segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Cervejas IPA que você precisa conhecer

Para quem não é muito familiarizado, as cervejas estilo Indian Pale Ale (IPA), segundo o dito popular, foram criadas pelos ingleses que desenvolveram para longas viagens, possuindo maior teor alcoólico e intensidade. Portanto, mais lúpulo e aromas marcantes do que as cervejas mais neutras e leves estilo Larger ou Pilsen (American Lager), das quais algumas chegam a ter xarope de milho na sua composição (o que não faz parte da fórmula original), representadas por Skol, Brahma, Itaipava, Heineken, Serramalte e outras.

As cervejas estilo IPA são divididas em três tipos: American IPA, English IPA e Imperial IPA. As duas primeiras tem aromas cítricos e colarinho persistente, enquanto a terceira é mais forte. Amargor, intensidade e aromas marcantes são características deste estilo, que podem traduzir paladares singulares, de acordo com cada cervejaria.

Mas indo direto ao assunto (afinal a internet está cheia de bons detalhes para quem quiser saber mais), eis as seis que eu recomendo:

Vedett IPA
Estilo: IPA  Cervejaria: Vedett
Alcool: 5,5% / Amargor (IBU): 40

Leopoldina IPA
Estilo: American IPA  Cervejaria: Leopoldina
Alcool: 6,5% / Amargor (IBU): 60

VIXNU Imperial IPA
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Colorado
Alcool: 9,5% / Amargor (IBU) 75

Wals Niobium
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Wals
Alcool: 9% / Amargor (IBU): 93

Bazooka Double IPA
Estilo: Double IPA  Cervejaria: Dádiva 
Álcool: 8,7% / Amargor (IBU): 97 

Bodebrown Perigosa
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Bodebrown
Alcool: 9,2% / Amargor (IBU): 100

A minha preferida é a Bodebrown Perigosa, que apesar do teor alcoólico e amargor elevados, não parece tão “forte” se comparada a VIXNU da Colorado, por exemplo. Para os iniciantes, que acham que cerveja deve ser leve, clara e suave (ou seja, quase sem lúpulo e sem malte), melhor começar pela Vedett e Leopoldina. Depois que se acostumarem, não vão querer voltar. As cervejas IPA são recomendadas para acompanhar queijos mais fortes e carnes.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Lula e a “justissa” brasileira

Muitos brasileiros querem que Lula seja condenado no julgamento do dia 24 de janeiro pelo Tribunal Regional Federal (na consciência de alguns cidadãos ele já é culpado de tudo) só pelo amontoado de coisas que “ouviram na TV e outros meios de comunicação”. Para estes, a TV tem forte influência em suas vidas, e deve ditar também a moda, a sua moral, o melhor produto, criar sua opinião e o julgamento do que é certo ou errado no sistema. Assim, os meios de comunicação, o “quarto poder” como batizou o inglês Lord Macaulay em 1828, vem se firmando como um poder superior aos outros demais. E faz o que quer pela audiência e pelo dinheiro.

Agora, está alcançando o seu ápice ao induzir a aprovação da maldita Reforma da Previdência de Temer (querendo fazer crer nos mais ingênuos que sem a reforma o país irá para a ruína) e em especial ao mostrar a condenação de Lula como única saída para “acabar com a corrupção e fazer justiça” (assim como as TVs e a grande imprensa também induziram que, se ocorresse o impeachment de Dilma, as coisas iam melhorar, o país ia voltar a crescer, seria um golpe na corrupção, blá-blá-blá). Tenho vários amigos que diziam: "primeiro a gente tira a Dilma, depois vamos tirar todos..." O resultado estamos vivendo: ruim no tempo da Dilma (que foi tirada do cargo sem lhe ser imputado crime algum), muito pior agora com Temer e a patota do PSDB.

Lula não é intocável, não é perfeito e não tomou sempre as melhores decisões. Pode até ser condenado. Mas quero reproduzir um trecho de artigo do colunista Janio de Freitas, da Folha de SP hoje, como uma das muitas opiniões que vem colocando em dúvida a postura de certos seguimentos da nossa “justissa” brasileira:
“...Os procuradores da Lava Jato e Moro... darem fundamento à sua alegação de que o imóvel retribuía interferências de Lula, na Petrobras, para contratações da OAS. Moro e os dalagnóis não conseguiram encontrar sinais da interferência de Lula, quanto mais a ligação com o apartamento.

A saída com que Moro, na sentença a ser agora avaliada, pensa ultrapassar esse tipo de atoleiro é cômica: refere-se à tal interferência como "ato de ofício indeterminado". Indeterminado: desconhecido, não existente. Moro condenou por um ato que diz desconhecer, inexistir”
Enquanto isso, para outros casos de políticos famosos, vale a lentidão da nossa “justissa”, os agravos, as contrarrazões, etc. Permitem, mesmo com provas materiais e documentais, deixar que certos acusados continuem livres, ocupando cargos políticos e sem saber quando serão julgados. O problema, portanto, é a balança da justiça pendendo pra onde quer, com critérios que ora são criados “do nada”, depois são aplicados apenas para alguns e revogados ou refeitos depois que atingiram o alvo. Isso é anormal, perigoso, descabido quando se quer equidade e justiça.

Em tempo: Não sou filiado ao PT atualmente (saí tem 3 anos). Defendo um país democrático e de direitos iguais para todos e na condição de suas diferenças. A "justissa" estaria agindo de forma tendenciosa ao não ser razoável e proporcional em todos os casos semelhantes de políticos famosos.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Pesto Caseiro do Orlato

Vai bem em diversas situações: como molho para massas (nhoque, espagueti ou penne), como pasta para torradas ou tempero para saladas mistas. Digestivo, leve e refinado, é possível fazer molho pesto caseiro com ótima qualidade. Uma de minhas especialidades, que compartilho com vocês.

INGREDIENTES:
1 prato de sopa (raso) de folhas de manjericão;
1/2 xícara de chá de folhas de hortelã;
1/2 xícara de chá de folhas de salsinha;
2 xícaras de chá de amêndoas torradas e salgadas (pode ser também castanhas do Pará);
500 ml de azeite de oliva extra virgem;
250 gramas de queijo parmesão ralado;
4 dentes de alho (médio).

MODO DE PREPARO:
Colocar no liquidificador a hortelã, a salsinha e o manjericão (somente as folhas, lavadas e escorridas, nas medidas sugeridas), os dentes de alho e quase todo azeite (deixar cerca de 100 ml para o final). Bater por dois minutos até que os ingredientes estejam bem moídos.

Depois adicionar o parmesão e bater por mais um minuto. Neste momento, você regula a densidade da pasta com o restante do azeite (deixando caldo grosso).
Ao final, adicione as amêndoas e bata até que fiquem trituradas pequenas (se bater demais ficam muito moídas e somem no caldo, se bater pouco ficam muito grossas). Neste momento a pasta fica mais consistente.

É uma boa quantia (dará cerca de 800 ml de molho pesto). Metade disso dá para temperar bem um pacote de 500 gramas de macarrão. A outra metade dura até 60 dias em vidro na geladeira.

domingo, 19 de março de 2017

0,25%: CPMF da Previdência, por que não?

Ao invés da desgastada Reforma da Previdência proposta pelo Presidente Temer (aliás, a quinta mexida em apenas 30 anos¹), por que não criar uma Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira – CPMF exclusiva para contribuir com Previdência Social? Por 10 anos? Uma cota de 0,25% seria suficiente para não sacrificar milhões de pessoas com a nova proposta de idade mínima e 49 anos de contribuição, um despropósito para a realidade brasileira. Neste período seria mantido a fórmula 85/95 em vigor para aposentadorias em geral e uma ampla revisão poderia ocorrer para ofertar uma proposta mais moderna e definitiva, e não punitiva sobre os mais pobres. 


A conta não fecha e o consenso também não. Hora porque é dito que as contribuições formais não são suficientes para manter uma população cada vez mais idosa e com a natalidade em queda. De outro lado, o Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, também absorve as aposentadorias rurais, as assistenciais e se mantém na finalidade de reduzir a pobreza no país. Também atribui-se ao uso desmedido da Desvinculação de Receitas da União – DRU o aumento nesta discordância no fechamento das contas do sistema. As dúvidas e desconfianças, sobre políticos e instituições governamentais, não permitem um entendimento mais adequado e justo no momento.

Desta forma, fica aí minha proposta e contribuição para o debate.



¹ Emendas Constitucionais (E.C.) nºs 3/93, 20/98, 41/03, 47/05, 70/12 e 88/15.

sábado, 4 de março de 2017

Pão integral com copa lombo e parmesão

Compartilho minha receita própria de um pão especial, integral e fácil de fazer.

Na época da ditadura militar, quando algumas matérias para os jornais eram previamente censuradas, costumava-se publicar no lugar alguma receita culinária para mostrar que matéria original foi vetada. Não é o caso aqui, óbvio. Como é a primeira postagem de receita culinária no meu blog, lembrei dessa história dos anos de chumbo. Culinária também é uma de minhas paixões além de política, família e religião.

INGREDIENTES:

1 ½ xícara de chá de leite morno para frio
2 ovos
½ xícara de chá de óleo (de girassol ou milho)
2 tabletes de fermento biológico (ou tres colheres de sopa de fermento biológico seco)
2 colheres de sopa de açúcar (pode ser demerara ou mascavo peneirado)
1 colher de chá de sal (uma pitada)
100 gramas de copa lombo em fatias finas
100 gramas de queijo parmesão ralado médio (melhor se ralar na hora do preparo)
1 xícara (250 ml) de chá de farinha de aveia
3 xícaras (250 ml) de chá de farinha de trigo integral

MODO DE PREPARO:


  • Bater no liquidificador o leite, o óleo, os ovos e o fermento (esfarelado, não tablete inteiro), colocar o açúcar e o sal.
  • Misturar os dois tipos de farinha numa tigela até ficar homogêneo.
  • Picotar com a faca as fatias de copa lombo em pedaços pequenos (cerca de 1 cm)
  • Colocar a mistura batida na tigela e misturar inicialmente com uma colher grande. Depois continuar com as mãos. Acrescente a copa lombo fatiada e o parmesão ralado e misture bem. Se necessitar, acrescentar um pouco mais de farinha de trigo integral.
  • A massa pode ficar mole, pois a farinha integral tende a absorver mais a umidade depois. Alguns pedaços de copa lombo ficarão expostos, não tem problema.
  • Separar a massa em dois pedaços e colocar nas formas untadas com manteiga (ou em uma assadeira grande, separados). Deixar a massa descansando por 30 minutos em local sem vento e quente.
  • Levar ao forno (180º) por 30 a 40 minutos ou até a superfície ficar dourada.



Alimento muito legal para o café da manhã ou acompanhar uma boa cerveja.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Campola no rumo certo

Tenho observado junto à população de Campo Limpo Paulista que eles acreditam na seriedade que o Prefeito Dr. Japim Andrade tem com gestão da cidade, já evidenciadas nestas quatro primeiras semanas de governo. Com um orçamento geral estimado em R$ 182 milhões para 2017 e uma dívida herdada das gestões anteriores em R$ 98 milhões, levantada até o momento, o novo governo precisará de “coragem pra fazer diferente” (como diz o novo slogan).

No total da dívida está incluso atrasos com fornecedores, funcionários, INSS e prestadores de serviço. Apesar dessa dificuldade financeira, coragem não falta. Tenho acompanhado diversas reuniões e vejo a motivação e empenho de todos em trabalhar muito pela cidade. A gestão do hospital foi a primeira mudança para proporcionar a ampliação nos serviços, que será seguida de outras atividades que logo vão mostrar a diferença.

As equipes fazem um “pente fino” nas dívidas, negociam redução de valores com fornecedores, cancelam contratos ineficazes e/ou sem prioridade, controlam os gastos, etc. Tudo para por a casa em ordem e sanar as pendências, até o final do ano, pelo menos. E o “Doutor Japim” ainda arruma tempo pra ir a feira-livre, visitar escolas, centros esportivos e atender a população.

Ajeitando melhor as finanças da cidade, tem mais desafios que devem ser superados este ano: melhorar e regularizar a oferta de remédios e exames médicos, buscar parcerias e organizar os serviços de tapa-buracos e sinalização das ruas, ampliar as rondas da guarda municipal nos bairros, dar manutenção nos prédios públicos, melhorar a iluminação nas vias e praças, centros esportivos, etc.

Incansáveis, trabalhando 10 horas por dia no mínimo, nosso Dr. Japim e demais secretarias se desdobram para fazer jus ao que dizia a frase de campanha: “pra cuidar da nossa gente”. Parabéns a tod@s, tenho orgulho de contribuir com essa gestão.