segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Picles caseiro, um petisco ótimo!

Esse picles eu fiz... 
E já comi um bocadinho!
Eu gosto de picles, mas os que eu acho por aí não são tão saborosos ou crocantes. Por isso eu prefiro fazer. Deixo aqui para vocês uma receita muito simples e saborosa. Reparem que as dicas do modo de preparo são o diferencial.

INGREDIENTES:

3 cenouras médias

3 pepinos japonês pequenos

[se você quiser substituir por outros legumes, tipo nabo ou couve flor, diminua proporcionalmente a quantidade de cenouras ou pepinos acima]

6 folhas de louro frescas

2 ramos de alecrim frescos (pedaços com 10cm cada um, mais ou menos)

6 dentes de alho frescos

2 pimentas dedo de moça frescas

500 ml de vinagre de vinho branco

2 colheres de sopa de vinagre balsâmico tinto

500 ml de água

1 colher de sopa (cheia) de sal

2 colheres de sopa (cheias) de açúcar mascavo ou demerara

2 vidros com 1 litro cada (com boca larga)

MODO DE PREPARO:

Lavar bem todos os ingredientes, inclusive as pimentas, o alecrim, dentes de alho e folhas de louro. Lavar bem os vidros e tampas e na sequencia esterilizar com agua fervendo. Reservar.

Cortar os legumes em pequenos cubos (tem gente que prefere em formato palito). Preparar uma panela com agua (cerca de 3 litros) e quando começar a ferver, colocar os legumes na seguinte ordem: cenoura e deixar ferver por 2 min, depois o pepino e deixar 30 segundos. Desligar o fogo e já colocar no escorredor. Reservar.

Agora em outra panela, colocar vinagre de vinho branco, água, vinagre balsâmico, açúcar mascavo, sal e alho. Enquanto começa a aquecer (e quando começar a ferver, deixar por 2 min) preparar nos vidros, separando metade dos ingredientes em cada um, e na seguinte ordem: no fundo, colocar o alecrim, as folhas de louro e as pimentas. Depois colocar os legumes. Quando estiver tudo nos vidros, colocar o caldo quente por cima dos legumes enchendo os vidros até a boca. Cubra com um papel toalha até esfriar um pouco. Fechar os vidros e levar a geladeira. Ficará pronto para consumo após 5 dias pelo menos. Dura uns 3 a 4 meses na geladeira.

Quando fizerem, me contem como ficou!


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Por que adiar a volta às aulas?

Em março de 2020 muitos imaginavam que essa pandemia por Covid-19 faria a suspensão das aulas acontecerem por 3 ou 4 meses apenas. No mundo todo ainda não se tinha a dimensão do impacto do vírus, do comportamento social e da falta de postura assertiva de alguns governos. Completamos o ano com as escolas sem alunos e iniciamos 2021 em meio a um bom debate e sobre retornar ou não as aulas presenciais, mesmo que de forma híbrida, ou seja, um meio a meio, não exatamente nas mesmas proporções. Os olhares de quem defende, ou é contra, vão do psicológico ao social, do pedagógico à saúde pública. Mas cada coisa tem seu peso nessa decisão!

CONSTATAÇÕES:

Essa parada repentina acabou revelando ainda mais a deficiência, ou inexistência, de um modelo suplementar de aulas e interação por plataformas digitais educacionais. Assim como a surpresa para maioria dos educadores no uso destas tecnologias, até porque não era necessário, quer seja pelo aspecto técnico, de desenvoltura de cada um diante da “telinha” do computador ou até mesmo pela ausência de equipamentos de informática e conteúdos próprios. Muitos "seguraram a onda" até que bem.

No final do ano passado, quando os governos discutiam o retorno às aulas em 2021 e em quais formatos, o cenário da pandemia no Brasil ainda não se mostrava tão galopante e assustador como agora. Em novembro de 2020 a média de óbitos por corona vírus estava em torno de 400 pessoas por dia (que já não era pouco). Do dia 10 de janeiro até hoje, á média é mais de 1.000 pessoas por dia. Especialistas apontam que se não houver forte distanciamento social e barreiras que impeçam aglomerações, até que a maioria da população seja vacinada - o que, pelo andar das coisas, não atingirá esse nível no primeiro semestre - ainda teremos um cenário alto de óbitos e pessoas sendo contaminadas.

A VOLTA ÀS AULAS:

Alguns argumentos favoráveis para volta às aulas (presencial total ou parcial): a) nas famílias os adultos trabalham e contam com os períodos escolares para que possam "ficar com os filhos". Quando se trata de escola em período integral, ainda é uma justificativa plausível. Mas a maioria dos alunos estudam meio período. São avós, irmãos mais velhos ou "alguém" da família que fazem as vezes de babá e resolvem a questão; b) prejuízo da falta de convivência dos alunos pela quebra repentina da rotina e da socialização. É um apontamento correto e válido, mas não pode ser tratado isoladamente; c) perda pedagógica de conteúdos, e mais ainda quando comparada às boas escolas particulares, o que também tem fundamento. Todos perdemos, nas escolas públicas, mais. Mas por acaso vamos conseguir reparar este desnível ou deficiência bem agora?

Os argumentos contrários a volta às aulas: a) a segunda onda voltou forte e não teremos vacina suficiente para boa parte da população brasileira até metade deste ano; b) crianças e adolescentes também "levam e trazem" o vírus Covid-19 (aquela idéia de que esse índice é muito baixo, vem caindo a cada semana). Portugal decidiu suspender as aulas por 15 dias semana passada - não fazê-las remotas - seria como férias extras, por conta da forte onda de contaminação que voltou ao país; c) novas cepas do corona vírus tem sido detectadas. Até agora não é nenhuma "formação de novo vírus" mas já se diagnosticou que é mais contagioso do que há seis meses, por exemplo.

Por tudo isso defendo que as aulas das escolas públicas, e particulares também (afinal, distanciamento e precaução são para todos), adiem o retorno presencial parcial para março ou quando houver maior estabilidade. Até lá, que se inicie como no ano passado e que se aprimorem nas escolas públicas as plataformas digitais e de conteúdos. O modelo híbrido veio pra ficar - já era pensado bem timidamente, e agora entrou na pressão, o que não significa que será metade do tempo presencial e a outra metade, remota - mas que seja introduzido, devidamente dosado, bem utilizado e visto como ferramenta complementar. Afinal, o processo de educação deve também ter a dimensão de preparar os cidadãos para os desafios da sociedade contemporânea, inclusive no mundo digital. Portanto, sem relutância, devemos investir e nos capacitar para tal realidade, sem expor as crianças, as famílias e a sociedade neste momento! Por tudo que passamos, e estamos vivenciando hoje, manter por 30 dias as aulas exclusivamente remotas, para uma melhor e coerente análise da pandemia, é urgente! Todo mundo pedindo para não aglomerar e nós vamos iniciar as aulas semipresenciais justo agora nesse cenário? A saúde e a vida vem como prioridade!

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Meus 25 anos de vida pública: desafios e superações

O ex-secretário de Educação e vice-prefeito de Jundiaí, Durval Orlato, completa  25 anos de vida pública e, como ele costuma enfatizar, com uma “trajetória ficha limpa”. 

Reproduzo aqui, na íntegra, minha entrevista para o Tribuna de Jundiaí (https://bit.ly/2LLm0wV)

Casado com Maria Eugênia há quase 38 anos, ele tem 3 filhos, 2 noras, 3 netos.
Durval é formado e pós-graduado em administração, foi ferramenteiro e coordenador de projetos em empresa multinacional instalada na cidade.
Também ex-vereador e deputado federal, ele ocupa hoje o cargo de secretário de governo e gestão em Campo Limpo Paulista.

Durval Orlato continua ativo na política regional, pois é tido como um articulador pragmático e estrategista. Atualmente, não está filiado a nenhum partido, mas a experiência adquirida ao longo do tempo está sendo muito requisitada , segundo ele.Assim, ele deve oferecer ajuda a alguns candidatos amigos das cidades da região, com destaque para Campo Limpo Paulista.

Confira entrevista:

Tribuna de Jundiaí: Neste mês você completou 56 anos de idade e 25 anos na atividade política. Por qual motivo preferiu largar a carreira dentro de uma empresa multinacional para ingressar na área política?
Durval Orlato: Estava há 18 anos na empresa Takata-Petri em Jundiaí, nos setores de Ferramentaria e Engenharia. Em 1995, recebi o convite para ser candidato a vereador, momento em que também participava ativamente das pastorais da Igreja Católica, além de ser o presidente da Cooperativa dos Funcionários desta empresa. Conversei com minha esposa, minha família e comecei a fazer contatos. Topei para fazer uma experiência, e o que era um teste, virou realidade. Fui eleito vereador no ano seguinte.

Tribuna: Nestes 25 anos, destaque os melhores momentos e que mais te marcaram na vida pública.
Durval: Sair do meio da fábrica, da rotina técnica e profissional, para fazer reuniões nos bairros (no início muito pouco de internet, nada de celular e whatsapp não existia) foi uma experiência ímpar, um novo olhar para a cidade. Depois quando fui deputado federal, entender Brasília e como funcionava (ou não) de perto as coisas, ajudando as cidades, foi marcante. E como secretário de Educação de Jundiaí, poder contribuir com as crianças e conhecer tanta gente boa na rede pública, foi emocionante. Além de muitos outros momentos, claro.

Tribuna: Neste período você viu a transformação do jeito de se comunicar com o eleitor. As cartas perderam espaço para o Facebook e o olho no olho para o whatsapp. Na sua opinião, qual a melhor forma de convencer o eleitor a votar em um candidato hoje?
Durval: Nada substitui a eficácia de uma boa conversa, olho no olho. Mas em cidades grandes, com a vida agitada de todo mundo e a falta de tempo que se tem, as redes sociais, quando bem utilizadas, são um instrumento de comunicação muito bom. Mas precisa saber usar, tanto whatsapp como facebook, senão fica maçante e até os amigos mais próximos tendem a não dialogar mais, só ficam fazendo conversas pelas redes sociais e pouco convivem.

Tribuna: Nestes 25 anos de vida pública, quantas eleições você disputou? E quais cargos públicos ocupou? Qual sua formação profissional?
Durval: Disputei sete eleições. Ganhei cinco e perdi duas. Fui vereador três vezes (em épocas diferentes), deputado federal e vice-prefeito de Jundiaí. Fui engraxate (acho que nem existe mais), ferramenteiro, desenhista, coordenador de projetos, consultor, professor universitário. Sou formado e pós-graduado em administração.

Tribuna: Por ser muito pragmático e objetivo em suas posições também, você já foi muito perseguido por fake news. Você já enfrentou processos judiciais? 
Durval: As mentiras estão cada vez mais crescentes, ainda mais pelo mau uso das redes sociais e pelo alcance da tecnologia. A transparência, por sua vez, também melhorou muito, felizmente, para que todos possam ter acesso aos dados de quem ocupa cargos públicos. Não tenho nenhum processo correndo na Justiça e nunca fui condenado em nenhuma instancia do judiciário. Ficha limpa a vida toda, um zelo com meu nome e de minha família. Já tentaram manchar minha imagem com algumas poucas “denúncias vazias” e que sequer iam adiante, mas a verdade prevaleceu.

Tribuna: O que podemos esperar de Durval Orlato nas eleições de 2020 e para o futuro político? Qual o seu grande sonho?
Durval: Este ano quero ajudar os amigos que são pré-candidatos. Em Jundiaí, Campo Limpo e outras cidades da região. Creio que minha experiência e formação em administração e planejamento estratégico, podem ajudá-los. Espero continuar atuando por mais alguns anos no Poder Executivo. Meu sonho, bom, não era o que diria se me entrevistassem há 3 anos, mas hoje é ver as relações sociais se harmonizarem de novo, entre amigos, na família, na sociedade. Tanto estresse, tensões políticas, clima de disputa, desentendimentos. Penso que é uma fase, um ciclo, mas meus netos – eu tenho três – merecem ter uma situação melhor.

Tribuna: Você está filiado a algum partido político?
Durval: Sem partido há 5 anos. Cultivei boas amizades em vários grupos políticos, se tive momentos de inimizades, já esqueci, pois faço o exercício constante de lembrar dos bons momentos da vida. Gosto de política, da boa relação e construções sociais, pois ainda acredito ser o melhor caminho democrático.

Tribuna: Eleições com coronavírus. Você acha que muita coisa muda politicamente nos cenários das cidades?
Durval: Situação de dupla dificuldade, pois boa parte das cidades estava se recuperando, até que bem, dos últimos 5 anos de crise econômica e aí aparece o coronavírus. A forma de se relacionar com os cidadãos ficou mais sensível. É um momento de medo, incertezas e fé redobrada. Quem está ocupando mandato de prefeito atualmente tem a oportunidade de se solidarizar mais e ajudar no acolhimento das pessoas. Quem pretende ser candidato a este cargo, precisa se reinventar como oposição em suas cidades. E, ainda, ao modo brasileiro de ser, infelizmente, não há unidade de estratégia entre governos federal e estadual, o que pode complicar mais a saúde pública e o momento eleitoral.

domingo, 22 de dezembro de 2019

O melhor hamburguer caseiro

Hamburguer ao ponto, crocante
por fora, rosado por dentro!
Na internet existem dezenas de dicas sobre como produzir e preparar hamburguer caseiro. O que pretendo aqui é selecionar, dentre minhas diferentes experiências na fabricação destas receitas, e mostrar duas variações que deram muito certo. Pra mim, as melhores.
Vou classificar assim: Hamburguer Gourmet (que valoriza temperos, blends de carnes, especiarias na composição e ficam suculentos após preparo) e o Hamburguer Raiz (que valoriza prioritariamente o paladar das carnes usadas no preparo e que também ficam suculentos após preparo). Fiz de vários tipos, com vários blends de carne, com mais ou menos especiarias, etc. Abaixo, as duas receitas que mais gostei:

HAMBURGER GOURMET
450 g de fraldinha (pode ser contra-filé também), deixando um pouco da capa de gordura (não sebo)
450 g de coxão-duro (pode ser patinho também), tirando toda gordura.
100 g de panceta de porco (sem a pele).
4 dentes de alho (ou o equivalente de pasta de alho puro)
1/2 cebola grande
1 ovo (só a clara)
2 colheres de sopa de azeite
Pimenta do reito a gosto (moido na hora de fazer)
1 colher de sobremesa de orégano
2 colheres de sopa de salsinha bem picada
NÃO colocar sal no preparo (o sal retira a umidade e maciez da carne). Você pode adicionar o sal no preparo se tiver certeza que vai preparar e servir imediatamente. Se for congelar, ou achar que "vai sobrar", não acicione sal.

MODO DE PREPARO: Peça no açougue para pesar em separado as quantidades de carne (fraldinha, coxão-duro e panceta sem pele) e depois moer juntas (passar duas vezes), ou se tiver processador em casa, também fica bom. No liquidificador ou mixer, junte os dentes de alho, o ovo (com clara e gema), o azeite, a pimenta, o orégano e a cebola em pedaços. Bater tudo. Não colocar sal. Junte esta pasta de temperos à carne moida e mexa bem até ficar bem misturado. Levar à geladeira e deixar de 20 a 30 min. Depois, faça bolotas de carne, com mais ou menos 170 a 200 gramas, e amasse com as mãos (o ideal é ter aquelas formas próprias para moldar hamburguer). Pronto, pode colocar em saquinhos próprios para congelar (separando um hamburguer do outro) ou ir direto para o preparo. Pães, folhas verdes, queijo prato, etc... vai da criatividade e gosto de cada um.

HAMBURGUER RAIZ
500 g de alcatra (pode ser coxão-mole também), deixando um pouco da capa de gordura, não muito.
400 g de ponta de peito (pode ser acém também), tirando toda gordura.
100 g de panceta de porco (sem a pele)
3 dentes de alho (ou o equivalente de pasta de alho puro)
1 colher de sopa de azeite
1/4 cebola grande
Pimenta do reino a gosto (moido na hora de fazer)
NÃO colocar sal no preparo (o sal retira a umidade e maciez da carne). Neste estilo de churrasco, não se adiciona sal de jeito nenhum, só na hora do preparo.

MODO DE PREPARO: Peça no açougue para pesar em separado as quantidades de carne (picanha, ponta de peito, panceta sem pele) e depois moer juntas (passar duas vezes), ou se tiver processador em casa, também fica bom. Moer bem o alho. Não colocar sal. Junte o alho, o azeite, a cebola batida e a pimenta do reino à carne moida e mexa bem até ficar bem misturado. Levar à geladeira e deixar de 20 a 30 min. Depois, faça bolotas de carne, com mais ou menos 170 a 200 gramas, e amasse com as mãos deixando a espessura homogênea (o ideal é ter aquelas formas próprias para moldar hamburguer). Pronto, pode colocar em saquinhos próprios para congelar (separando um hamburguer do outro, dura até 3 meses no freezer) ou ir direto para o preparo (adicionando sal a gosto neste momento). Quando pronto, servir no prato com outros acompanhaentos que desejar. Ou se desejar o lanche, juntar pães, folhas verdes, queijo prato, etc... vai da criatividade e gosto de cada um.

GRELHA, CHAPA OU FRIGIDEIRA?
Aqui, a parte importante.
Para ambos os tipos de hamburguer, prefira a chapa (de fogão ou a de colocar na churrasqueira, tanto faz), pois mantém mais a temperatura constante e não deixa perder o caldo quando assa. A temperatura deve ser média-alta e mantida assim durante o processo. Portanto, deixe a chapa esquentar bem, coloque um fio de azeite ou manteiga, coloque os hamburgueres em quantidade que não resfrie demais a chapa e ADICIONAR SAL deste lado. Deixe dourar bem antes de virar pela primeira vez. Ao virar, coloque MAIS UMA PITADA DE SAL e uma tampa para abafar e acompanhe o processo (mal passado, ao ponto ou bem passado - sem esturricar de tanto fritar, seria um crime). Varia de churrasqueira ou fogão, mas o tempo de preparo é de 5 a 8 minutos.

Estes dois estilos e nestas quantidades, foram os que mais apreciei. No meu preparo preferido vai hamburguer ao ponto, sem pão, no prato acompanhado de salada de folhas verdes diversas e uma cerveja encorpada artesanal.

domingo, 18 de agosto de 2019

O equilíbrio político e social é possível?


Nem muito a esquerda, nem muito a direita! Mas não significa a mistura dos extremos. Busco harmonia, ponderação, fé libertadora e construtivismo social. Será buscar demais? Desde que deixei o PT, tem mais de 4 anos, e com meu histórico e trajetória de vida, confesso que não é fácil.

Vou começar por algumas frases que me fizeram refletir neste sentido:

“Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista” (Provérbios 3, 21)
“A vida é igual andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio é preciso se manter em movimento” (Albert Eistein)
“Quem não sabe o que busca, não identifica o que acha” (Immanuel Kant)
“O segredo da mudança é não focar toda sua energia em lutar com o passado, mas em construir o novo” (Sócrates)
“Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade” (Clarice Lispector)
Não se trata de abrir mão de valores essenciais – da defesa da vida, da justiça social, dos princípios cristãos, da família – mas de compreender que certas convicções eu posso aplicar de outro jeito, com outro olhar, com mais ponderação, ouvindo mais as pessoas que querem chegar ao mesmo lugar por caminhos diferentes. Se faz necessário também remodelar outras convicções ideológicas que foram se turvando nos grupos sociais ao longo destes últimos trinta anos. A narrativa de ontem, não é adequada hoje!

A sociedade, considerando-se o comportamento explícito e implícito que observamos, está dividida hoje em dois grupos posicionados aos extremos (uso aqui os termos pejorativos populares para cada grupo): 15% da ameaça comunista e 15% de bolsominions da neodireita. Os demais 70% da população, não importando em quem votaram para presidente, desejam mais resultados objetivos, ações coerentes, transparência e uma nova postura política. Nenhum dos extremos consegue sustentar isso. Esta população dos “setenta por cento”, não são os petralhas e nem bolsominions, mas muitas são embaladas a tomar um lado, mesmo que não concordem com nenhuma das duas posições ideológicas. Parece a síndrome da obsolescência perceptiva, onde você é induzido a consumir o que não necessita! E o atual presidente, infelizmente, incentiva essa rinha o tempo todo.

Num estado democrático, livre, de direitos e deveres, construído ao longo destas últimas décadas, mesmo que ainda não bem consolidado, podem existir grupos políticos das mais diversas vertentes. Todos têm direito de expressão, com diversas ideologias (e elas estão lá, em cada frase, em cada atitude, mesmo que digam que não). Tenho pra mim (por conta da incapacidade da esquerda de autoanálise e reposicionamento social, e da direita, que assume o poder com um discurso do “bem contra o mal” para se firmar) que grande parcela da sociedade não vai ficar satisfeita, nem com um e nem com outro. Precisamos de equilíbrio, de apontarmos para o centro ponderado.

É hora de reconstrução social em primeiro lugar. Ou fazemos isso, ou ainda teremos amigos de outrora se desunindo cada vez mais, parentes que tinham bom convívio sendo intolerantes, irmãos da mesma comunidade entendendo os ensinamentos cristãos de acordo com o “lado” que adotaram ou foram empurrados aceitar. Estou partilhando a ponderação, o equilíbrio do possível, pelo diálogo mais desapegado e farei, o quanto possível, essa reflexão com as pessoas.

sábado, 22 de junho de 2019

Por que o gosto por facas?


BREVE HISTÓRICO
As facas estão entre os primeiros instrumentos feitos pelo homem. A era da Idade da Pedra Lascada, a mais de 10.000 anos a.C., os homens utilizavam pedras cortantes como facas. Mais tarde, cerca de 4.000 anos a.C., começou a era da Idade dos Metais, quando o homem começou a desenvolver a técnica da fundição com bronze e cobre. Bem mais tarde, nos anos 1.600 d.C., começaram a utilizar o aço, tornando-se o metal preferido e aperfeiçoado até os dias de hoje nas suas diversas variações. Em 1669 o rei francês Luiz XIV, por orientação do cardeal Richelieu, ordenou que as facas para se levar a mesa, não podiam ser pontiagudas e nem cortar dos dois lados (adagas), e assim os cuteleiros da época começaram a fazer facas que cortavam apenas de um lado e sem pontas. A partir deste fato, começaram a diferenciar as “facas de cozinha” das “facas de caça ou defesa”. Mas as variações de modelos e usos das facas não se restringiram ao velho mundo, pois noutros continentes, existiram boas evoluções também, como a cutelaria japonesa, árabe e hindu, só para citar alguns exemplos. As facas e o homem têm uma longa história de cumplicidade.

Adaga GTR e Navalha. Aços 5160 e 52100. Sob encomenda
QUEM SE INTERESSA POR FACAS?
Nos tempos atuais, as facas, adagas, espadas e lanças deixaram de ter parte das funções de outros séculos. Hoje quem se interessa por facas, tem motivações variadas: colecionar (tipo do aço, formatos da lâmina, material do cabo, etc); caçar e pescar (algumas boas facas, de tamanhos e lâminas apropriadas, fazem a diferença na mochila); fazer churrasco (quem já cortou carnes com boas facas artesanais de aço carbono, sabe a diferença); cozinhar (preparar alimentos com facas apropriadas, lâminas diferenciadas e afiadas, dá outro toque); trabalhar (no campo, no açougue, etc); defesa pessoal (há quem deseje ter sempre por perto um bom canivete ou faca para essa finalidade, para sentir-se mais seguro); prazer e uso esporádico (ter boas facas ou canivetes diferentes para todos os demais usos já citados acima, apreciar bons trabalhos da arte da cutelaria). Eu comecei a gostar de facas com meu pai, que possuía vários canivetes, e sempre um ou dois na cintura, para todos os usos. Ganhei meu primeiro canivete dele, isso tem mais de 40 anos, quando tinha 14 anos. Mais tarde, comprei uma faca pequena de caça e pesca, para deixar na maleta. E assim acabei sendo um apreciador dos diversos tipos de facas, por prazer à cutelaria artesanal e usos em culinária e churrasco.

COMO GOSTAR DE FACAS?
Não é esse breve relato histórico que me fez gostar de facas ou canivetes. Para gostar, precisa usar, experimentar, sentir a diferença. Tente levar uma faca “diferentona” para fazer o churrasco entre amigos, ou preparar um almoço especial usando uma faca “do chefe” artesanal fatiando aquele lombo defumado, ou na pescaria ou camping para usos diversos. Sinta e compartilhe este prazer com as pessoas que participam contigo destas atividades, e aos poucos, vai pegando o gosto. Dê facas de presente (do chefe, picanheira, de caça, de usos diversos) para os amigos e amigas que você conhece e sabe que gostam do assunto. Experimente, no ritual de preparar um jantar ou um bom churrasco, de preferência em conjunto com outras pessoas queridas, que começa horas antes e tende a se alongar por muitas horas depois, usar boas e adequadas lâminas. Neste momento, ter facas especiais e próprias para tratar cada alimento adequadamente, também faz parte da gastronomia. E ainda assim, se você não gosta de cozinhar, se seu churrasco é só de espetinho e bifes temperados, comprados prontos, você não caça e não pesca, então procure comprar uma faca especial pelo gosto artístico da confecção (tipo do cabo trabalhado a mão, aço utilizado pelo cuteleiro, design da lâmina, raridade, nem que seja para deixar de exposição), você pode ser um colecionador que ainda não se descobriu. O segredo é começar, usar de vez em quando, comprar a primeira pelos mais diversos motivos. O gosto – que acompanha o homem há milênios – vai surgir.

ALGUNS MODELOS PARA CONFERIR
Na sequência, assim como na foto inicial, exemplos de facas e canivetes que tenho, dentre muitas. Sou um apreciador da gastronomia, de um bom churrasco e da arte da cutelaria (afinal, como ex-ferramenteiro de profissão, o gosto pelo aço continua). Noutra ocasião, vou escrever sobre tipos diferentes de aços (carbono, inox e damasco), formatos de lâminas, tipos de desbaste de corte e outros detalhes.

Facas Picanheira e do Chefe fosfatizada. Aços 52100 e 1095. Sob encomenda
Facas tipo Gaúchas. Aços Inox 420C e 440C. Cutelarias Artesanais
Canivetes especiais. Materiais, cabos e travas distintas. Importados
Facas de Churrasco. Aço Inox. Cutelarias nacionais. Comprado em lojas especializadas

domingo, 6 de janeiro de 2019

Estado laico, ecumênico ou evangélico?

A ideia de um Estado Laico surge no período da Revolução Francesa, em que era proposto a separação total entre Igreja e Estado. Para cumprir essa meta, o Estado laico tem que se declarar neutro e não interferir em nenhum assunto relativo à religião. Por sua parte, nenhum grupo religioso e étnico, teria o direito de se intrometer nos temas políticos. Na origem, um Estado laico não deve receber influência de nenhuma religião. Embora a definição de laicidade mais moderna seja a da convivência estatal com todas as religiões e os sem-religião, na prática, ficou o conceito reformista do fim do século XVIII na cultura do Brasil: política e religião não se misturam. Pelo menos até a poucos meses. O conceito de Estado laico não é este, e sim o da convivência e o reconhecimento de todas as religiões e culturas diversas.

No período de formação da Igreja uma de suas principais características era a união, a solidariedade e o amor fraternal, porém, ao longo dos séculos esse ideal foi se desintegrando. A grande divisão teve início entre cristãos latinos e gregos, que teve seu cume no século XI. Mais tarde, no século XVI houve a separação entre católicos e protestantes, em seguida outras divisões foram surgindo ao longo da história. Ecumenismo é a busca da unidade entre todas as igrejas cristãs. É um processo de entendimento que reconhece e respeita a diversidade entre as igrejas. A ideia de ecumenismo é exatamente reunir o mundo cristão. Na prática, porém, o movimento compreende diversas religiões inclusive aquelas não cristãs. Há diversas opiniões sobre o conceito e uso mais adequado para os tempos atuais: Divulgar e praticar mais o verdadeiro sentido do Estado laico ou dar outra dimensão a um Estado ecumênico?

O movimento reformista cristão do século XVI liderado por Martinho Lutero, em 1517, culminou na cisão e início do movimento protestante à Igreja Católica. A partir daí todas as novas denominações cristãs, porém não católicas, eram denominados protestantes. Atualmente na Europa e nos Estados Unidos os cristãos católicos e os não católicos se auto identificam, majoritariamente, apenas como cristãos, sendo secundária a ramificação da denominação religiosa ao qual pertencem, no Brasil e na américa latina, a identificação protestante e denominacional, tem sido fundamental. Por aqui, é mais comum usar os termos: “Crente” (geralmente com a conotação pejorativa para quem é mais pobre) ou “Evangélico” (geralmente o mais usado, e também mais forte entre os fiéis de classe média). E a denominação faz parte do sobrenome: da Assembléia de Deus, da Quadrangular, da Universal, da Luterana. Os evangélicos nas últimas duas décadas estão crescendo sua relação com a política eleitoral.

No Brasil deste século, o Estado não foi predominantemente laico, nem ecumênico ou evangélico. A história mais antiga e ligada aos colonizadores, fizeram com que muitas tradições e comemorações católicas se incorporassem ao calendário estatal. Isso não fez a prática das ações estatais, e de seus governantes nas últimas três décadas pelo menos, serem eminentemente católicas. Mas é inegável que de uns 20 anos para cá houve significativo avanço das religiões na influência do voto nas eleições. E por consequência, mais cargos sendo ocupados por autoridades que se dizem “religiosos praticantes”. Isso levaria o Estado da condição de laico para ecumênico ou evangélico? Até onde o discurso e a prática serão os mesmos? O fundamental da imensa maioria das religiões, e daqueles que as professam, deve continuar sendo: a caridade, os mais pobres e o diálogo. Mas vamos precisar conferir, estão confundindo!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Para além das rixas, propostas de Haddad e Bolsonaro


Como nas redes sociais mais da metade é distorcido, ou é fakenews, resolvi eu mesmo separar ao menos cinco pontos fortes dentre os mais citados nas TVs e redes sociais, direto das propostas dos candidatos Bolsonaro e Haddad de sites confiáveis. E ao final deste artigo, os links para quem deseja verificar.

Os temas mais citados de BOLSONARO:

REDUÇÃO DE MINISTÉRIOS: “Um número elevado de ministérios é ineficiente, não atendendo os legítimos interesses da Nação... nas últimas décadas, caracterizada pelo loteamento do Estado, o popular “toma lá-dá-cá”Não diz nem quantos e nem quais irá cortar. E nem se chegar a “fundir um ministério no outro” se vai manter o mesmo tamanho da soma dessa estrutura e se vai economizar mesmo.

PROPRIEDADE PRIVADA: “Retirar da Constituição qualquer relativização da propriedade privada, como exemplo nas restrições da EC/81”Esta emenda constitucional, diz que as propriedades urbanas ou rurais com cultivo de plantas psicotrópicas ou com atividades de trabalho escravo, serão expropriadas pelo governo para usos sociais. Ele quer revogar essa legislação? 

SOCIEDADE ARMADA: “Reduzir a maioridade penal para 16 anos! Reformular o Estatuto do Desarmamento para garantir o direito do cidadão à legítima defesa”. Concomitantemente: “Liberar o porte de arma para toda a população garantir seu direito à legítima defesa”Se baixar a maioridade penal, o jovem de 16 anos também poderá portar armas? (se ele pode ser incriminado, também pode ter arma pra se defender, ao que parece). Porte ou posse de arma, é muito confuso, mas na essência, parece que querem que todo cidadão livre e capaz, possa andar com uma arma no carro ou na bolsa, s.m.e.

SAÚDE: “Toda força de trabalho da saúde poderá ser utilizada pelo SUS, garantindo acesso e evitando a judicialização”Cadastrar médicos da rede pública e privada, para atender as demandas da rede pública. Mas não aponta se isso será obrigatório (um médico particular pode se recusar a atender pelo SUS ou será obrigado? Não deixa claro), e como vai pagar por este recrutamento dos médicos particulares para atender o SUS.

BOLSA FAMÍLIA: “Acima do valor da Bolsa Família, pretendemos instituir uma renda mínima para todas as famílias brasileiras... Vamos deixar claro: nossa meta é garantir, a cada brasileiro, uma renda igual ou superior ao que é atualmente pago pelo Bolsa Família”A medida aumentará muito gasto público com essa medida, mas não especificou como faria para que todas as famílias tivessem esse benefício e de onde viria tanto dinheiro. E recentemente disse que daria 13º salário para os beneficiários do programa, ou seja, aumentou mais ainda o gasto sem dizer de onde virá.

Os temas mais citados de HADDAD:

REVOGAÇÃO DE LEIS: “Revogar as medidas de caráter inconstitucional, antinacional ou antipopular editadas pelo atual governo Temer,... em especial a Emenda Constitucional que corta gastos na Saúde e Educação e a Reforma Trabalhista”Isso irá permitir maior investimentos em setores importantes que hoje se encontram travados. Precisará controlar a aplicação desta ação nos estados.

SEGURANÇA: “Transferir para a Polícia Federal o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, que hoje é responsabilidade dos estados. Com isso, policiais estaduais ficam liberados para evitar crimes como roubo e homicídio”Deixar os policiais estaduais mais exclusivos para combater crimes nos estados é positivo, porém, irá precisar aumentar o efetivo da Polícia Federal e no programa não define quanto será o custo disso.

SAÚDE: “Criar uma rede de clínicas de especialidades médicas, onde a população pode fazer exames e cirurgias de média complexidade... terão especialidades como ortopedistas, cardiologistas, ginecologistas, oncologista, oftalmologista, endocrinologista, além de profissionais das áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia”. Essa atribuição, que deveria ser dos estados, receberá reforço do governo federal. Mas como a maioria das propostas, terá dificuldade de se realizar enquanto durar a crise, pois não aponta de onde virão os novos gastos.

EDUCAÇÃO: “Criação do programa Ensino Médio Federal, que prevê que o governo federal possa assumir escolas situadas em diversas regiões pelos Institutos Federais... estabelecer convênios com municípios para aumentar o número de vagas em creches”. Também o ensino médio é função dos estados, que o governo Haddad quer trazer para a responsabilidade federal como complemento, porém não especificou como será a distribuição dos recursos entre estados e união para realização efetiva do programa.

IMPOSTO DE RENDA: “Zerar o pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 4.770) e aumentar as alíquotas de imposto para os mais ricos”. Proposta visa aliviar a maioria das famílias com renda abaixo de cinco salários mínimos e taxar mais os altos rendimentos. Se uma ação (a de receber mais dos ricos) compensar a isenção das classes mais pobres, não haverá desequilíbrio no orçamento, porém essa estimativa não está na proposta.

Aqui ficaram as propostas mais comentadas na rede social. Também quero registrar que não basta apenas ter a proposta, é preciso concordar com o conteúdo delas e que os candidatos a exponham nas redes de TV, programas eleitorais e debates. Isso agora no segundo turno é fundamental, é a reafirmação do que está escrito. A postura do eleitor e de cada candidato é fundamental.


LINKS:
https://oglobo.globo.com/brasil/principais-pontos-do-programa-de-governo-de-jair-bolsonaro-23149417
https://www.bolsonaro.com.br/ 
https://arte.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2018/propostas-dos-candidatos-a-presidencia/#/candidato/jair-bolsonaro  
http://static.congressoemfoco.uol.com.br/2018/08/Programa-Jair-Bolsonaro.pdf  
https://oglobo.globo.com/brasil/principais-pontos-do-programa-de-governo-de-fernando-haddad-23149303  
http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidatura/oficial/2018/BR/BR/2022802018/280000629808//proposta_1536702143353.pdf 
https://arte.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2018/propostas-dos-candidatos-a-presidencia/#/candidato/fernando-haddad  

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Bolo de aveia com banana

Esse é um dos bolos que minha família gosta muito. Receita e jeitinho da minha esposa fazer. Fica saboroso, sem adição de açúcar e trigo, nutritivo.

INGREDIENTES:

4 bananas maduras
1/2 xícara de chá de óleo de coco (ou azeite extra virgem)
4 ovos inteiros
2 xícaras de chá de farelo de aveia
1 pitada de canela em pó (a gosto)
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara de chá de uvas passas
1/2 xícara de chá de castanha do Pará triturado (opcional)

MODO DE PREPARO:

Bater no liquidificador as bananas, os ovos e o óleo de coco até virar uma mistura homogênea. Depois acrescentar 1/2 xícara de uvas passas e 1 xícara de farelo de aveia e bater mais mais uns 5 segundos. Coloque tudo numa tigela e acrescente mais 1 xícara de farelo de aveia, o fermento em pó, a canela e 1/2 xícara de uvas passas. Se desejar, neste momento, acrescente a 1/2 xícara de castanha do Pará triturada. Terminar a mistura manualmente.

Preparar uma forma untada com manteiga e um pouco do farelo de aveia, picar em rodelas outra banana madura e colocar ao fundo (dá um toque diferenciado quando desinformar). Depois despejar a mistura igualmente na forma. Levar ao forno aquecido a 180º e deixar por cerca de 35 minutos. Pronto, rápido e saboroso.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Cervejas IPA que você precisa conhecer

Para quem não é muito familiarizado, as cervejas estilo Indian Pale Ale (IPA), segundo o dito popular, foram criadas pelos ingleses que desenvolveram para longas viagens, possuindo maior teor alcoólico e intensidade. Portanto, mais lúpulo e aromas marcantes do que as cervejas mais neutras e leves estilo Larger ou Pilsen (American Lager), das quais algumas chegam a ter xarope de milho na sua composição (o que não faz parte da fórmula original), representadas por Skol, Brahma, Itaipava, Heineken, Serramalte e outras.

As cervejas estilo IPA são divididas em três tipos: American IPA, English IPA e Imperial IPA. As duas primeiras tem aromas cítricos e colarinho persistente, enquanto a terceira é mais forte. Amargor, intensidade e aromas marcantes são características deste estilo, que podem traduzir paladares singulares, de acordo com cada cervejaria.

Mas indo direto ao assunto (afinal a internet está cheia de bons detalhes para quem quiser saber mais), eis as seis que eu recomendo:

Vedett IPA
Estilo: IPA  Cervejaria: Vedett
Alcool: 5,5% / Amargor (IBU): 40

Leopoldina IPA
Estilo: American IPA  Cervejaria: Leopoldina
Alcool: 6,5% / Amargor (IBU): 60

VIXNU Imperial IPA
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Colorado
Alcool: 9,5% / Amargor (IBU) 75

Wals Niobium
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Wals
Alcool: 9% / Amargor (IBU): 93

Bazooka Double IPA
Estilo: Double IPA  Cervejaria: Dádiva 
Álcool: 8,7% / Amargor (IBU): 97 

Bodebrown Perigosa
Estilo: Imperial IPA  Cervejaria: Bodebrown
Alcool: 9,2% / Amargor (IBU): 100

A minha preferida é a Bodebrown Perigosa, que apesar do teor alcoólico e amargor elevados, não parece tão “forte” se comparada a VIXNU da Colorado, por exemplo. Para os iniciantes, que acham que cerveja deve ser leve, clara e suave (ou seja, quase sem lúpulo e sem cevada), melhor começar pela Vedett e Leopoldina. Depois que se acostumarem, não vão querer voltar. As cervejas IPA são recomendadas para acompanhar queijos mais fortes e carnes.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Pesto Caseiro do Orlato

Vai bem em diversas situações: como molho para massas (nhoque, espagueti ou penne), como pasta para torradas ou tempero para saladas mistas. Digestivo, leve e refinado, é possível fazer molho pesto caseiro com ótima qualidade. Uma de minhas especialidades, que compartilho com vocês.

INGREDIENTES:
1 prato de sopa (cheio) de folhas de manjericão;
1/2 xícara de chá de folhas de hortelã;
1/2 xícara de chá de folhas de salsinha;
2 xícaras de chá de amêndoas torradas e salgadas (pode ser também castanhas do Pará);
500 ml de azeite de oliva extra virgem;
250 gramas de queijo parmesão ralado;
4 dentes de alho (médio).

MODO DE PREPARO:
Colocar no liquidificador a hortelã, a salsinha e o manjericão (somente as folhas, lavadas e escorridas, nas medidas sugeridas), os dentes de alho e quase todo azeite (deixar cerca de 100 ml para o final). Bater por dois minutos até que os ingredientes estejam bem moídos.

Depois adicionar o parmesão e bater por mais um minuto. Neste momento, você regula a densidade da pasta com o restante do azeite (deixando caldo grosso).
Ao final, adicione as amêndoas e bata até que fiquem trituradas pequenas (se bater demais ficam muito moídas e somem no caldo, se bater pouco ficam muito grossas). Neste momento a pasta fica mais consistente.

É uma boa quantia (dará cerca de 800 ml de molho pesto). Metade disso dá para temperar bem um pacote de 500 gramas de macarrão. A outra metade dura até 60 dias em vidro na geladeira.

sábado, 4 de março de 2017

Pão integral com copa lombo e parmesão

Compartilho minha receita própria de um pão especial, integral e fácil de fazer.

Na época da ditadura militar, quando algumas matérias para os jornais eram previamente censuradas, costumava-se publicar no lugar alguma receita culinária para mostrar que matéria original foi vetada. Não é o caso aqui, óbvio. Como é a primeira postagem de receita culinária no meu blog, lembrei dessa história dos anos de chumbo. Culinária também é uma de minhas paixões além de política, família e religião.

INGREDIENTES:

1 ½ xícara de chá de leite morno para frio
2 ovos
½ xícara de chá de óleo (de girassol ou milho)
2 tabletes de fermento biológico (ou tres colheres de sopa de fermento biológico seco)
1 colher de sopa de açúcar (pode ser demerara ou mascavo peneirado)
1 colher de chá de sal (uma pitada)
100 gramas de copa lombo em fatias finas
100 gramas de queijo parmesão ralado médio (melhor se ralar na hora do preparo)
2 xícaras (250 ml cada) de chá de farinha de aveia
2 xícaras (250 ml cada) de chá de farinha de trigo integral

MODO DE PREPARO:


  • Bater no liquidificador o leite, o óleo, os ovos e o fermento (esfarelado, não tablete inteiro), colocar o açúcar e o sal.
  • Misturar os dois tipos de farinha numa tigela até ficar homogêneo.
  • Picotar com a faca as fatias de copa lombo em pedaços pequenos (cerca de 1 cm)
  • Colocar a mistura batida na tigela e misturar inicialmente com uma colher grande. Depois continuar com as mãos. Acrescente a copa lombo fatiada e o parmesão ralado e misture bem. Se necessitar, acrescentar um pouco mais de farinha de trigo integral.
  • A massa pode ficar mole, pois a farinha integral tende a absorver mais a umidade depois. Alguns pedaços de copa lombo ficarão expostos, não tem problema.
  • Separar a massa em dois pedaços e colocar nas formas untadas com manteiga (ou em uma assadeira grande, separados). Deixar a massa descansando por 30 minutos em local sem vento e quente.
  • Levar ao forno (180º) por 30 a 40 minutos ou até a superfície ficar dourada.



Alimento muito legal para o café da manhã ou acompanhar uma boa cerveja.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O melhor de 2016: trabalho, família e amigos

Parece ser hábito fechar o ano fazendo um balanço geral. Então que seja o essencial, e de coisas boas, não só deste ano. Vamos lá:

       No trabalho implantei, no Município de Jundiaí, os kits uniformes escolares (não existia a entrega gratuita pela prefeitura), trouxe o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (universidade pública que já está em atividade), os livros didáticos para os alunos das escolas municipais (de editoras e autores renomados), a ampliação da Educação de Jovens e Adultos (dobramos o número de alunos), o Simpósio da Educação (com troca de experiências e de projetos entre os educadores) e muitas outras coisas boas. Os amig@s que conheci, convivi, discordei e aprendi a conhecer, respeitar e amar. Quanta gente boa que vai ficar pra sempre na minha história. Amizades que fiz na prefeitura, enfim, obrigado gente!
      Na família a graça de ver meus filhos e netos se desenvolverem. De ter uma esposa companheira, amante, cúmplice e tolerante comigo nestes 34 anos de casados. Aprender com os desafios de cada um dos três filhos, das duas noras, e de meus dois netos (por enquanto, tô fazendo uma pressão saudável pra venham mais netos). Se tem uma coisa que vale a pena é reunir a família, em viagens, festas e momentos especiais. Conviver mais, mesmo que tenha a sensação de ser pouco (os pais sempre acham pouco), e isso fizemos até que bem neste ano que se encerra. Na essência, a família deve ser o centro e a motivação de nossas vidas.
     Na sociedade pude conhecer melhor as pessoas. Visitei lugares, entidades e participei de eventos que nunca tinha comparecido antes. Fiz novas amizades que espero cultivá-las, reaprendi sobre amigos mais antigos, e me aborreci parcialmente com alguns, poucos felizmente. Encontrei alguns alunos meus da faculdade de administração, já com filhos grandes, que me saudaram calorosamente. Gratificante. Agradeço a Deus todas essas oportunidades e que me ajude a cuidar da saúde. Obeso sempre tem umas coisas a mais pra ficar atento.

Deve ter faltado muita coisa que rendeu momentos de felicidade. Desafios? Problemas? Enfrentei e resolvi muitos e ficaram pra frente outros tantos (que graça teria se acabassem todos, não é?). Alguns poderão dizer: “Durval, você vai terminar sem falar de impeachment, do Temer, da economia”? Sim. Essa retrospectiva foi só de coisas boas. As ruins os jornais vão dizer. E que venha 2017, estou pronto!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Propostas novas para Jundiaí em 2017

Qualquer candidato a vereador do nosso grupo em Jundiaí tem diversas propostas para defender. O dirigente estadual do partido, e atual vice-prefeito, Durval Orlato, aponta algumas bandeiras que defende e sugere aos candidatos a vereador:

HABITAÇÃO
CONSTRUIR MORADIAS PARA QUEM ESTÁ NO ALUGUEL
O cadastro municipal deve ser revisto para priorizar que reside em Jundiaí, comprovadamente, há mais de 5 anos. Metade das unidades habitacionais disponibilizadas na cidade, devem ser destinadas a quem paga aluguel e a outra metade para os núcleos de submoradias. Em todos os casos, manter o critério social de classificação.


INFÂNCIA
IMPLANTAR O PROGRAMA MUNICIPAL PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Os primeiros 1.000 dias (cerca de três anos) do bebê são considerados os mais importantes para a formação do indivíduo. O plano municipal consiste em estabelecer metas e prioridades relacionadas às crianças nesta faixa etária em diversos setores, como educação, saúde, assistência, convivência familiar e outros, em acordo com as diretrizes nacionais. Trata-se da formulação de ações municipais que fomentem e coloquem o desenvolvimento das crianças como prioridade.


EMPREGO
INSTITUIR O PROGRAMA “TRABALHO NA PRAÇA”
Os parques e praças públicas devem ter espaços mínimos definidos para possibilitar a instalação de barracas e quiosques com fins comerciais para pequenos empreendedores. Isso poderá gerar mais empregos e presença de pessoas nas principais praças e parques da cidade.


CULTURA
CRIAR O FESTIVAL DE MÚSICA COM BANDAS DA CIDADE
Organizar o festival anual com bandas jundiaienses de vários gêneros musicais, autorais e cover, onde as três primeiras colocadas de cada categoria, passam a tocar nos eventos oficiais e tradicionais da cidade. Incentivo pra galera das bandas locais.


MULHERES
IMPLANTAR CASA DE PARTO NATURAL
Os procedimentos tradicionais que deveriam ser "normais" acabam tendo excessos de intervenções e medicalização. O parto passa de sua normalidade a um evento repleto de procedimentos e interferências realizadas de forma rotineira e, muitas vezes, desnecessárias. Na casa de parto batural há acompanhamento médico com pouca interferência e humanizado. Defendemos a implantação da Casa do Parto Natural em nossa cidade como outra opção para as mulheres.


MEIO AMBIENTE
IMPLANTAR O TRATAMENTO DE RESÍDUOS
Atualmente todo lixo que sai de nossa casa vai para os aterros e lixões cada vez mais distantes e a um custo maior. A proposta é fazer a separação e o beneficiamento de todos os resíduos da cidade a fim de proporcionar a geração de renda e sustentabilidade.