quarta-feira, 6 de junho de 2018

Bolo de aveia com banana

Esse é um dos bolos que minha família gosta muito. Receita e jeitinho da minha esposa fazer. Fica saboroso, sem adição de açúcar e trigo, nutritivo.

INGREDIENTES:

4 bananas maduras
1/2 xícara de chá de óleo de coco (ou azeite extra virgem)
4 ovos inteiros
2 xícaras de chá de farelo de aveia
1 pitada de canela em pó (a gosto)
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara de chá de uvas passas
1/2 xícara de chá de castanha do Pará triturado (opcional)

MODO DE PREPARO:

Bater no liquidificador as bananas, os ovos e o óleo de coco até virar uma mistura homogênea. Depois acrescentar 1/2 xícara de uvas passas e 1 xícara de farelo de aveia e bater mais mais uns 5 segundos. Coloque tudo numa tigela e acrescente mais 1 xícara de farelo de aveia, o fermento em pó, a canela e 1/2 xícara de uvas passas. Se desejar, neste momento, acrescente a 1/2 xícara de castanha do Pará triturada. Terminar a mistura manualmente.

Preparar uma forma untada com manteiga e um pouco do farelo de aveia, picar em rodelas outra banana madura e colocar ao fundo (dá um toque diferenciado quando desinformar). Depois despejar a mistura igualmente na forma. Levar ao forno aquecido a 180º e deixar por cerca de 35 minutos. Pronto, rápido e saboroso.

terça-feira, 29 de maio de 2018

A greve já deu! Recado dado

A greve dos caminhoneiros começou legítima e contagiante. Colocou o governo Temer (MDB/PSD/PSDB) de joelhos e começou lavando a alma dos brasileiros. Causa justa. Depois que a pauta de reivindicações foi aceita em 90% pelos (des)governantes de Brasília, as rodovias continuaram paralisadas, em boa parte por seguimentos que desejam a "volta dos militares" ao poder! E a estes grupos, juntaram-se outros que estão promovendo uma verdadeira "carona" no movimento, agora perdido. "Mula Sem Cabeça" neste 9º dia de paralisações.

Mas dentre os que continuam apoiando, mesmo com toda essa descaracterização, as motivações são:

1- Querem o #ForaTemer (porém se perderam no tempo, deveriam fazer isso há dois anos, logo depois do impeachement da Dilma). Agora falta 4 meses para eleições democráticas. Tirar o Temer agora pra que? Para assumir o presidente da Câmara ou do Senado?
2- Dizem (alguns caminhoneiros que ainda estão na paralisação) que 0,46 centavos a menos no diesel é muito pouco. Mas tiveram 90% das diversas reivindicações atendidas! Não souberam pedir? 
3- Exigem a volta dos militares. Aí é a externação do desespero social, desprovido de memória e não conhecedor da história.
4- O protesto pelo protesto. "Vamos protestar" não importa contra ou a favor do que, e nem quais serão as consequências (impensadas e não medidas, claro). Interesses políticos se misturam a isso, sem bandeiras, sem ideais e com interesses (a descobrir ao certo).

Por tudo que vivenciamos, nestes últimos 3 anos pelo menos, é compreensível toda essa indignação. Porém, nenhuma dessas motivações acima me convencem. O recado foi dado, bem dado, ao atual (des)governante e a todos os candidatos presidenciais. Continuar essa greve, pelo rumo que está tomando, pode trazer efeitos piores. Antes de tudo, preservar a democracia, a liberdade das pessoas e a integridade social.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Cervejas IPA que você precisa conhecer

Para quem não é muito familiarizado, as cervejas estilo Indian Pale Ale (IPA), segundo o dito popular, foram criadas pelos ingleses que desenvolveram para longas viagens, possuindo maior teor alcoólico e intensidade. Portanto, mais lúpulo e aromas marcantes do que as cervejas mais neutras e leves estilo Larger ou Pilsen (American Lager), das quais algumas chegam a ter xarope de milho na sua composição (o que não faz parte da fórmula original), representadas por Skol, Brahma, Itaipava, Heineken, Serramalte e outras.

As cervejas estilo IPA são divididas em três tipos: American IPA, English IPA e Imperial IPA. As duas primeiras tem aromas cítricos e colarinho persistente, enquanto a terceira é mais forte. Amargor, intensidade e aromas marcantes são características deste estilo, que podem traduzir paladares singulares, de acordo com cada cervejaria.

Mas indo direto ao assunto (afinal a internet está cheia de bons detalhes para quem quiser saber mais), eis as seis que eu recomendo:

Vedett IPA
Estilo: IPA  Cervejaria: Vedett
Alcool: 5,5% / Amargor (IBU): 40

Leopoldina IPA
Estilo: American IPA  Cervejaria: Leopoldina
Alcool: 6,5% / Amargor (IBU): 60

VIXNU Imperial IPA
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Colorado
Alcool: 9,5% / Amargor (IBU) 75

Wals Niobium
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Wals
Alcool: 9% / Amargor (IBU): 93

Bazooka Double IPA
Estilo: Double IPA  Cervejaria: Dádiva 
Álcool: 8,7% / Amargor (IBU): 97 

Bodebrown Perigosa
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Bodebrown
Alcool: 9,2% / Amargor (IBU): 100

A minha preferida é a Bodebrown Perigosa, que apesar do teor alcoólico e amargor elevados, não parece tão “forte” se comparada a VIXNU da Colorado, por exemplo. Para os iniciantes, que acham que cerveja deve ser leve, clara e suave (ou seja, quase sem lúpulo e sem malte), melhor começar pela Vedett e Leopoldina. Depois que se acostumarem, não vão querer voltar. As cervejas IPA são recomendadas para acompanhar queijos mais fortes e carnes.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Lula e a “justissa” brasileira

Muitos brasileiros querem que Lula seja condenado no julgamento do dia 24 de janeiro pelo Tribunal Regional Federal (na consciência de alguns cidadãos ele já é culpado de tudo) só pelo amontoado de coisas que “ouviram na TV e outros meios de comunicação”. Para estes, a TV tem forte influência em suas vidas, e deve ditar também a moda, a sua moral, o melhor produto, criar sua opinião e o julgamento do que é certo ou errado no sistema. Assim, os meios de comunicação, o “quarto poder” como batizou o inglês Lord Macaulay em 1828, vem se firmando como um poder superior aos outros demais. E faz o que quer pela audiência e pelo dinheiro.

Agora, está alcançando o seu ápice ao induzir a aprovação da maldita Reforma da Previdência de Temer (querendo fazer crer nos mais ingênuos que sem a reforma o país irá para a ruína) e em especial ao mostrar a condenação de Lula como única saída para “acabar com a corrupção e fazer justiça” (assim como as TVs e a grande imprensa também induziram que, se ocorresse o impeachment de Dilma, as coisas iam melhorar, o país ia voltar a crescer, seria um golpe na corrupção, blá-blá-blá). Tenho vários amigos que diziam: "primeiro a gente tira a Dilma, depois vamos tirar todos..." O resultado estamos vivendo: ruim no tempo da Dilma (que foi tirada do cargo sem lhe ser imputado crime algum), muito pior agora com Temer e a patota do PSDB.

Lula não é intocável, não é perfeito e não tomou sempre as melhores decisões. Pode até ser condenado. Mas quero reproduzir um trecho de artigo do colunista Janio de Freitas, da Folha de SP hoje, como uma das muitas opiniões que vem colocando em dúvida a postura de certos seguimentos da nossa “justissa” brasileira:
“...Os procuradores da Lava Jato e Moro... darem fundamento à sua alegação de que o imóvel retribuía interferências de Lula, na Petrobras, para contratações da OAS. Moro e os dalagnóis não conseguiram encontrar sinais da interferência de Lula, quanto mais a ligação com o apartamento.

A saída com que Moro, na sentença a ser agora avaliada, pensa ultrapassar esse tipo de atoleiro é cômica: refere-se à tal interferência como "ato de ofício indeterminado". Indeterminado: desconhecido, não existente. Moro condenou por um ato que diz desconhecer, inexistir”
Enquanto isso, para outros casos de políticos famosos, vale a lentidão da nossa “justissa”, os agravos, as contrarrazões, etc. Permitem, mesmo com provas materiais e documentais, deixar que certos acusados continuem livres, ocupando cargos políticos e sem saber quando serão julgados. O problema, portanto, é a balança da justiça pendendo pra onde quer, com critérios que ora são criados “do nada”, depois são aplicados apenas para alguns e revogados ou refeitos depois que atingiram o alvo. Isso é anormal, perigoso, descabido quando se quer equidade e justiça.

Em tempo: Não sou filiado ao PT atualmente (saí tem 3 anos). Defendo um país democrático e de direitos iguais para todos e na condição de suas diferenças. A "justissa" estaria agindo de forma tendenciosa ao não ser razoável e proporcional em todos os casos semelhantes de políticos famosos.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Pesto Caseiro do Orlato

Vai bem em diversas situações: como molho para massas (nhoque, espagueti ou penne), como pasta para torradas ou tempero para saladas mistas. Digestivo, leve e refinado, é possível fazer molho pesto caseiro com ótima qualidade. Uma de minhas especialidades, que compartilho com vocês.

INGREDIENTES:
1 prato de sopa (raso) de folhas de manjericão;
1/2 xícara de chá de folhas de hortelã;
1/2 xícara de chá de folhas de salsinha;
2 xícaras de chá de amêndoas torradas e salgadas (pode ser também castanhas do Pará);
500 ml de azeite de oliva extra virgem;
250 gramas de queijo parmesão ralado;
4 dentes de alho (médio).

MODO DE PREPARO:
Colocar no liquidificador a hortelã, a salsinha e o manjericão (somente as folhas, lavadas e escorridas, nas medidas sugeridas), os dentes de alho e quase todo azeite (deixar cerca de 100 ml para o final). Bater por dois minutos até que os ingredientes estejam bem moídos.

Depois adicionar o parmesão e bater por mais um minuto. Neste momento, você regula a densidade da pasta com o restante do azeite (deixando caldo grosso).
Ao final, adicione as amêndoas e bata até que fiquem trituradas pequenas (se bater demais ficam muito moídas e somem no caldo, se bater pouco ficam muito grossas). Neste momento a pasta fica mais consistente.

É uma boa quantia (dará cerca de 800 ml de molho pesto). Metade disso dá para temperar bem um pacote de 500 gramas de macarrão. A outra metade dura até 60 dias em vidro na geladeira.

domingo, 19 de março de 2017

0,25%: CPMF da Previdência, por que não?

Ao invés da desgastada Reforma da Previdência proposta pelo Presidente Temer (aliás, a quinta mexida em apenas 30 anos¹), por que não criar uma Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira – CPMF exclusiva para contribuir com Previdência Social? Por 10 anos? Uma cota de 0,25% seria suficiente para não sacrificar milhões de pessoas com a nova proposta de idade mínima e 49 anos de contribuição, um despropósito para a realidade brasileira. Neste período seria mantido a fórmula 85/95 em vigor para aposentadorias em geral e uma ampla revisão poderia ocorrer para ofertar uma proposta mais moderna e definitiva, e não punitiva sobre os mais pobres. 


A conta não fecha e o consenso também não. Hora porque é dito que as contribuições formais não são suficientes para manter uma população cada vez mais idosa e com a natalidade em queda. De outro lado, o Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS, também absorve as aposentadorias rurais, as assistenciais e se mantém na finalidade de reduzir a pobreza no país. Também atribui-se ao uso desmedido da Desvinculação de Receitas da União – DRU o aumento nesta discordância no fechamento das contas do sistema. As dúvidas e desconfianças, sobre políticos e instituições governamentais, não permitem um entendimento mais adequado e justo no momento.

Desta forma, fica aí minha proposta e contribuição para o debate.



¹ Emendas Constitucionais (E.C.) nºs 3/93, 20/98, 41/03, 47/05, 70/12 e 88/15.