que fazem seus negócios altamente lucrativos, sem contrapartidas para a cidade, com a permissão da Prefeitura, que não planejou a cidade para todos, deixando trânsito, transporte, saúde e segurança em situação de alerta. Uma completa falta de planejamento, infelizmente”. Essa foi a conclusão do vereador Durval Orlato (PT), que organizou a Plenária Internacional Cidades do Futuro no último sábado (26/05), na Câmara Municipal. Os palestrantes são da equipe responsável pelo projeto de mobilidade urbana de Madrid na Espanha, que vieram à cidade para ajudar nesta importante reflexão sobre o assunto.

Assim, nestes tópicos abaixo, vamos direto aos dados e considerações mais importantes do seminário.

BRT (Bus Rapid Transit) ou VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)?
Uma rápida exposição feita por José Maria Diaz Retana, Diretor de Projetos e Obras da espanhola Arnaiz-Bustren, fez com que alguns números mostrassem diferenças e semelhanças:
Inclinação via ou leito exclusivo: BRT é até 8% mas pode suportar um pouco mais. No VLT é também de 8%, no máximo.
Preço por Km da obra (sem os veículos): No BRT é de R$ 26 milhões e no VLT de R$ 41 milhões.
Preço dos veículos e sua durabilidade média: O BRT para 150 passageiros custa R$ 1,2 milhão e dura entre 8 e 10 anos. O VLT para 280 passageiros fica mais caro, cerca de R$ 7,2 milhões, mas dura o triplo, de 25 a 30 anos.
Capacidade de transporte (ida e volta) de pessoas: No BRT é de 8 mil a 25 mil passageiro/hora. O VLT vai de 10 mil a 40 mil passageiro/hora.
No entanto José Maria afirma ter situações híbridas: “Em Medellin (Colômbia) está sendo desenvolvido um veículo sobre “pneus” que circula dentro de trilhos, para atender uma inclinação de 15% na via, semelhante a um trólebus”. Também destacou que o importante é criar leis urbanas adequadas à mobilidade, o que se deseja com o novo sistema, quais as integrações existentes e como serão integradas ao projeto de mobilidade. Inclusive de quanto será o subsídio público no sistema.



Sobre o preço da passagem e percurso
Na cidade de Madrid, com mais de 3,3 milhões de habitantes, os cartões do sistema integrado de transporte coletivo podem ser adquiridos para uso mensal ou anual, de acordo com o dia a dia de cada cidadão. O tempo de duração para entradas e saídas é o dia todo. Assim, o cidadão pode ir para o trabalho de metrô, sair para almoçar utilizando o ônibus e voltar para casa no final do dia com uma única passagem. Os valores das passagens variam, em média, da seguinte forma:
Uso dentro da cidade de Madrid: R$ 2
Uso na região metropolitana de Madrid: R$ 6
Nos valores acima, já estão embutidos 50% de isenção (em média) para idosos acima de 65 anos e para jovens até 21 anos (independente de serem estudantes, pagam meia passagem nos sete dias da semana). “Não existe sistema de transporte eficiente no mundo, sem subsídios na passagem por parte do poder público. No caso de Madrid, a cada R$ 2 de passagem paga pelo usuário, outros R$ 2 são pagos pelos cofres públicos. Os sistemas de transporte devem ser economicamente sustentáveis, mas o ganho deve ser no bem-estar da população, na diminuição dos carros nas ruas, no transporte eficiente... este é o verdadeiro lucro”, afirmou Agustín Sánches Guisado, diretor Internacional da Arnaiz-Bustren, empresa responsável por grande parte das intervenções urbanas na capital espanhola.

Compensações e empreendimentos urbanos
“Se querem construir altos prédios no centro da cidade, tem que pagar para a cidade o custo social”, afirmou Agustín Guisado. Na Espanha já funciona uma espécie de EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) há quase 40 anos e um “fundo” de mobilidade para equilibrar o convívio urbano. Em Jundiaí, o prefeito enrolou por quase quatro anos a aprovação do projeto, para aprovar só no final de 2011, mas não teve ainda nenhum caso em que a nova legislação foi acionada. Os especuladores devem ter protocolado todos os projetos de ocupação na área urbana antes que tivessem de pagar alguma coisa para a sociedade. E a prefeitura aceitou de forma conivente.
José María Retana também visitou a avenida 9 de Julho e viu a construção do novo shopping. Foi informado que a contrapartida seria a construção daquela rotatória e de uma unidade de saúde básica. Surpreso, afirmou: “Muito pouco, pois um empreendimento como este deve trazer cerca de 30 mil pessoas por dia neste local e uma rotatória vai facilitar apenas o retorno ao shopping, mas não aliviará o trânsito que irá se formar nas ruas do entorno para se chegar até lá”.

Desafios da concentração ou dispersão urbana
O conceito geral, sob a ótica da mobilidade, é de que os prédios habitacionais ou comerciais, quanto mais agrupados próximos dos serviços públicos e privados da região central de uma cidade, mais barato fica o deslocamento humano, e até na questão da rede de água, esgoto e energia, pois são existentes. No entanto, para se colocar, por exemplo, 2 mil pessoas habitando onde antes existiam apenas 50 famílias, causa um enorme impacto urbano e ambiental.
Quem deve pagar por toda essa compensação é o empreendedor, pois vai ganhar muito mais pelo m2 construído do que se fizesse sua obra em outro local mais distante da região central. Se ele achar muito caro alargar vias, comprar mais ônibus para colaborar com o transporte, fazer bolsões de estacionamento público e outras coisas mais, que não faça o empreendimento.

Nessa linha, Agustín Guisado apontou: “Com as contrapartidas que os empreendedores dão em Madrid, quando querem construir na região central, o governo guarda uma parte e aplica nas regiões menos adensadas distantes do centro, em mobilidade, escolas e serviços. Assim a cidade vai se desenvolvendo e mantendo a qualidade e equilíbrio que desejamos”, afirmou. Permitir a verticalização na região central, nem sempre é a decisão mais viável social e economicamente, tanto para a comunidade como para os empreendedores. É preciso um planejamento urbano ousado, com olhar mais social e menos econômico, senão a especulação imobiliária toma conta e impõe o seu ritmo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Especialistas espanhóis debatem ‘cidades do futuro’ em Jundiaí

Com o objetivo de exemplificar para Jundiaí e região projetos bem-sucedidos em mobilidade urbana, o vereador Durval Orlato (PT) promove no próximo sábado (26), a partir das 9 horas, a Plenária Internacional “Cidades do Futuro: Mobilidade Urbana de Jundiaí e a experiência de Madrid”. Dois especialistas da Espanha, diretores das empresas Anaiz-Bustren - responsáveis diretos por intervenções de infraestrutura na capital espanhola - serão os palestrantes. O evento terá tradução simultânea do espanhol para o português. “Com o conhecimento deles, será possível abranger projetos e soluções com aplicação para o nosso trânsito e crescimento urbano, com foco também no meio ambiente e acessibilidade”, analisa Orlato.

Os palestrantes Agustín Sánchez Guisado, diretor de Consultoria Internacional, e José María Diaz Retana, diretor de Projetos e Obras, receberam com antecedência um vasto material sobre Jundiaí, com mapas, dados topográficos, econômicos e sociais com vistas em diagnosticar a situação local na questão da mobilidade urbana. Para complementar o estudo, eles visitarão Jundiaí acompanhados de Orlato, no dia anterior ao evento. “Visitaremos os terminais de ônibus, ruas e avenidas principais da cidade, passando também por Várzea e Campo Limpo Paulista, que fazem parte do aglomerado urbano.”

De acordo com o palestrante Agustín, as principais obras estruturais das duas últimas décadas em Madrid surgiram a partir da experiência de MINTRA (Madrid Infraestruturas de Transportes), empresa pública da comunidade de Madrid, que geriu de forma direta os programas de investimento em matéria de infraestrutura de transportes. “Os projetos seguiam critérios de eficiência e produtividade para a obtenção dos objetivos sociais próprios de uma política geral de transporte dirigida a um modelo integrado de transporte público coletivo”, resume.

A Plenária Internacional tem o apoio da Arnaiz-Bustren Consultores e Frenlog (Frente Parlamentar de Logística da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), coordenada pelo deputado estadual Pedro Bigardi.

Para participar - As inscrições são limitadas é devem ser feitas pelo telefone 4523-4505 ou e-mail: orlato@camarajundiai.sp.gov.br. A Câmara Municipal de Jundiaí fica na rua Barão de Jundiaí, 128, no Centro.

Imprensa - Os palestrantes e organizadores concederão entrevistas antes do evento, no Salão Nobre da Câmara Municipal, a partir das 8h30, com o acompanhamento de tradutores.

quinta-feira, 29 de março de 2012

O “Trem Na Praça” não é da prefeitura. Querem te enganar de novo!


O prefeito Miguel Haddad, de forma oportunista e eleitoral, coloca um modelo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na praça da matriz seis meses antes das eleições. O projeto também não é dele, mas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que está estudando o trajeto e a viabilidade com demais prefeituras.


Como o prefeito é especialista em promessas não cumpridas, pois até agora não temos Ambulatório de Especialidades (AME), não fizeram o Hospital Regional, nem o túnel da Ponte São João, não vimos câmeras de monitoramento nas ruas, o trânsito cada vez piorando mais... só pode ser demagogia colocar esse “trem na praça” para enganar o povo e não perder a eleição.


Um projeto dessa grandeza, quando for pra valer, deve passar por várias etapas: elaboração e definição do projeto, viabilização do preço final da passagem (com ou sem subsídio público), processo licitatório,  desapropriações no trajeto, realização das obras, teste e adaptação do sistema. E ainda assim, é uma das formas (e não a única) de amenizar o problema do trânsito cada vez pior da cidade. Se o projeto fosse do prefeito, deveria ser anunciado no início do mandato, e não no fim, próximo da eleição deste ano!


Quando for para debater a melhor opção de transporte para a cidade, de verdade, podem contar comigo. A prefeitura já perdeu tempo em ser pioneira e ousada nesse assunto. Agora às vésperas da eleição, todo projeto que vier do grupo que governa a cidade há 20 anos, vai ter a cara de promessa para enganar a população, nada mais!

DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO:
Pra piorar, o modelo de vagão (VLT) na praça central de Jundiaí, é da Alstom, empresa investigada por servir ao esquema de campanha do PSDB, mesmo partido do prefeito Miguel Haddad. São 7,5% de propina... Vejam matéria do Jornal Nacional:

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sem defensas, mais um acidente na Nove de Julho... de novo!

Neste domingo (16) à noite um carro caiu na Av. 9 de Julho. Sem defensas ou guard-rails nas margens, mais um acidente ocorreu. Desta vez, felizmente, não houve mortes como da última vez. Uma obra cara demais e ainda incompleta!

A notícia foi dada pelo site da Rádio Difusora: “Segundo o Corpo de Bombeiros, por volta das 21 horas chovia bastante na região da avenida Nove de Julho, quando o motorista perdeu o controle do carro na altura do Mc Donald’s. Com a queda no córrego, o motorista sofreu ferimentos no rosto e em uma das pernas. Ele foi levado para o Hospital São Vicente”. http://www.radiodifusorajundiai.com.br/noticias_interna.asp?nID=6947

A prefeitura ficou de rever a idéia de que “o paisagismo é que faria a segurança” para veículos e pedestres! Porém, oito meses depois, nada foi feito. Até quando o cidadão vai aguentar essa ineficiência nas obras e falta de planejamento da prefeitura?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Enquete aponta: 83% acham trânsito de Jundiaí ruim ou péssimo

Uma enquete realizada pela rede social facebook durante uma semana mostra a preocupação do jundiaiense com um dos maiores problemas ocasionados pela falta de planejamento da cidade. Em resposta à pergunta “Qual nota você daria ao trânsito de Jundiaí atualmente”, 83,8% dos participantes classificaram o trânsito de Jundiaí como “ruim: pode melhorar mas tá difícil” ou “péssimo: não vai melhorar tão cedo, ”. Apenas 16,1% escolheram as opções “médio: dá pra conviver ainda”, ou “bom: lento, mas sem dificuldades”.

Nenhum internauta escolheu a opção “Ótimo: Cidade grande é assim mesmo”.
Nos comentários, um dos pontos mais lembrados negativamente foi a avenida Antônio Frederico Ozanan. “Faz tempo que a área está em obras e não termina logo. Não tem prazo algum. Haja paciência com o trânsito Jundiaiense”, desabafou o operador de máquinas Derlei Souza, que votou na opção “péssimo”.

Para o bancário Antônio Cortezani, não só o trânsito de automóveis como o sistema de transporte coletivo “estão um caos”. “Jundiaí é o paraíso da especulação imobiliária”, define.

QUAL NOTA VOCÊ DÁ AO TRÂNSITO DE JUNDIAÍ ATUALMENTE?
Levando-se em consideração o tamanho de nossa cidade, a riqueza, o crescimento e o planejamento...

Total = 310 votos
Péssimo: Não vai melhorar tão cedo = 196 votos
Ruim: Pode melhorar, mas tá difícil! = 64 votos
Médio: Dá pra conviver ainda = 43 votos
Bom: Lento, mas sem dificuldades = 7 votos
Ótimo: Cidade grande é assim mesmo = 0 votos

domingo, 25 de setembro de 2011

Nosso trânsito está ruim. Querem culpar o Lula?


O prefeito Miguel Haddad cada vez mais demonstra o desgaste em sua gestão. Um dos mais perceptíveis erros neste momento é o “crescimento desordenado” da cidade nos últimos 10 anos, ou melhor, o “ordenamento condicional” a que somos impostos. Acontece sempre do jeito que eles querem no Plano Diretor: uma dose de justificativas técnicas misturada a interesses imobiliários travestidos e camuflados, para não causar percepção e revolta social. Só que, agora, boa parte desta “estratégia” está sendo revelada, no transporte e no trânsito ruim, em proporções que a classe média começou a notar... e a se incomodar muito!

Percebendo que a sociedade tende a não apoiar mais esse tipo de administração, o prefeito Miguel Haddad quer parecer democrático e bonzinho: começou a mostrar as mudanças do novo Plano Diretor fazendo reuniões nos bairros. Quer tentar reverter os problemas causados na cidade pelos planos imobiliários no seu governo! O desgaste do prefeito é grande.

O que eles (turma do Miguel) têm dito nas reuniões por aí:
1- A culpa é do governo federal, que facilitou a compra de carros, mas não investiu no município para ajudar no trânsito;
2- Em Jundiaí, a cada criança que nasce são emplacados dez carros novos. Como vamos planejar a cidade desse jeito?;
3- Os condomínios próximos a mananciais e prédios no centro da cidade são porque o “regramento” das leis nos anos anteriores permitiam essas obras;
4- Nosso transporte coletivo tem GPS e são atendidos todos os bairros da cidade, os ônibus são novos, blá-blá-blá...

O que é fato e foi revelado nestes anos:
1- O governo federal criou condições para que os brasileiros de classe média em geral pudessem comprar o sonhado carro zero. Todos são favorecidos pelo crescimento e oportunidades: o país, o estado e o município. O governo federal liberou para Jundiaí: R$ 70 milhões para o SITU, R$ 72 milhões do PAC, R$ 16 milhões para o São Camilo e, todos os anos, mais de R$ 100 milhões para a Saúde. É só querer planejar a cidade para todos e não para alguns;
2- Em Jundiaí foram aprovados, nos últimos cinco anos, quase 20 mil novas unidades habitacionais (temos na cidade 132 mil domicílios, portanto, só em habitações, aumentou 15%). A população da cidade cresceu nestes últimos cinco anos 6,5% (já somados o número de crianças que nascem mais as famílias que vieram morar aqui). É só fazer as contas e parar de por a culpa só nos carros;
3- Quem é o autor das regras do Plano Diretor é o prefeito Miguel Haddad que neste governo, e nos anteriores, permitiu construções sem contrapartidas e em locais que complicaram nossa qualidade de vida. Portanto é dele a responsabilidade pela falta de planejamento adequado que privilegiou o setor imobiliário;
4- O transporte coletivo é revelador da ineficiência e do uso inadequado do dinheiro público. Os terminais urbanos consumiram R$ 70 milhões e em poucos anos já estavam defasados. Para percorrer os 9 quilômetros do bairro Santa Gertrudes até o centro da cidade, gasta-se de carro R$ 2,65 por um litro de gasolina e R$ 2,90 se optar pelo ônibus. O carro chega a ser três vezes mais rápido. Não fizeram viadutos nem túneis (só promessas).

Eu amo Jundiaí, por isso quero que ela cresça e se desenvolva mantendo a qualidade de vida para todos e não para alguns poucos grupos privilegiados! Vou continuar propondo e cobrando ações justas em nossa cidade.

domingo, 31 de julho de 2011

Prefeito permite crescimento desordenado e piora trânsito e transporte

Em 2010 foram 11 mil novas unidades habitacionais só em apartamentos aprovados pela Prefeitura. Sem contrapartidas à população, o prefeito permitiu que se construíssem prédios em qualquer lugar na cidade, causando impactos no trânsito, no transporte, nos hospitais, nas escolas e outros. Ele nega...

Veja abaixo porque lutamos pela harmonia urbana e com crescimento ordenado para manter a qualidade de vida em nossa cidade:

A RIQUEZA FINANCEIRA DE JUNDIAÍ:

A riqueza financeira de uma cidade e o potencial para resolver seus problemas, ou prevenir, pode ser medida pelo “Orçamento por Habitante”, como podemos comparar observando as cidades:

Jundiaí
= arrecada R$ 3.000 habitante/ano
Várzea Paulista = R$ 1.300 habitante/ano
Francisco Morato = R$ 1.100 habitante/ano
Cabreúva = R$ 2.000 habitante/ano
Piracicaba = R$ 2.300 habitante/ano
Bauru = R$ 1.800 habitante/ano

É esse potencial que nos faz uma das cidades mais ricas do Estado e do Brasil, e, portanto, com mais capacidade para resolver as coisas.

COM PLANEJAMENTO, CRESCIMENTO É BEM-VINDO:

Em 2006, mais de 1.500 unidades habitacionais em prédios de apartamentos foram lançados na cidade. Já em 2010, o número é quase oito vezes maior, ultrapassando as 11.000 unidades habitacionais aprovadas pela Prefeitura. Estamos falando somente de prédios e não de casas térreas. Deste total, mais de 80% são para famílias das classes média-alta.

Muitas indústrias chegando, como a gigante Apple, que vai produzir aqui através da Foxconn, e outras dezenas dos mais variados segmentos. Fatores como localização entre Campinas e São Paulo, possuir sistema próprio para abastecimento de água e mão de obra qualificada, estão entre os mais importantes para a escolha das empresas por nossa cidade.

Portanto, o crescimento é natural e por vezes desejável. A questão é como iremos crescer e quais os efeitos desse crescimento? A resposta é que faz toda a diferença entre manter ou piorar nossa qualidade de vida!

OS IMPACTOS DA DESORDEM URBANA PERMITIDA:

O que vemos nos últimos dez anos em Jundiaí é a permissão da Prefeitura para que o crescimento econômico se distancie de sua finalidade pública, que é garantir a harmonia e o bem-estar de todos os cidadãos. Os prédios crescem e se instalam especialmente com permissão da Prefeitura, no miolo da cidade.

Quais contrapartidas foram exigidas destes empreendedores imobiliários para se instalarem nos bairros da Ponte São João, Vila Arens, rua do Retiro e outros? Nenhuma. Não tem compensação deles para ajudar no impacto viário, nos transportes, nas escolas, nos hospitais e no meio ambiente urbano. O prefeito Miguel Haddad, infelizmente, permite este crescimento desordenado e o visível impacto negativo em nossa qualidade de vida!

Duas questões mostram o descaso: Por que não há contrapartidas e compensações previstas no Plano Diretor há mais tempo? Que interesses comuns, entre Prefeitura e empreendedores, estariam sendo contrariados para não se regular melhor o crescimento, as contrapartidas e os possíveis setores para expansão ordenada da cidade?

O jundiaiense não suporta mais essa falta de planejamento, do prefeito e seu grupo, numa cidade tão rica como a nossa. Quem ama Jundiaí sabe que ela tem condições de ser melhor e para todos, de fato.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Região da antiga Duratex pode virar indústria ou condomínio

Em junho de 2010 foi aprovada a revisão geral no Plano Diretor de Jundiaí, onde a área situada entre a antiga Duratex, seguindo pela Av. Antônio Frederico Ozanan, até a divisa com Várzea Paulista, foi classificada como ZS-2 (uso institucional). Era uma forma de garantir que tanto indústrias como condomínios de prédios não fossem instalados num local onde o trânsito já é muito complicado. Também tem a finalidade de garantir nessa área a construção de hospital, universidade ou a instalação de algum órgão público.

Agora, o prefeito Miguel Haddad enviou o projeto de lei nº 10.840 para a Câmara Municipal, voltando a área da antiga indústria Duratex como ZI (Zona Industrial). O prefeito, sem muitas explicações, diz no projeto que precisa fazer essas revisões, pois “padecem de equívocos técnicos”. Ocorre que a antiga Duratex, desativada há anos, foi instalada neste local quando a cidade ainda não tinha o tamanho e os problemas viários que hoje apresenta. Ela tinha esse direito. Na medida em que deixou de atuar no seu segmento, é justo e natural o retorno da área para outras finalidades de benefício para toda a população, sem impactar ainda mais o trânsito.

Isto porque está exatamente no meio de cruzamentos viários que não comportariam grandes atividades industriais ou imobiliárias, pois, pode piorar a qualidade de vida na região. Indústrias e grandes prédios de apartamentos já têm locais mais apropriados na cidade para serem construídos. Por este motivo queremos manter a descrição da área como zona institucional e sem outros descritivos técnicos que permitam a instalação de outras atividades.

AUDIÊNCIA PÚBLICA:
Dia 08 de julho, às 19:00 horas, na Câmara Municipal. Venha expor sua opinião!

terça-feira, 22 de março de 2011

Prefeito Miguel Haddad diz não! E crescimento desordenado continua em Jundiaí

Não dá para negar: com tantos condomínios, trânsito cada vez pior e transporte coletivo ineficiente, dentre outros problemas urbanos, a nossa qualidade de vida vai piorar. Quando não se tem planejamento e responsabilidade, a cidade cresce de acordo com os interesses dos poderosos e quem sofre é a população! Até quando verão tudo isso em silêncio?

SEM EXPLICAÇÃO: O prefeito Miguel Haddad vetou o projeto em apenas três dias, enviou para a Câmara Municipal que, em 24 horas, numa votação de urgência, os vereadores da base de apoio do prefeito mantiveram o veto. Fim da proposta para repensar, sem a pressão imobiliária, o crescimento e qualidade de vida em nossa Jundiaí. Informações por parte do prefeito, de conteúdo técnico, não existem.

Qual a justificativa urbanística que o prefeito alegou para vetar o projeto? Nenhuma. Qual o posicionamento público para esclarecer a sociedade como anda o crescimento desordenado da cidade, quantos imóveis tem aprovados? E o transporte público, a saúde, o trânsito para suportar todo esse crescimento? Nenhum esclarecimento.

O QUE DIZ A PROPOSTA: O projeto de lei 10.839 do vereador Durval Orlato (PT), pretendia suspender por 180 dias a tramitação de novos empreendimentos de grande porte em Jundiaí. Entidades como a OAB, a ONG Voto Consciente, o presidente da Comissão do Plano Diretor, Araken Martinho, e diversos moradores manifestaram-se favoráveis à proposta. Os vereadores aprovaram o projeto por unanimidade no dia 15 deste mês. Seria bom para garantirmos o futuro da cidade, bem equilibrado e com qualidade de vida.

Continuariam com o processo normal, sem suspensão: todas as obras públicas, empreendimentos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida consolidados, os projetos de casas e apartamentos aprovados e em construção e todos os pequenos e médios empreendimentos.

O vereador Durval Orlato argumenta a importância da suspensão por 180 dias: “Outro projeto que prevê o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), para os grandes empreendimentos, está em análise na Câmara de Jundiaí, por isso é prudente que se suspenda neste período somente as grandes e novas obras, para que possamos estudar e votar leis que evitem a perda da nossa qualidade de vida, do trânsito, do crescimento sem infraestrutura adequada. Os empreendedores não vão ficar mais pobres por conta desta pausa de apenas seis meses, mas os jundiaienses podem ganhar uma lei mais adequada para o crescimento de nossa cidade”.

Hoje na cidade há mais de 15 mil novas unidades habitacionais já aprovadas, o que garante diversas obras e muitos empregos. Não somos contra o crescimento da cidade, mas tem de ser de forma que todos sejam beneficiados. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cidade rica, mas administrada com pobreza


Quando aponto algumas deficiências na gestão atual de Miguel Haddad (pela 3ª vez prefeito), e faço propostas para a cidade, é porque quero que Jundiaí melhore sua qualidade de vida e para todos. Temos potencial para ações melhores e mais rápidas, basta compararmos nossa riqueza com cidades próximas, ou de mesmo porte, em nosso estado:

ORÇAMENTO MUNICIPAL:

Jundiaí = R$ 3.000,00 habitante/ano
Várzea Paulista = R$ 1.300,00 habitante/ano
Francisco Morato = R$ 1.100,00 habitante/ano
Cabreúva = R$ 2.000,00 habitante/ano
Piracicaba = R$ 2.300,00 habitante/ano
Bauru = R$ 1.800,00 habitante/ano

Portanto, a riqueza de uma cidade e o potencial para resolver seus problemas ou prevenir – que é a melhor opção – não se mede só com o valor total da arrecadação. E nem isoladamente o tamanho da cidade por seu número de habitantes.

Nossa cidade é tão mais rica que as outras, que já estão aprovadas 15 mil novas unidades habitacionais, em condomínios fechados ou abertos, na Prefeitura de Jundiaí. Se nos próximos dois anos, apenas três pessoas residirem em cada habitação, seremos 45 mil pessoas a mais morando aqui. Vão sair de carro pelas ruas (a maioria é de classe média para alta, portanto usarão mais carros e não ônibus), serão atendidos nos poucos hospitais que temos (muitos da UNIMED e do SUS, se juntarão no Hospital São Vicente), só para citar dois exemplos.

O que o prefeito Miguel Haddad, em seu 3º mandato, fez de planejamento para dar suporte e infraestrutura a este crescimento além do normal? E ainda virão outros shoppings e empreendimentos que vão contribuir para que tenhamos os mesmos problemas urbanos de cidades grandes. Só que aqui tivemos e ainda temos muito mais condições de prevenir o transtorno em nossa qualidade de vida. Será que dá tempo?

Desta forma, esse discurso que alguns fazem: “em Jundiaí pelo menos não está tão ruim. Vejam que nas cidades A ou B a situação é pior”, é muito simplista. Essa turma que está aí na Prefeitura há quase 20 anos não enxerga algo a mais, só o óbvio. Somos uma cidade tão rica mas administrada com pobreza!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

9 de Julho sem defensas e sem defesa

No dia 19 de dezembro de 2010, o nosso colaborador Paulo Taffarello foi muito feliz em alguns apontamentos sobre a falta de segurança e a inviabilidade que as futuras manutenções às obras de canalização do Córrego do Mato, localizado à Av. 9 de Julho, estão trazendo e poderão trazer para a nossa cidade. Uma das preocupações, apontadas ao Paulo por um leitor do blog, foi a seguinte:

"Caso haja um acidente e um carro caia no leito do córrego (posto que não há proteção alguma , como guard-rail), a diminuição da largura das margens pode impedir que as portas do veículo sejam abertas e o aumento da profundidade pode dificultar o socorro à vítima. Em época de chuva (dezembro/janeiro), um indivíduo pode, em casos extremos, morrer afogado. Como a Prefeitura pretende trazer mais segurança nesta questão?"


Pois bem. Exato um mês após a postagem aqui no blog, o JJ Regional noticiou a reportagem ao lado, com afirmações de que o Córrego do Mato não terá defensas. A afirmação foi do próprio secretário de Obras do município, Sinésio Scarabello Filho."Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência...", afirmou.
Assim, o que evitará quedas de veículos na água será, segundo ele, o paisagismo. Haverá árvores de grande, médio e pequeno portes e o espaçamento entre elas será reduzido. Minhas perguntas de leigo em física e segurança são:

- Árvores têm a mesma capacidade de absorver impactos que guard-rais projetados especificamente para isso?


- Mesmo evitando que o veículo caia no córrego, em uma colisão grave, a possibilidade de o motorista ficar preso em ferragens não é maior?

- E os motociclistas, não ficarão mais expostos ao tronco e galhos das árvores (perfurações ou ferimentos do tipo)?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Trânsito, especulação imobiliária e qualidade de vida em debate




No vídeo acima, trechos do progama ao vivo na TVE Jundiaí, no final do ano passado, em que o vereador Durval Orlato fez propostas e sugestões para a "Jundiaí do Futuro". O assunto é amplo, mas gera um ótimo debate que pode render frutos ainda melhores. E você, o que pensa sobre o assunto? Vamos usar este espaço para novas sugestões e ideias, independente de sigla partidária.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Trânsito e Transporte: os principais problemas para 2011

Foto: http://tudo-em-cima.blogspot.com/
Criamos este blog há pouco mais de 30 dias. Há duas semanas resolvemos fazer nossa primeira enquete, que contou com a participação de 127 votantes, que puderam expressar a opinião uma única vez, respondendo à seguinte questão:

Quais dos temas abaixo, ainda não resolvidos neste ano, deve ser prioridade em 2011 pela Prefeitura de Jundiaí?
(47%) Trânsito, transporte coletivo e mobilidade urbana;
(20%) Segurança, mais guardas municipais e câmeras de monitoramento;
(15%) Saúde, hospital regional, exames e internação de dependentes químicos;
(11%) Educação, creches em período integral e cursos profissionalizantes;
(4%) Cultura, incentivo às modalidades esportivas e grupos culturais;
(3%) Outra resposta, envie detalhes para imprensaorlato@gmail.com
Imaginávamos que o tema “Trânsito e Transporte” fosse despontar, mas não com essa diferença esmagadora sobre os demais itens. Isso mostra, guardadas as proporções da amostra e do perfil do público participante, como o descuido dos governantes municipais nos últimos 20 anos com o tema foi desastroso para nossa Jundiaí.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Planejamento cicloviário: será que um dia teremos?


Conforme já foi discutido neste blog, o trânsito de nossa cidade está cada vez mais se assemelhando aos caóticos sistemas viários das grandes metrópoles. Falta de planejamento urbano e sistema de transporte público falho são alguns dos pontos negativos de nossa cidade. No entanto nada justifica não termos ainda um planejamento cicloviário em Jundiaí.

É de extrema importância, para a melhoria do trânsito e de nossa qualidade de vida, a construção de ciclovias, conforme há tempos o site cidade democrática já vem nos alertando; porém, mais do que simplesmente construir uma ciclovia em alguma avenida importante, é essencial a reflexão de um planejamento cicloviário municipal.

Tal planejamento consiste em não só incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte como também enxergá-la dentro do contexto urbano existente para atender às necessidades reais dos ciclistas. O bom planejamento cicloviário necessita de segurança viária para circulação, bem como de infraestrutura adequada de estacionamento para bicicletas etc.

Passou da hora de refletirmos em todos os âmbitos sobre o assunto. Quando será que realmente nossos representantes irão enxergar de maneira séria a questão? E nós, quando e como cobraremos tal postura?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O trânsito jundiaiense de cada dia (2)

Na audiência pública de ontem, sobre o Orçamento de Jundiaí para 2011, perguntei e obtive algumas informações sobre o problemático trânsito de Jundiaí:

O SITU não diminui o tempo de deslocamentos das pessoas. O secretário Roberto Scaringella disse que uma das mais importantes melhorias do transporte coletivo foram os “expressinhos” que ligam um ponto a outro da cidade sem passar pelos terminais. Então, o que mais funciona não depende do SITU, que gastou R$ 70 milhões do dinheiro público para ser implantado? Parece mais dinheiro mal aplicado e pouca competência.

Já o “Jundiaí Shopping” iniciou suas obras na Av. 9 de Julho. Vai pagar R$ 5 milhões por rotatória bem em frente ao seu negócio. Quer dizer que o shopping paga uma rotatória para melhorar o acesso a si próprio. Isso é a contrapartida? Ninguém fez a pergunta: cabe um shopping no meio da cidade? E olhem o slogan que está no site do empreendimento: “Apresentamos o shopping com o padrão... no coração de Jundiaí”. Quando acabarem as obras da Av. 9 de Julho, ela já estará pequena. Mais R$ 35 milhões do nosso dinheiro gasto e com eficiência duvidosa. Nossa cidade é linda e vou lutar para que continue assim!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O trânsito jundiaiense de cada dia (1)

Neste mundo moderno, duas coisas me chamam a atenção: o tempo e o individualismo. As pessoas querem quase tudo na forma de “fast foods” e diminuem a maneira coletiva de interagir com a sociedade, a família, os colegas de trabalho. Certo ou errado, talvez irreversível, mas é o que está aí.

Ganhar tempo é um dos fatores que fazem as pessoas saírem para trabalhar de carro – o transporte coletivo ruim em Jundiaí demora muito para levar o cidadão até seu destino – ainda mais com um sistema viário mal resolvido.

Com o transporte coletivo ruim, uma cidade de cruzamentos – aqui não se pensa em rotatórias – vamos perdendo nossa qualidade de vida. Há 10 ou 15 anos, não se perguntaram: “E se começarem a comprar mais carros? E se as vendas forem acima da média? Como posso fazer um sistema de transporte coletivo eficiente para conter os congestionamentos?”

Fizeram um planejamento medíocre, não levaram estas variáveis em consideração – embora evidentes – e agora tem gente colocando a culpa no crescimento econômico. É a política da “água na bunda” que, para uma cidade rica como Jundiaí, é inadmissível.