O otimista é tido, por uma definição superficial e popular, como aquela pessoa que só vê o lado positivo em tudo que acontece no dia a dia. Não é apenas aquele bem humorado ou risonho, mas sim o que procura mostrar que tudo tem um lado bom muito maior. O avestruz é aquela ave que, criou-se o mito, esconde a cabeça no buraco quando vê o perigo. Por isso, fala-se em “síndrome do avestruz” quando alguma pessoa não enfrenta o problema e se esconde atrás de coisas frágeis ou faz de conta que o problema não existe.
O comum seria admirar os otimistas – ao menos neste estereótipo popular – e taxar aqueles com síndrome de avestruz como medrosos ou negativistas. Porém alguns estudos demonstram que estes comportamentos podem ter algo em comum: a insegurança em encarar, ou discernir, a realidade na sua totalidade. É uma zona de conforto desprezar os problemas e só enxergar o lado positivo, desviar deles, fazer de conta que não está vendo ou deixar para depois.
Assim, temos o “otimista-avestruz” encontrado, infelizmente, com maior frequência na sociedade moderna, sendo aquele que só vê as coisas boas em tudo, mas desvia dos problemas ou faz de conta que não existe. Quem tem esse comportamento, tende a não gostar muito de planejar as coisas, pois teria que lidar com pontos fracos e tratar de solução de problemas em potencial, e essas coisas não combinam com seu estilo. O “otimista-avestruz” quando precisa resolver algum problema, que não dá mais para desviar, tende a querer tomar uma decisão simples para combater problemas complexos. Não faz diálogos coletivos com as pessoas envolvidas e não trabalha com as variáveis, toma decisão por impulso achando que “tudo vai dar certo.” Poucas vezes dá certo como poderia dar.
Porém o verdadeiro otimista não tem essa definição do estereótipo popular. O otimista clássico é atributo do comportamento de um líder e não é aquela pessoa sonhadora que vive fantasiando. Não significa que vê absolutamente tudo “cor de rosa”, sem se importar com as consequências e sem razão alguma, ou sem aceitar a realidade como ela é. Ele pode ver e reconhecer perfeitamente as dificuldades, mas não se afoga nelas, e as considera uma oportunidade para mudar, melhorar e crescer. Uma pessoa otimista é confiante e está convencida de que cada problema representa novas possibilidades.
Pode-se aprender a ser um otimista de verdade, como atributo de um líder? Sim, desde criança, na família e na escola. O otimismo verdadeiro permite valorizar as nossas melhores qualidades e as dos outros, sem exageros, nem julgamentos extremos. Trata-se simplesmente de ver as coisas como elas são, colocando cada erro e inconveniente em seu lugar, somente isso. É um verdadeiro atributo da inteligência emocional. De uns tempos pra cá, tenho me vigiado para aprender cada vez mais a ser um otimista de verdade.
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quinta-feira, 14 de abril de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Conhecer, analisar e agir
O processo de decisão passa por essas três etapas fundamentais: conhecer, analisar e agir. Tanto para resolver problemas, traçar novos objetivos de vida ou mudar de emprego, é preciso decidir. E quanto mais complexa a decisão que devemos fazer, mais precisamos verificar as variáveis envolvidas – boas ou ruins, diretas ou indiretas – para que se tenha segurança e convicção na decisão tomada. A mente humana tem uma tendência natural em processar as coisas deste jeito. Porém, em um mundo tão agitado e superficial como o de hoje, onde parece que “todos têm que saber de tudo o tempo todo” (aliás, a lógica das redes sociais), precisamos reafirmar e retomar o processo natural de tomada de decisão.
E cada etapa tem suas particularidades. 1- Conhecer: pressupõe um levantamento da realidade, percepções, coleta de detalhes e verificação das informações sobre o assunto (se as fontes são confiáveis, quais as opiniões distintas dos amigos que concordam ou discordam e outras experiências semelhantes). 2- Analisar: depois de todas as informações coletadas e conhecidas, é hora de ponderar e dar o devido peso a cada uma. Verificar efeitos colaterais que possam surgir e como administrar. Com base em seus valores sociais, religiosos, profissionais ou outro que convier, é hora de julgar o conjunto de informações e escolher o melhor. 3- Agir: feita a escolha mais ponderada, é hora de colocar em prática, planejar e estimular você e a equipe nesta nova missão. Quando uma decisão é partilhada, bem construída, causa transformação e alegria. Não permita que os primeiros tropeços causem arrependimentos, nem dê ouvidos aos pessimistas.
Todo processo de tomada de decisão é para melhorar a sua vida e daqueles com quem você convive e se relaciona. Desta forma, se for uma decisão que envolve questões familiares, por exemplo, é sempre bom que todos participem desde o início. O mesmo vale para o ambiente de trabalho.
O que pode atrapalhar um processo de decisão: ansiedade. Ficar ansioso é natural, faz você se mexer, porém quando ocorre precipitação, significa que a ansiedade queimou as etapas, pode acontecer de “meter os pés pelas mãos.” Outro fator que pode atrapalhar é se deixar levar somente pela emoção ao decidir. Nem só emoção nem só razão. Conter os impulsos do momento é importante. O medo da mudança também precisa ser superado. Decidiu-se e foi um processo bem tranquilo e ponderado? Agora toca em frente. Ajusta alguma coisa, se necessário, sem mudar a direção. A relutância não pode ser confundida com prudência. Tem decisões que precisam de maturação, mais tempo e reflexão. Outras precisam de rapidez, convicção e ousadia. Tem coisas que se deixar passar, depois fica difícil consertar.
Ver também: A arte da estratégia
Artigo publicado no Jornal de Jundiaí em março de 2016: http://www.jj.com.br/colunistas-2297-conhecer-analisar-e-agir
E cada etapa tem suas particularidades. 1- Conhecer: pressupõe um levantamento da realidade, percepções, coleta de detalhes e verificação das informações sobre o assunto (se as fontes são confiáveis, quais as opiniões distintas dos amigos que concordam ou discordam e outras experiências semelhantes). 2- Analisar: depois de todas as informações coletadas e conhecidas, é hora de ponderar e dar o devido peso a cada uma. Verificar efeitos colaterais que possam surgir e como administrar. Com base em seus valores sociais, religiosos, profissionais ou outro que convier, é hora de julgar o conjunto de informações e escolher o melhor. 3- Agir: feita a escolha mais ponderada, é hora de colocar em prática, planejar e estimular você e a equipe nesta nova missão. Quando uma decisão é partilhada, bem construída, causa transformação e alegria. Não permita que os primeiros tropeços causem arrependimentos, nem dê ouvidos aos pessimistas.
Todo processo de tomada de decisão é para melhorar a sua vida e daqueles com quem você convive e se relaciona. Desta forma, se for uma decisão que envolve questões familiares, por exemplo, é sempre bom que todos participem desde o início. O mesmo vale para o ambiente de trabalho.
O que pode atrapalhar um processo de decisão: ansiedade. Ficar ansioso é natural, faz você se mexer, porém quando ocorre precipitação, significa que a ansiedade queimou as etapas, pode acontecer de “meter os pés pelas mãos.” Outro fator que pode atrapalhar é se deixar levar somente pela emoção ao decidir. Nem só emoção nem só razão. Conter os impulsos do momento é importante. O medo da mudança também precisa ser superado. Decidiu-se e foi um processo bem tranquilo e ponderado? Agora toca em frente. Ajusta alguma coisa, se necessário, sem mudar a direção. A relutância não pode ser confundida com prudência. Tem decisões que precisam de maturação, mais tempo e reflexão. Outras precisam de rapidez, convicção e ousadia. Tem coisas que se deixar passar, depois fica difícil consertar.
Ver também: A arte da estratégia
Artigo publicado no Jornal de Jundiaí em março de 2016: http://www.jj.com.br/colunistas-2297-conhecer-analisar-e-agir
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
A arte da estratégia
Todos querem tomar decisões no presente, que produzam bons frutos
no futuro. Para se conquistar os resultados desejados, é preciso traçar um bom
plano estratégico em conjunto com os envolvidos na execução, a fim de que haja comprometimento
com os objetivos que se deseja alcançar.
O primeiro passo é um diagnóstico preciso do cenário atual. Nesse
momento de avaliação as informações devem ser precisas, tais como: pesquisa de
mercado, situação financeira, equipe de trabalho, grau de realizações e
eficiência, pontos fortes e fracos, ações diferenciadas, oportunidades e
eventuais ameaças. Saber exatamente “onde estamos?”, no cenário atual, é
fundamental para iniciar uma estratégia.
O segundo passo é saber quais os objetivos que precisamos
alcançar. Com o diagnóstico do momento atual feito, agora dá para começar a
definir “onde queremos chegar?”. Ninguém dá um salto sem ter a certeza de que o
chão está firme para pegar impulso. Nesse momento se define os objetivos que se
pretende alcançar em um determinado período de tempo. E tem que ter indicadores
quantitativos para que se possa medir a evolução das ações.
O terceiro passo é elaborar o plano estratégico. Conhecendo seu
real potencial e sabendo onde se pode chegar, agora é preciso saber “como
atingir aos objetivos?”. Definição das etapas, o tempo disponível, qual será o
investimento financeiro, quais pessoas serão envolvidas, como prevenir
adversidades, os prazos, a seleção de parceiros, etc. Um bom cronograma da
estratégia e também seu acompanhamento cotidiano.
Os bons livros falam disso. Então, o que pode dar errado? Não
saber escolher, ou seja, o que devo abrir mão e o que devo priorizar. Elaborar
a estratégia deve ser uma atitude coletiva e com gente comprometida. Pessoas
que não têm visão sistêmica e capacidade para ajudar a escolher, tendem a
concordar só com o que o chefe sugere. Já dizia o general mexicano Álvaro
Obregon: “Não tenha medo dos inimigos que o atacam, e sim dos amigos que te
bajulam.”
Também tende a dar problemas quando não se divide com a equipe as
responsabilidades do plano. Aí, ocorre o centralismo das decisões ou a
desconfiança de que não vão fazer direito. Isso acarreta atrasos, baixa estima
na equipe e ineficiência. Outro desafio, em geral, é que as pessoas não gostam
de pensar em estratégia e focam tudo só na execução das coisas. Seguir um plano
estratégico também é ter disciplina, mudança de hábitos, revisão de conceitos –
pessoais e coletivos. É a soma das experiências e a renúncia do messianismo.
Artigo publicado no Jornal de Jundiaí em outubro/2015 http://www.jj.com.br/colunistas-1815-a-arte-da-estrategia
terça-feira, 7 de julho de 2015
A cidade cresce
Em março de 2011, tínhamos 87.760 imóveis residenciais em Jundiaí.
Em março de 2015, chegamos a 109.522 imóveis registrados. Mais de 21 mil novas
casas e apartamentos na cidade em apenas quatro anos. Estes empreendimentos
foram, na sua grande maioria, aprovados nos anos 2010, 2011 e 2012. Como levam
cerca de dois a três anos para ficarem prontos, começam a aparecer agora no cadastro
do IPTU. O reflexo disso pode ser percebido no trânsito, nos hospitais e na
lista de espera das creches do município. À época da liberação dessas
construções, não exigiram dos empreendedores as devidas contrapartidas para a
cidade.
As novas habitações, em sua maioria, são para famílias com renda
superior a três salários mínimos. Se estimarmos que apenas metade foi adquirida
por famílias vindas de outras cidades, isso representa um aumento de 44 mil
novos habitantes. Jundiaí cresceu o equivalente a uma cidade inteira de Itupeva
em apenas quatro anos.
O adensamento populacional ocorre por diversos fatores, mas as
condições e a forma para esse crescimento deveriam ser previstas em regras
municipais mais ousadas, para garantir um crescimento planejado. Quem já reside
em Jundiaí não quer que ela piore. Quem vem de fora pra cá, fez a opção por morar
numa cidade melhor. O crescimento imobiliário não deve ocorrer de forma onde só
os empreendedores ganhem e a cidade perca, arcando com toda estrutura decorrente
do aumento de habitantes.
Jundiaí
já foi pioneira na elaboração de planos diretores que traçaram diretrizes de
crescimento, uso e ocupação do solo. A cidade foi inovadora e garantiu o
planejamento por décadas. A partir dos anos 2000, esse mesmo formato se tornou
insuficiente diante de outras exigências para manter o equilíbrio entre
crescimento ordenado e a demanda por mais habitação, indústrias e serviços.
Por este motivo é que a mais de uma década eu já apontava a
necessidade de regulamentar o artigo 36 da Lei Federal 10.257/2001 (Estatuto
das Cidades), que diz: “Lei
municipal definirá os empreendimentos e atividades privadas ou públicas em área
urbana que dependerão de elaboração de estudo prévio de impacto de vizinhança
(EIV) para obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou
funcionamento a cargo do Poder Público municipal.”
Infelizmente, apenas em 2013 esta regra
começou a ser exercida para todos os empreendimentos imobiliários em Jundiaí.
Agora,
enfrentamos estes desafios, aplicando a lei e refazendo o plano diretor de
forma participativa, para que a cidade continue crescendo de maneira harmoniosa
e mantendo sua qualidade de vida.
Texto original publicado no Jornal de Jundiaí em julho/2015: http://www.jj.com.br/colunistas-1465-a-cidade-cresce
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
População de Jundiaí cresce três vezes mais que a média nacional
Segundo dados do IBGE, Jundiaí chegou em quase 400 mil habitantes até julho deste ano. São 24 mil habitantes á mais em apenas dois anos e meio (o número de habitantes aumentou 6,43% enquanto a média nacional é de 2,83% neste mesmo período).
Este ainda é o reflexo do crescimento desordenado da cidade nos últimos 10 anos. Aprovações de empreendimentos imobiliários, atraindo milhares de pessoas para a cidade e sem que a prefeitura recebesse nada como contrapartida, deu resultados negativos: trânsito mais complicado, muitas crianças nas filas de creches, unidades de saúde sobrecarregadas, etc. Os prefeitos anteriores foram inconsequentes e relapsos.
Em apenas dois anos e meio, aumentamos "uma Jarinu" no número de habitantes. Agora é replanejar a cidade, buscar corrigir essa distorção, e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Muito trabalho pela frente.
Este ainda é o reflexo do crescimento desordenado da cidade nos últimos 10 anos. Aprovações de empreendimentos imobiliários, atraindo milhares de pessoas para a cidade e sem que a prefeitura recebesse nada como contrapartida, deu resultados negativos: trânsito mais complicado, muitas crianças nas filas de creches, unidades de saúde sobrecarregadas, etc. Os prefeitos anteriores foram inconsequentes e relapsos.
Em apenas dois anos e meio, aumentamos "uma Jarinu" no número de habitantes. Agora é replanejar a cidade, buscar corrigir essa distorção, e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Muito trabalho pela frente.
sábado, 10 de novembro de 2012
INFORMAÇÕES SOBRE A TRANSIÇÃO DE GOVERNO
Na quinta-feira, 8 de novembro, ocorreu a primeira reunião da transição de governo na Prefeitura de Jundiaí. Os integrantes, pelo lado do atual prefeito, informaram que já estavam se antecipando e preparando um relatório, para entregar a equipe do prefeito eleito Pedro Bigardi, na terça-feira próxima. Mesmo assim, ficou acertado que a equipe de Bigardi apresentaria o questionário abaixo, como forma de adiantar as informações que desejam. Segue na íntegra:
Jundiaí, 09 de novembro de 2012
Of. Transição nº 001/2012
Excelentíssimo Senhor Prefeito;
Considerando os termos da Lei
Municipal nº 7.869, de 22 de junho de 2012, que regula na administração pública
de Jundiaí a transição governamental;
Considerando os termos do Decreto nº
22.292, de 27 de maio de 2010, que instituiu o Portal da Transparência do Poder
Executivo Municipal, em especial quanto ao caráter meramente informativo do
sítio eletrônico à disposição na Rede Mundial de Computadores – Internet e que
tem por finalidade tão somente a simples divulgação de os dados e informações
detalhados sobre a execução orçamentária e financeira do Município;
Considerando os termos da Lei nº
12.527, de 18 de novembro de 2011, que regula o acesso a informações previsto
no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art.
216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005 e dispositivos da Lei no 8.159, de
8 de janeiro de 1991, em especial no que tange ao seu artigo 11, § 1º;
Considerando a necessidade de o
desenvolvimento de uma transição governamental republicana, especialmente
visando a inocorrência de rupturas e paralizações de políticas públicas em
curso;
É o presente Oficio para formalizar
o requerimento de o fornecimento das seguintes informações para a Comissão de
Transição indicada pelo próximo Prefeito, com a sua disponibilização no menor
prazo possível a contar desta data, e que compreendam relatórios de gestão e
controle contendo descrição detalhada e analítica, inclusive mediante
disponibilização de cópias ou através de acesso direto às informações em
data-room organizado para essa finalidade, conforme a seguir colecionado:
I. Assuntos que demandarão ação ou
decisão da administração já a partir do primeiro dia de mandato até o centésimo
dia do novo governo, inclusive e especialmente acerca das ações imediatas e
emergenciais, que, no entender da atual administração, deverão receber atenção
especial pelo novo prefeito, com todo o detalhamento necessário, de forma
analítica, acerca das medidas a serem tomadas, no melhor interesse público
aplicável.
a. Neste tópico, em especial e sem
excluir qualquer outro, favor informar detalhadamente, inclusive apresentando a
forma de seu custeio, quanto aos Planos Preventivos de Defesa Civil,
especialmente no que tange as Operações Estiagem e Verão.
b. Favor detalhar, ainda, todas as
ações em curso no período compreendido entre 1º de novembro e 31 de dezembro de
2012, que não podem ser paralisadas e/ou adiadas, para janeiro de 2013.
c.
Favor informar,
finalmente, todas as ações em curso com a finalidade de viabilizar a
organização da Festa da Uva e do Carnaval.
II. Programas realizados pela
administração atual e em execução, relativos aos anos de 2011 e 2012, assim
como que tenham dado ensejo à elaboração do orçamento de 2013, com a
disponibilização de informações analíticas e gerenciais que suportem referidos
programas.
a. Neste tópico, em especial e sem
excluir qualquer outro, favor informar detalhadamente, inclusive apresentando a
forma de seu custeio, quanto aos programas de prevenção a saúde, apoio ao
ensino, fornecimento de passes escolares e comuns e de treinamento e
capacitação de funcionários.
III. Projetos em andamento, bem como que
aguardam implementação ou que tenham sido interrompidos, com descrição
detalhada das etapas já implementadas e o que falta ainda a realizar, e com a
fundamentação das razões da não implementação, quando for o caso, com atenção
especial aos projetos previstos como investimento no orçamento de 2013.
a. Neste tópico, em especial e sem
excluir qualquer outro, favor informar detalhadamente, inclusive apresentando a
forma de seu custeio, quanto aos seguintes projetos:
1. transposição da Rodovia Anhanguera,
utilizando a avenida Jundiaí, especialmente quanto aos ensaios relativos a
tuneis, passagens subterrâneas, pontes e viadutos.
2. alça de acesso à Rodovia
Anhanguera, utilizando a avenida 9 de Julho.
3. implantação de corredores de
ônibus, inclusive levando em conta a adoção do sistema BRT.
4. construção de creches, Unidades de
Pronto Atendimento, Hospitais, bem como de reformas e manutenções de prédios
públicos.
5. plano municipal de gestão integrada
de resíduos sólidos.
6. estudo de implantação de uma URE –
Unidade de Recuperação de Energia, usina de incineração, voltada para a redução
dos resíduos e geração de energia.
IV.
Quais as licitações
e concessões em andamento e concluídas, especialmente e sem a exclusão de
qualquer outra, daquelas realizadas de 01/06/2012 até a presente data e qual o
objeto de cada uma delas, seu tempo de contrato e valores.
V. Disponibilização de cópias de todos
os contratos em vigor celebrados entre a Prefeitura, as entidades públicas, autarquias,
fundações e sociedades de economia mista municipais, e a apresentação de
relatórios analíticos com identificação das contrapartes, dos respectivos
objetos, valores, prazos e demais termos e condições relevantes, inclusive e
especialmente de rescisão, com descrição das penalidades pertinentes, se
aplicáveis. Especificar eventuais adiantamentos financeiros realizados.
a. Neste tópico, em especial e sem
excluir qualquer outro, favor informar detalhadamente, inclusive apresentando a
forma de seu custeio, quanto aos seguintes contratos:
1. fornecimento de derivados de
petróleo (combustíveis e lubrificantes automotivos);
2. fornecimento de refeições
destinadas a funcionários em regime de plantão, fins de semana e feriados, bem
como de alimentação escolar;
3. fornecimento de materiais e
serviços para execução de limpeza, asseio e conservação dos bens imóveis
públicos;
4.
locações de bens
móveis, em especial e sem excluir qualquer outro, de veículos leves e pesados,
máquinas, mobiliários em geral e equipamentos de informática;
5. fornecimento de serviços de coleta,
tratamento, reciclagem e disposição final de resíduos sólidos urbanos
(doméstico e hospitalar);
6.
fornecimento de
serviços de limpeza das vias públicas;
7.
fornecimento de
serviços de poda de árvores, jardinagem e limpeza de terrenos;
8. fornecimento de serviços de
processamento de dados, teleprocessamento e tecnologia da informação;
9. fornecimento de serviços de
publicidade legal;
10. fornecimento de equipamentos e
matérias educativos e esportivos;
11. fornecimento de serviços médicos,
hospitalares, odontológicos, laboratoriais e de diagnósticos.
12. fornecimento de serviços de creche.
13.
fornecimento de
equipamentos e serviços de sinalização viária, aérea e de solo, bem como
instalação e operacionalização de estações de monitoramento de tráfego,
compostas por equipamentos de fiscalização de avanços de semáforos vermelhos e
fiscalização de parada sobre faixa de pedestres e fiscalização de conversões
proibidas e controle de excesso de velocidade e monitoramento de veículos em
situação irregular través da leitura de placas, processamento das imagens e
outros equipamentos e serviços afins e correlatos.
14. fornecimento de equipamentos e
serviços para implantação e operacionalização de sistema de segurança do
município de Jundiaí.
VI. Organograma detalhado da
administração pública municipal, com apontamento das entidades e secretarias
aplicáveis, autarquias, fundações e sociedades de economia mista, com a
indicação específica dos secretários, presidentes e diretores responsáveis e,
onde houver conselhos e/ou comitês, descrição dos integrantes destes órgãos, e
disponibilização dos respectivos currículos de todos esses profissionais, e
ainda, no caso das sociedades de economia mistas, descrição e qualificação dos
sócios aplicáveis.
VII. Listagem dos cargos e funcionários
lotados ou não na administração pública municipal, inclusive na Prefeitura, nas
entidades públicas, nas autarquias, fundações e sociedades de economia mista
municipais, com diferenciação entre funcionários concursados (celetistas e
estatutários) e de cargo de confiança, assim como terceirizados (pessoas
físicas e jurídicas) e consultores contratados, com descrição detalhada das
respectivas atribuições e responsabilidades;
a. Favor indicar os funcionários em
função gratificada, bem como aqueles cedidos e/ou emprestados para outros
órgãos públicos
VIII. Identificação de eventual estrutura
informal referente à prestação de serviços à administração pública municipal, à
Prefeitura, às entidades públicas, autarquias, fundações e sociedades de
economia mista municipais, inclusive que possuam lotação em determinado setor e
prestação de serviços efetiva em outro.
IX. Apresentação dos últimos relatórios
gerenciais, de forma analítica, da administração pública municipal, preparados
no âmbito de todas as secretarias da Prefeitura do Município de Jundiaí, de
todas as diretorias das entidades públicas, autarquias, fundações e sociedades
de economia mista municipais aplicáveis, assim como eventuais controles
referentes aos exercícios vindouros, que suportem os contratos celebrados pelo
respectivo ente da administração pública municipal.
X.
Descrição do status
das finanças da administração pública municipal, inclusive e notadamente referentes
ao seu endividamento, com informações acerca da natureza do endividamento, dos
respectivos credores, sejam públicos e/ou privados, nacionais e/ou
estrangeiros, com o recebimento de relatórios analíticos internos e/ou
gerenciais que tenham suportado as respectivas contratações, referentes aos
anos de 2011 e 2012, e eventual programação para orçamento de 2013, com
descrição detalhada do saldo negativo a pagar, quando for o caso, especificando
inclusive sua adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal;
XI.
Descrição dos
valores médios mensais recebidos pela administração pública municipal
referentes aos anos de 2011 e 2012, a título de transferências constitucionais
e das transferências fundo a fundo (FNS - fundo nacional de saúde, FNAS – fundo
nacional de assistência social etc).
XII. Descrição detalhada de todos os
valores oriundos de os convênios e emendas parlamentares, nas esferas federal e
estadual, em especial relativamente ao período compreendido entre 1º de
novembro e 31 de dezembro de 2012.
XIII. Descrição detalhada e analítica das
receitas tributárias e financeiras da Prefeitura e das entidades públicas, autarquias,
fundações e sociedades de economia mista municipais, referentes aos anos de
2011 e 2012, e programação orçamentária dessas receitas para 2013.
XIV. Cópias de pareceres, recomendações
e eventuais ressalvas ou manifestações desfavoráveis do Tribunal de Contas do
Estado de São Paulo acerca das finanças públicas do Município de Jundiaí, e das
entidades da administração pública, autarquias, fundações e sociedades de
economia mista, notadamente com relação aos contratos em vigor da administração
pública municipal, inclusive, sem limitação, com relação a assuntos envolvendo
renúncias de receitas, royalties de contratos, desapropriações, fracionamentos
de despesas em contratações que demandariam licitações, incursão de despesas
sobre o regime de adiantamentos, ausências de orçamentos prévios em processos
de licitação, aditamentos de valor contratual sem justificativa aceitável, cláusulas
restritivas em editais de licitação, dispensas e/ou inexigibilidades em
processos de licitação, aquisição de medicamentos por meio de inexigibilidade
de licitação, admissão de servidores para cargos em comissão, cujas funções não
se revestem das características de direção, de chefia ou de assessoramento,
eventuais desatendimentos com relação à prestação de contas, etc.
a. Informar todos os Termos de Ajuste
de Conduta firmados pela atual administração, vigentes ou não, bem como aqueles
em fase de negociações e assinaturas.
XV. Relatório de gestão do patrimônio
público municipal – no âmbito da Prefeitura, das entidades públicas, autarquias,
fundações e sociedades de economia mistas -, contendo descrição detalhada dos
bens públicos e sua gestão.
a. Neste tópico, em especial e sem
excluir qualquer outro, favor informar detalhadamente, quais os imóveis e sua
localização, que integram o patrimônio público municipal (direta, indireta,
fundacional e DAE S/A), destacando aqueles que possuem acima de 1.000 m2 de
área total, bem como quais possuem
edificações concluídas e em andamento.
b. Favor informar as desapropriações e
permutas realizadas pela atual administração, bem como aquelas que se encontram
em curso e/ou em estudo, informando, ainda, suas motivações, finalidades e
custos.
XVI. Listagem de todas as ações
judiciais, assim como procedimentos administrativos relevantes, em montante
individual superior a R$50.000,00 (cinquenta mil reais), em que a administração
pública municipal – compreendendo entidades públicas, autarquias, fundações e
sociedades de economia mista, - seja parte, no polo ativo ou no polo passivo,
inclusive com a apresentação de relatórios e/ou manifestações internas dos
procuradores envolvidos e/ou prestadores de serviços contratados, com resumo
analítico do procedimento aplicável, montantes envolvidos, prognósticos de
perda ou sucesso – avaliados em provável, possível ou remotos.
XVII. Quais os concursos públicos que
foram realizados e estão na validade dos dois primeiros anos posteriores e
quais os concursos públicos cujos processos estão em andamento? (em todos os
órgãos da administração pública - direta e indireta - fundacional e DAE S/A).
Finalmente, cumpre destacar que as
informações acima solicitadas são preliminares e não exaustivas, podendo haver
requerimentos de novas informações, assim como solicitações de complementação
em decorrência das informações recebidas.
Aproveitamos a oportunidade para
colocar a Comissão de Transição Governamental, infra-assinada, à disposição
desta municipalidade, bem como para renovar nossos votos de respeito e
consideração.
______________________________
Durval Lopes Orlato
Coordenador da Equipe de Transição
Ao Excelentíssimo
Senhor Miguel Moubadda Haddad
DD. Prefeito do Município de Jundiaí.
Av. Liberdade, s/n, Jd. Botânico,
Jundiaí/SP.
CEP nº 13.214-900
sexta-feira, 20 de abril de 2012
De novo Miguel? Saúde é coisa séria!
Nas
eleições de 2008, o atual prefeito havia prometido, como
prioridade, o Hospital Regional. Quase 4 anos depois e não fez nada!
Agora inaugurou o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), mas
apenas cinco das 22 Unidades Básicas de Saúde de Jundiaí (UBS),
fazem a marcação das consultas. Só tem 20% de médicos
especialistas. Já imaginaram se a moda pega? Você compra um
apartamento e, na data combinada da entrega, só recebe metade
pronto.
Acabou
de ser inaugurado e o local está às moscas. Ontem, a reportagem do
JJ
Regional esteve
lá e constatou que logo após as 9 da manhã a sala de espera estava
vazia, os funcionários estavam ociosos e já não havia mais
atendimentos a serem realizados”. (http://migre.me/8KWlP)
Isso que o prefeito fez é enganação, uma inauguração eleitoreira, pois ficaria feio pra ele dizer que o AME, que era prioridade, só iria funcionar no ano que vem... aí já teria passado as eleições!
A
maioria das UBSs de Jundiaí nem foram informadas de como proceder.
As cidades vizinhas ainda não têm essa informação (lembrando que
o AME, ao contrário do que o prefeito Miguel Haddad pregava na
campanha, não é só para cidade, mas para nove municípios da
região).
A
cidade que amamos merece maior atenção e os cidadãos não podem
mais ser enganados. Se fosse realmente prioridade para o prefeito,
tanto o hospital regional quanto o AME, estariam a pleno
funcionamento desde o ano passado. Agora, os empreendimentos
imobiliários... esses recebem todo apoio da prefeitura.
domingo, 25 de setembro de 2011
Nosso trânsito está ruim. Querem culpar o Lula?

O prefeito Miguel Haddad cada vez mais demonstra o desgaste em sua gestão. Um dos mais perceptíveis erros neste momento é o “crescimento desordenado” da cidade nos últimos 10 anos, ou melhor, o “ordenamento condicional” a que somos impostos. Acontece sempre do jeito que eles querem no Plano Diretor: uma dose de justificativas técnicas misturada a interesses imobiliários travestidos e camuflados, para não causar percepção e revolta social. Só que, agora, boa parte desta “estratégia” está sendo revelada, no transporte e no trânsito ruim, em proporções que a classe média começou a notar... e a se incomodar muito!
Percebendo que a sociedade tende a não apoiar mais esse tipo de administração, o prefeito Miguel Haddad quer parecer democrático e bonzinho: começou a mostrar as mudanças do novo Plano Diretor fazendo reuniões nos bairros. Quer tentar reverter os problemas causados na cidade pelos planos imobiliários no seu governo! O desgaste do prefeito é grande.
O que eles (turma do Miguel) têm dito nas reuniões por aí:
1- A culpa é do governo federal, que facilitou a compra de carros, mas não investiu no município para ajudar no trânsito;
2- Em Jundiaí, a cada criança que nasce são emplacados dez carros novos. Como vamos planejar a cidade desse jeito?;
3- Os condomínios próximos a mananciais e prédios no centro da cidade são porque o “regramento” das leis nos anos anteriores permitiam essas obras;
4- Nosso transporte coletivo tem GPS e são atendidos todos os bairros da cidade, os ônibus são novos, blá-blá-blá...
O que é fato e foi revelado nestes anos:
1- O governo federal criou condições para que os brasileiros de classe média em geral pudessem comprar o sonhado carro zero. Todos são favorecidos pelo crescimento e oportunidades: o país, o estado e o município. O governo federal liberou para Jundiaí: R$ 70 milhões para o SITU, R$ 72 milhões do PAC, R$ 16 milhões para o São Camilo e, todos os anos, mais de R$ 100 milhões para a Saúde. É só querer planejar a cidade para todos e não para alguns;
2- Em Jundiaí foram aprovados, nos últimos cinco anos, quase 20 mil novas unidades habitacionais (temos na cidade 132 mil domicílios, portanto, só em habitações, aumentou 15%). A população da cidade cresceu nestes últimos cinco anos 6,5% (já somados o número de crianças que nascem mais as famílias que vieram morar aqui). É só fazer as contas e parar de por a culpa só nos carros;
3- Quem é o autor das regras do Plano Diretor é o prefeito Miguel Haddad que neste governo, e nos anteriores, permitiu construções sem contrapartidas e em locais que complicaram nossa qualidade de vida. Portanto é dele a responsabilidade pela falta de planejamento adequado que privilegiou o setor imobiliário;
4- O transporte coletivo é revelador da ineficiência e do uso inadequado do dinheiro público. Os terminais urbanos consumiram R$ 70 milhões e em poucos anos já estavam defasados. Para percorrer os 9 quilômetros do bairro Santa Gertrudes até o centro da cidade, gasta-se de carro R$ 2,65 por um litro de gasolina e R$ 2,90 se optar pelo ônibus. O carro chega a ser três vezes mais rápido. Não fizeram viadutos nem túneis (só promessas).
Eu amo Jundiaí, por isso quero que ela cresça e se desenvolva mantendo a qualidade de vida para todos e não para alguns poucos grupos privilegiados! Vou continuar propondo e cobrando ações justas em nossa cidade.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Vamos construir juntos o futuro da cidade?
Serão realizadas audiências públicas para debater o Plano Diretor a partir do dia 08/SET (ver tabela abaixo). Considero isso uma vitória pontual, uma conquista da insistência de muitos que cobram maior transparência e participação popular, pois, espontaneamente, o prefeito não tomaria essa atitude. O planejamento desordenado dos últimos anos, ocasionando altas ocupações de espaços urbanos centrais, trânsito ruim e transporte ineficiente, faz com que o prefeito Miguel Haddad tente reverter a imagem do administrador relapso e autoritário.Que não seja apenas um “faz de conta” para dizer que está ouvindo o povo. É preciso ampla divulgação, apresentação popular do que é o Plano Diretor e método claro de como será a coleta das sugestões! Farei minha parte na divulgação e no incentivo à participação, porque é bom para a cidade!
Mas ainda falta implantar o Orçamento Participativo, para debater e deliberar junto com a população como gastar parcela do dinheiro público, em cada região da cidade. Vamos continuar propondo, fiscalizando e cobrando tudo isso.
As audiências públicas sobre o Plano Diretor (setembro).
Aberto à população:
As audiências públicas sobre o Plano Diretor (setembro).
Aberto à população:
Dia | Horário | Local |
08 | 10:00 | Espaço dos Conselhos. Junto com o Conselho Municipal de Turismo. Rua São Jorge, 28 1º andar Centro |
10 | 15:00 | Espaço Japi para pequenos - Sta Clara: Av. Atílio Gobbo, 4600 envolvendo Associação Amigos do Bairro Santa Clara |
12 | 19:00 | Região Sul- Emeb Profª Celsina Barbosa Pazinatto: R. Ibiporã, 495 - Vl. Josefina |
13 | 19:00 | Região Leste- Emeb Profª Judity Almeida Curado Arruda: Rua Jose S. Machado, 500 - Cidade Nova I |
14 | 15:00 | Envolvendo o Conselho Municipal do Desenvolvimento Rural 8ª andar - Paço Municipal |
15 | 19:00 | Região do Aeroporto: Na associação de Moradores do Eloy Chaves, Jd. Tanus, Jd. Ermida I e II |
19 | 19:00 | Vetor Oeste - Emeb Ivo de Bona: Rua Francisco Roveri, 505 Residencial Almerinda Chaves |
21 | 19:00 | Região Central - Câmara Municipal de Jundiaí Rua Barão de Jundiaí, 128 |
22 | 19:00 | Salão Comunitário da Toca durante o Fórum Permanente do Caxambu: Av. Maria Negrini, 3431 - Bairro da Toca |
26 | 19:00 | Região Oeste - Emeb Anna Rita Alves Kudke: Alameda das Sibipirunas, 120 - Vila Alvorada |
28 | 19:00 | Região Noroeste - Emeb Antonio Adelino Marques da Silva Brandão: Rua Uva Isabel - Morada das Vinhas |
29 | 19:00 | Região do Caxambu - no Fórum Permanente Caxambu no Clube Caxambu: Av. Antonio Comendador Antonio Borin, 6804 |
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Região da antiga Duratex pode virar indústria ou condomínio
Em junho de 2010 foi aprovada a revisão geral no Plano Diretor de Jundiaí, onde a área situada entre a antiga Duratex, seguindo pela Av. Antônio Frederico Ozanan, até a divisa com Várzea Paulista, foi classificada como ZS-2 (uso institucional). Era uma forma de garantir que tanto indústrias como condomínios de prédios não fossem instalados num local onde o trânsito já é muito complicado. Também tem a finalidade de garantir nessa área a construção de hospital, universidade ou a instalação de algum órgão público.Agora, o prefeito Miguel Haddad enviou o projeto de lei nº 10.840 para a Câmara Municipal, voltando a área da antiga indústria Duratex como ZI (Zona Industrial). O prefeito, sem muitas explicações, diz no projeto que precisa fazer essas revisões, pois “padecem de equívocos técnicos”. Ocorre que a antiga Duratex, desativada há anos, foi instalada neste local quando a cidade ainda não tinha o tamanho e os problemas viários que hoje apresenta. Ela tinha esse direito. Na medida em que deixou de atuar no seu segmento, é justo e natural o retorno da área para outras finalidades de benefício para toda a população, sem impactar ainda mais o trânsito.
Isto porque está exatamente no meio de cruzamentos viários que não comportariam grandes atividades industriais ou imobiliárias, pois, pode piorar a qualidade de vida na região. Indústrias e grandes prédios de apartamentos já têm locais mais apropriados na cidade para serem construídos. Por este motivo queremos manter a descrição da área como zona institucional e sem outros descritivos técnicos que permitam a instalação de outras atividades.
AUDIÊNCIA PÚBLICA:
Dia 08 de julho, às 19:00 horas, na Câmara Municipal. Venha expor sua opinião!
terça-feira, 19 de abril de 2011
No Limite: Dia Nove, queremos a Nove...

Depois de mais de 30 meses e quase R$ 40 milhões gastos, eis que ainda não temos a nossa Av. 9 de julho de volta. Grande parte dos recursos veio do PAC do governo Lula. Desde 2008 é um vaivém de buracos abertos e fechados. Esquinas mais pra lá, depois pra cá, atrasos absurdos e horas extras em demasia... e nada da avenida pronta. Vai ficar bonita, mas será funcional? Já dá essa sensação de ineficácia.
Por este, além de outros motivos, é que fazemos a campanha: Prefeito Miguel, no dia 9 de julho entregue a Av. 9 de Julho. É o mínimo que esperamos depois de tanto atraso e falta de planejamento. E, se possível, com dispositivos de segurança às margens do córrego como proteção viária.
domingo, 27 de março de 2011
Miguel Haddad prometeu aumentar o número de guardas municipais e não cumpriu

Em 2009 e 2010, o saldo entre novos Guardas Municipais e os que se aposentaram foi de apenas quatro em dois anos. O prefeito Miguel Haddad havia prometido contratar 40 guardas municipais por ano. Contratou apenas quatro em dois anos! Um verdadeiro descaso com a segurança publica municipal. Hoje, deveríamos ter 80 novos GMs se a promessa fosse cumprida.
Alguns defensores incondicionais do atual prefeito, dizem que segurança pública é dever do Governo Estadual (polícias civil e militar). O governador Alckmin, também do mesmo partido do prefeito de Jundiaí, não aumenta o efetivo aqui na nossa região, paga mal os policiais e dele não podemos esperar muita coisa em segurança pública, nem em se tratando de hospital regional.
Mas, é dever complementar das guardas municipais a segurança de nossas vias públicas e seus cidadãos. Afinal, foi Miguel Haddad quem prometeu e não cumpriu! O que melhorou, depois de muitos anos, foram os equipamentos novos adquiridos com recursos do Governo Federal. Resumo: guardas bem equipados, mas em número insuficientes se comparado ao tamanho e crescimento da população na cidade.
Segundo o IBGE, Jundiaí tinha 350 mil habitantes em 2009 e, em 2010, passou para 370 mil habitantes. Um crescimento de 6% em apenas um ano, o que representa um aumento de 20 mil habitantes. Do ano 2000 a 2007, o gráfico do IBGE aponta que Jundiaí teve um crescimento populacional de 20 mil habitantes, ou seja, 6,2% em sete anos. Opa! Crescemos no último ano o que antes demorava sete anos? Isso mesmo, em apenas um ano crescemos mais de 20 mil habitantes e o prefeito Miguel Haddad aumenta só quatro guardas na cidade.
O número atual de guardas está em torno de 270. Em 2009, fiz a PROPOSTA para que este número dobrasse o mais rápido possível (o protocolo que fiz na Prefeitura tem o n° 21.570-6/2009 com abaixo-assinado de 2 mil pessoas). Outras ações ajudam, mas nosso problema é, sobretudo, numérico: falta gente para tanta demanda por segurança pública.
terça-feira, 22 de março de 2011
Prefeito Miguel Haddad diz não! E crescimento desordenado continua em Jundiaí
Não dá para negar: com tantos condomínios, trânsito cada vez pior e transporte coletivo ineficiente, dentre outros problemas urbanos, a nossa qualidade de vida vai piorar. Quando não se tem planejamento e responsabilidade, a cidade cresce de acordo com os interesses dos poderosos e quem sofre é a população! Até quando verão tudo isso em silêncio?
SEM EXPLICAÇÃO: O prefeito Miguel Haddad vetou o projeto em apenas três dias, enviou para a Câmara Municipal que, em 24 horas, numa votação de urgência, os vereadores da base de apoio do prefeito mantiveram o veto. Fim da proposta para repensar, sem a pressão imobiliária, o crescimento e qualidade de vida em nossa Jundiaí. Informações por parte do prefeito, de conteúdo técnico, não existem.
Qual a justificativa urbanística que o prefeito alegou para vetar o projeto? Nenhuma. Qual o posicionamento público para esclarecer a sociedade como anda o crescimento desordenado da cidade, quantos imóveis tem aprovados? E o transporte público, a saúde, o trânsito para suportar todo esse crescimento? Nenhum esclarecimento.
O QUE DIZ A PROPOSTA: O projeto de lei 10.839 do vereador Durval Orlato (PT), pretendia suspender por 180 dias a tramitação de novos empreendimentos de grande porte em Jundiaí. Entidades como a OAB, a ONG Voto Consciente, o presidente da Comissão do Plano Diretor, Araken Martinho, e diversos moradores manifestaram-se favoráveis à proposta. Os vereadores aprovaram o projeto por unanimidade no dia 15 deste mês. Seria bom para garantirmos o futuro da cidade, bem equilibrado e com qualidade de vida.
Continuariam com o processo normal, sem suspensão: todas as obras públicas, empreendimentos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida consolidados, os projetos de casas e apartamentos aprovados e em construção e todos os pequenos e médios empreendimentos.
O vereador Durval Orlato argumenta a importância da suspensão por 180 dias: “Outro projeto que prevê o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), para os grandes empreendimentos, está em análise na Câmara de Jundiaí, por isso é prudente que se suspenda neste período somente as grandes e novas obras, para que possamos estudar e votar leis que evitem a perda da nossa qualidade de vida, do trânsito, do crescimento sem infraestrutura adequada. Os empreendedores não vão ficar mais pobres por conta desta pausa de apenas seis meses, mas os jundiaienses podem ganhar uma lei mais adequada para o crescimento de nossa cidade”.
Hoje na cidade há mais de 15 mil novas unidades habitacionais já aprovadas, o que garante diversas obras e muitos empregos. Não somos contra o crescimento da cidade, mas tem de ser de forma que todos sejam beneficiados.
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