sábado, 22 de março de 2014

Marcha sem Família, sem Deus e sem Facebook


Hoje – e em recentes tentativas de manifestações alardeadas – o destaque foi muito mais pela cobertura da mídia do que por comparecimento de pessoas.
Neste domingo, 22 de março, na capital paulista, apenas 500 manifestantes participaram da regurgitada “marcha da família com Deus”. Também na região central da capital, simultaneamente e em contraposição a esta marcha, ocorreu a “marcha antifacista” com a presença de 1.000 interessados (Portal Terra: http://migre.me/isc1h).
Para uma capital com mais de 11 milhões de habitantes, ter 500 pessoas em uma manifestação é o mesmo que ter em Jundiaí (com 400 mil habitantes), 18 pessoas protestando. Então por que a imprensa dá cobertura e destaque nos noticiários a um evento tão insignificante?
Em tempos de “manifestações forjadas” pós protesto de junho de 2013 no país – que juntou muita gente, mas também foi relâmpago e difuso – entramos nos modismos de rolezinhos, black blocs, mascarados... com temas carregados de fundamentalismos ou apelos políticos nada convincentes. O descrédito é geral. Isso é o que dá protestos sem idealismo, sem propósito coletivo definido e sem bússola.
Por isso, o que vimos hoje foi a Marcha sem Família, sem Deus e sem Facebook, pois os milhares que confirmam presença na rede social, o fazem para parecer engajados, pois os temas propostos não empolgam, não são claros e não vão além do “confirmar presença” na telinha. Só para a grande mídia houve algum protesto de verdade no dia de hoje.