terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quem ganha ou perde nessa polêmica das sacolas plásticas?

O QUE ESTÁ SENDO NOTICIADO – Não ter mais sacolas plásticas foi um acordo firmado pela Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e o Governo do Estado. Este caminho, na opinião deles, seria o menos contestado. "Optamos pelo diálogo com o setor de supermercados", afirmou o secretário de Meio Ambiente de SP. O acordo teve a iniciativa da APAS. O secretário recorda que em algumas cidades, como Jundiaí, uma lei foi feita e julgada inconstitucional. Depois, a Prefeitura assinou um acordo com os supermercados locais e obteve o resultado que não alcançara com a lei, embora ainda polêmica.


MEIO AMBIENTE – Tem uma ajuda mais simbólica, para chamar a atenção da população sobre a questão ambiental. Isso é positivo. Mas, outros elementos precisam ser analisados neste processo:
1.     A maioria da população utiliza as sacolinhas plásticas também como saco de lixo no banheiro e na cozinha.
2.     Agora a população vai comprar mais sacos de lixo derivados de petróleo do que antes, que continuarão indo para os aterros sanitários.
3.     As duas sacolas (as derivadas de petróleo ou as de milho), se jogadas na rua, entopem bueiros do mesmo jeito, visto que sua biodegradação demora muitos meses.
4.     O eficiente mesmo seria um “acordo pela reciclagem”. Daí, se as sacolas fossem “de milho ou de petróleo”, tanto faz,... nenhuma iria parar no meio ambiente.
5.     O governo de Jundiaí ou do Estado, junto a todas as redes de comércio, poderiam retornar ao uso das sacolas de papel. Estas sim podem surtir efeito desejado.


O CONSUMIDOR E A LEGISLAÇÃO – Penso que um produto adquirido, em que já estava embutido os meios para seu transporte (as sacolas), deve ser mantido como direito do consumidor. Afinal, não está se acabando com todas as sacolas plásticas, mas apenas nos supermercados e por acordo, não por lei. Mas fora isso há outras questões a serem consideradas:
1.     Por que só as sacolinhas são as vilãs? Que tal acabarmos com as bandejas de plástico para carnes, laticínios, pacotes de arroz, feijão... e vender tudo a granel novamente? Reciclar tudo não seria melhor?
2.     As lojas, feiras livres, padarias e outros estabelecimentos vão continuar fornecendo sacolas plásticas convencionais. Como não é lei, e sim acordo para os supermercados não darem mais sacolinhas, fica evidente o desrespeito ao consumidor.
3.     Leis que versam sobre atividades econômicas, devem ser feitas pelo Congresso Nacional e para todos, não só para este ou aquele estabelecimento (por isso não tem lei municipal e estadual que possam ser aplicadas, pois seriam inconstitucionais todas... daí os acordos).
4.     Bastava substituir as sacolas derivadas de petróleo pelas de milho e continuar a distribuição gratuita nos supermercados. Em pouco tempo, na escala de produção, o preço chegaria a ser bem semelhante. Ou melhor, poderiam ser sacolas de papel.


QUEM GANHA: Os supermercados e alguns produtores de sacolas derivadas de milho, pois a unidade está sendo vendida a 19 centavos.
QUEM PERDE: O cidadão que terá de comprar sacolas retornáveis ou as de milho para suas compras. E os governantes que fazem acordos “meia-boca” e incompletos.
FICA NA MESMA: O meio ambiente. Vai aumentar o consumo dos sacos de lixo no lugar das sacolinhas. Alguns ambientalistas perdem a oportunidade de pedir acordos por reciclagem total e retorno das sacolas de papel. Ganham apenas em conscientização.

Em tempo: mantenho cerca de 10 sacolas retornáveis no porta-malas do meu carro. Faço minha parte, mas questiono a eficiência e a legalidade desta atitude.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ano eleitoral começou: em janeiro prefeito contrata 72% mais guardas que os três anos anteriores

Em 2009 e 2010, o saldo entre novos Guardas Municipais e os que se aposentaram foi de apenas quatro em dois anos. Em 2011, foram 15 novos contratados contra um aposentado, saldo de 14. O prefeito Miguel Haddad (PSDB) havia prometido contratar 40 guardas municipais por ano. 

Agora, no primeiro mês de 2012, ano eleitoral, vem a surpresa: 25 novos GMs chamados apenas neste mês. Aumento do saldo de 72% comparando-se janeiro deste ano aos três anos anteriores inteiros. Assim, fica claro para a população jundiaiense que não existe prioridade para a segurança, mas sim, apenas preocupação com a tentativa de reeleição.

Mesmo com as novas aquisições, o número está muito aquém do que foi prometido em campanha, há quatro anos. Hoje, deveríamos ter pelo menos 120 novos guardas se a promessa fosse cumprida. É claro, com tantas cobranças, abaixo-assinados e ofícios, a pressão falou mais alto. Mas, e os três anos que se passaram? Quantos atos delituosos poderiam ter sido evitados? Isso sem falar na prevenção e preservação do patrimônio público.

Alguns defensores incondicionais do atual prefeito, dizem que segurança pública é dever do Governo Estadual (polícias civil e militar). O governador Alckmin, também do mesmo partido do prefeito de Jundiaí, não aumenta o efetivo aqui na nossa região, paga mal os policiais e dele não podemos esperar muita coisa em segurança pública.

Mas, é dever complementar das guardas municipais a segurança de nossas vias públicas e seus cidadãos. Segundo o IBGE, Jundiaí tinha 350 mil habitantes em 2009 e, em 2010, passou para 370 mil habitantes. Um crescimento de 6% em apenas um ano, o que representa um aumento de 20 mil habitantes. Do ano 2000 a 2007, o gráfico do IBGE aponta que Jundiaí teve um crescimento populacional de 20 mil habitantes, ou seja, 6,2% em sete anos.

Levando-se em conta este avanço populacional, ainda estamos muito defasados em número de guardas. Agora NÃO VAI COLAR contratar gente aos 45 minutos do segundo tempo apenas para dizer que o índice aumentou neste ano eleitoral e que será preciso “dar continuidade” nos próximos quatro anos.

domingo, 29 de janeiro de 2012

PARALELEPÍPEDOS: Uma possibilidade sustentável.


Em tempos de constantes enchentes, muitas delas causadas, dentre outros fatores, pela excessiva impermeabilização do solo, levanto uma questão: parece que nós temos um caso de amor com o asfalto no Brasil, ficamos com a eterna idéia de que asfaltar é indiscutivelmente um progresso, principalmente asfaltar os paralelepípedos... será?? Eu gostaria de pensar e discutir a respeito de outras alternativas... em ruas de baixo fluxo de carros, regiões onde a velocidade final é baixa, ou locais que se urbanizaram mas ainda não receberam a devida atenção da Prefeitura, porque não levar em consideração as vantagens do paralelepípedo? A pavimentação com paralelepípedos de pedra, apesar de não ser obviamente aquilo que resolveria TODOS os nossos problemas (não vamos radicalizar), não é só, como muitos pensam uma maneira de preservar o caráter de centros históricos, mas tem muitas vantagens práticas e modernas:

- Todos os calçamentos dos tipos paralelepípedos e bloquetes, sem rejuntamento de argamassa são considerados pavimentos ecologicamente corretos, permitindo a infiltração da água da chuva. As vantagens desta infiltração vão desde a recarga do lençol freático, à diminuição da vazão escoada para os mananciais, o que diminui os riscos de enchentes;

- O asfalto, embora sendo uma camada fina, tem o poder de absorver calor durante o período de insolação. Este calor absorvido é liberado para o meio, o qual pode ser sentido ao andar pelas ruas asfaltadas. No calçamento de paralelepípedos o comportamento é totalmente diferente, uma vez que este tipo de pavimento, por características geológicas, absorve menos calor. Este comportamento se deve, além das características da rocha, a espessura do calçamento em contato com a base (solo) facilita a dispersão do calor absorvido, não irradiando o calor por muito tempo depois do período de insolação, deixando a temperatura mais amena e tornando o clima mais agradável;

- Depois de algum tempo aparecem fungos e gramíneas inseridas entre as juntas, ou seja, nas partes que normalmente são preenchidas com areia. Estas colônias de vegetais que aí proliferam podem ser imperceptíveis para muitos, mas desempenham funções importantes para o meio ambiente como: a absorção de água e nutrientes; a retenção de parte dos sólidos carreados pela água de chuva etc.

Em contrapartida, a vida útil do pavimento asfáltico é menor em relação a vida dos pavimentos de paralelepípedos, e com altíssimo custo de manutenção. O pavimento asfáltico provoca um aquecimento considerável, criando bolsões de calor nos perímetros urbanos que deve ser considerado em tempos de aquecimento global. Todo o material desgastado do pavimento asfáltico, tanto o orgânico como o inorgânico acabam nos cursos d’água, entulhando a calha dos mesmos e provocando poluição e contaminação. É claro que não estou defendendo a troca total de vias asfaltadas por paralelepípedos, seria algo insano, uma vez que as vias de alta velocidade necessitam do conforto e da aderência asfáltica, mas quero pelo menos gerar a discussão... Estaríamos dispostos a abrir mão de nosso conforto por uma solução que geraria mais benefícios ao meio-ambiente? O que vocês pensam sobre isso? Aguardo a postagem de críticas e comentários!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sem defensas, mais um acidente na Nove de Julho... de novo!

Neste domingo (16) à noite um carro caiu na Av. 9 de Julho. Sem defensas ou guard-rails nas margens, mais um acidente ocorreu. Desta vez, felizmente, não houve mortes como da última vez. Uma obra cara demais e ainda incompleta!

A notícia foi dada pelo site da Rádio Difusora: “Segundo o Corpo de Bombeiros, por volta das 21 horas chovia bastante na região da avenida Nove de Julho, quando o motorista perdeu o controle do carro na altura do Mc Donald’s. Com a queda no córrego, o motorista sofreu ferimentos no rosto e em uma das pernas. Ele foi levado para o Hospital São Vicente”. http://www.radiodifusorajundiai.com.br/noticias_interna.asp?nID=6947

A prefeitura ficou de rever a idéia de que “o paisagismo é que faria a segurança” para veículos e pedestres! Porém, oito meses depois, nada foi feito. Até quando o cidadão vai aguentar essa ineficiência nas obras e falta de planejamento da prefeitura?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quem gosta de ser enganado pela Prefeitura?


Na foto a revelação da enganação! O prefeito Miguel Haddad distribuiu em outrubro de 2011, por toda cidade, jornal “informativo da prefeitura de Jundiaí” cuja manchete é “Jundiaí sem favelas”. Um sonho, que poderia ser realidade, se ele (que é prefeito pela 3ª vez) tivesse de fato atuado noutros mandatos para isso.
A MENTIRA:
Miguel Haddad tenta passar, de forma indutiva, que a cidade não tem mais favelas, dizendo que “14 núcleos já foram eliminados, 7 estão sendo eliminadas agora”. Com o uso desse imediatismo, quer fazer parecer que em alguns meses, já estará tudo resolvido. Enquanto isso, os moradores destes núcleos são tratados como inquilinos de segunda classe pela prefeitura (http://maisjundiai.blogspot.com/2011/07/prefeitura-promete-acao-coercitiva-se.html)
A VERDADE:
Veio à tona, dois meses depois, com a divulgação atualizada de dados do IBGE sobre Jundiaí, estampado pelo Jornal Bom Dia: são mais de 18.000 favelados... do tamanho da cidade de Jarinú. Ele quer esconder isso e passar a impressão que não temos mais favelas, isso já não é mais problema futuro! E como se, para “eliminar” as favelas, bastassem ruas, tijolos nas paredes, água, luz e esgoto!
DUDA MENDONÇA:
Mais uma vez o prefeito irá gastar R$ 11 milhões por ano com o publicitário Duda Mendonça, para fazer as campanhas “institucionais” da Prefeitura, como esse jornalzinho distribuído! Tanto dinheiro usado para tentar enganar o cidadão é vergonhoso!