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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Para onde vai o dinheiro da Saúvas?

Em mais de dez anos atuando em contratos com a Prefeitura de Jundiaí, a empreiteira Saúvas já arrecadou mais de R$ 49 milhões em serviços muito questionados, como os terminais do Situ e a nova Rodoviária. 

Recentemente esta empreiteira teve seu contrato rescindido, quando era a responsável por executar obras no Parque Guapeva. Segundo justificativa, a empresa "não tem condições técnicas" para concluir a construção.

Assim, a empresa Jofege foi contratada sem licitação para tocar a obra, por um valor de quase R$ 3 milhões. Acontece que a Prefeitura já havia empenhado à Saúvas R$ 2,6 milhão pela mesma obra. Até o momento não há, nem na Imprensa Oficial, nem no Portal da Transparência nenhuma referência sobre o destino do dinheiro público da primeira assinatura. Ao mesmo tempo em que declara não poder concluir a construção, ainda está em vigor contrato com a Saúvas, no valor de R$ 3 milhões, para a manutenção de escolas da cidade. 

Às vésperas de sediar sua primeira Conferência de Transparência Social, essa é uma ótima oportunidade para que seja revelado o destino dessas verbas. De que forma o dinheiro voltou ou voltará aos cofres públicos?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Na linha do tempo, percebemos: Hospital Regional é uma mentira

Se observarmos a sequência de (des)informações que o prefeito e seu grupo político dão, chegaremos à conclusão clara de que todos fomos enganados com relação ao Hospital
Regional em Jundiaí. Vejamos:

- Setembro/2008 (campanha eleitoral): Governador Serra e prefeito Miguel Haddad, ambos do PSDB, prometem o hospital regional como prioridade!

- Outubro/2009 (uma ano depois, Miguel já é prefeito): 
Secretária de Saúde declara nos jornais que as obras de reforma do imóvel do prédio da antiga Casa de Saúde, iniciadas depois do processo de licitação, e vão demorar dois anos!

- Maio/2010 (quase 15 meses do atual prefeito): 
Secretário de Finanças diz que reservou quase R$ 2 milhões para início das reformas neste ano. Secretário de Obras diz “estamos com a licitação aberta, para o projeto estrutural e instalações”.

- Maio/2011 (quase 30 meses de Miguel Haddad como prefeito):
 
O prefeito, que não apareceu para falar e debater o assunto, escala seus secretários para a difícil tarefa. Eles disseram: "O final da licitação da 1ª fase das obras deve-se concluir em setembro". Mais 15 meses para fazer só uma parte.

E, em 2012, já sabemos quais serão os discursos...

- Julho/2012 (três anos e meio depois):
Ainda na metade da primeira parte das obras, é bem capaz do prefeito Miguel Haddad dizer que não esperava tantas dificuldades para instalar o hospital, blá-blá-blá... Afinal, ele é inexperiente, é só a terceira vez que ele está no comando da cidade.

- Outubro/2012 (eleição para prefeito): 
A população fica sem o Hospital Regional, que o Miguel Haddad prometeu na campanha passada e, se mantiver a boa memória, não deixará ser enrolada novamente!

Enquanto isso, a cidade cresce desordenadamente, os negócios imobiliários vão indo muito bem, nosso trânsito e transporte cada vez piores, a população cresce e o número de leitos hospitalares públicos na cidade diminuiu nos últimos dez anos. Não queremos isso para a nossa cidade e vamos lutar para manter nossa qualidade de vida. Crescer com responsabilidade e ordem é o que desejamos para Jundiaí. E você, o que tem a dizer?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Top 3 - As maiores bravatas da Prefeitura nas últimas décadas

Estrutura de viaduto que ligaria Centro e Ponte São João
Entra ano, sai ano e as promessas são sempre as mesmas. Dircursos eleitorais que há mais de 20 anos ouvimos em Jundiaí e somente agora podem sair do papel. Pelo menos é o que dizem as placas de publicidade espalhadas pelos bairros. Propagandas essas, as mesmas que garantiram boa parte dos votos em eleições anteriores.

E, agora, devem ser inauguradas somente às vésperas de um novo pleito. Não se surpreenda se, a partir do próximo semestre, começarem as inaugurações e cortes de fita com toda a pompa, pregando a continuidade dessa administração.

Viaduto/Túnel na Ponte São João. Até quando esperar?

Esta é uma das maiores lendas urbanas da história de Jundiaí. Passaram mais de três mandatos e até pilares foram levantados em projeto original, há duas décadas, na atual avenida União dos Ferroviários.

Agora, o projeto prevê um túnel que ligaria o Centro e a Ponte. Para a construção, casas são desapropriadas e muita polêmica é formada. Enquanto isso, os empreendimentos imobiliários proliferam e o trânsito está insustentável no bairro.


Hospital Regional e o jogo de empurra
A seguir, declaração do ex-candidato à Presidência e ex-governador, José Serra, ao jornal Bom Dia, sobre a obra, que é fruto de desapropriação da antiga Casa de Saúde e de batalha judicial com a Unimed:

"Jundiaí terá seu Hospital Regional?"
Serra
- Eu nunca tinha acertado nada. O Ary [Fossen] deu uma declaração de que ia pedir ao governador para resolver. Fui lá e o pessoal me tratou como responsável, quando, na verdade, tem o problema por ter sido o prédio de um hospital particular...

AME: Especialidade é o discurso político

"O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Jundiaí deve começar a funcionar em dezembro deste 2010".
Este foi o prazo anunciado no site da Prefeitura, no ano passado.

Após repetir o discurso de implantação durante duas eleições, o prefeito Miguel Haddad – já na metade de mais um mandato - e o governo do Estado ainda não entregaram a obra.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Região da 9 de Julho: o ‘buraco’ está mais embaixo


Há algumas semanas escrevi neste blog alertando para o descaso da Prefeitura para alguns bairros da periferia. Agora, retomo o assunto para um enorme descuido na talvez área mais nobre de nossa cidade.

A Rua João Canela, localizada no Jardim Brasil, ao lado do Shopping Paineiras, desde o ano de 1999 vem apresentando sérios problemas de deslizamentos de terra que já chegaram a interromper a nossa avenida mais importante, a 9 de Julho. Hoje em dia além de a rua não estar em condições apropriadas para o transporte de pessoas, carros (não tem calçadas, a rua contém amontoados de terra, etc), o problema do deslizamento está também afetando a estrutura dos imóveis ali presentes.

Tal fato vem sendo apresentado e ignorado pela Prefeitura e por seus devidos procuradores desde o inicio da era Haddad e Fossen (1999 a 2010). Diversas vezes, por meio de abaixo-assinados, comunicações isoladas dos proprietários, dentre outras, as vítimas deste descaso vem tentando junto à Prefeitura buscar soluções, mas a falta de interesse da municipalidade em resolver um problema que acabou por afetar as construções e causar um enorme prejuízo às vitimas, acabou por gerar danos que já extrapolam a faixa dos R$ 200 mil. E tudo o que a Prefeitura tem a dizer é que: “a municipalidade está preparando o projeto de estabilização de talude para fins de orçamento e possível licitação da obra”.

Isto ocorre desde 1999! Na periferia, a Prefeitura cobra IPTU sem dar contrapartida. Agora, em uma área extremamente importante para a cidade, onde acredito os impostos não devem ser baixos, foi deixado que um problema relativamente simples (caso solucionado no seu início) transformar-se em graves prejuízos para nossos munícipes.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aliados de Miguel Haddad impedem melhorias ao orçamento de Jundiaí

Orlato tentou aprovar
os pedidos da população
O orçamento público municipal é um do mais importantes projetos que são votados pelos vereadores todos os anos. O prefeito Miguel Haddad deveria, quando da elaboração dele, fazer várias audiências públicas para depois enviar o projeto de lei para a Câmara Municipal. Não é o que ocorre.

Assim, é natural que os vereadores recebam demandas dos bairros e de segmentos sociais para fazer um ajuste no orçamento. Isso é feito por meio das emendas. Cada parlamentar apresenta estas emendas remanejando verbas daqui e dali para atender a população.

Muito bem, fiz quatro emendas: R$ 200 mil para asfaltar algumas ruas da Vila Municipal; R$ 200 mil para “bocas de lobo” na Vila Municipal; R$ 250 mil para cobrir a quadra do Centro Esportivo “Sororoca” e R$ 250 mil para subvenções a entidades assistenciais. De onde retirei os recursos? De uma previsão orçamentária feita pelo Prefeito Miguel Haddad, para a Secretaria de Comunicação Social, no valor de R$ 5,7 milhões para gastos com publicidade.

Estas emendas foram impedidas de se tornar benefício para a população, rejeitadas pela Comissão Mista da Câmara. Conheça os vereadores que rejeitaram estas emendas:

Paulo Sérgio Martins (PV)
Ana Tonelli (PMDB)
Antonio C. Pereira Neto, Doca (PP)
Fernando Bardi (PDT)
Marcelo Gastaldo (PTB)
Domingos Fontebasso (PSDC)
Gustavo Martinelli (PSDB)
Leandro Palmarini (PV)