segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Enquete aponta: 83% acham trânsito de Jundiaí ruim ou péssimo

Uma enquete realizada pela rede social facebook durante uma semana mostra a preocupação do jundiaiense com um dos maiores problemas ocasionados pela falta de planejamento da cidade. Em resposta à pergunta “Qual nota você daria ao trânsito de Jundiaí atualmente”, 83,8% dos participantes classificaram o trânsito de Jundiaí como “ruim: pode melhorar mas tá difícil” ou “péssimo: não vai melhorar tão cedo, ”. Apenas 16,1% escolheram as opções “médio: dá pra conviver ainda”, ou “bom: lento, mas sem dificuldades”.

Nenhum internauta escolheu a opção “Ótimo: Cidade grande é assim mesmo”.
Nos comentários, um dos pontos mais lembrados negativamente foi a avenida Antônio Frederico Ozanan. “Faz tempo que a área está em obras e não termina logo. Não tem prazo algum. Haja paciência com o trânsito Jundiaiense”, desabafou o operador de máquinas Derlei Souza, que votou na opção “péssimo”.

Para o bancário Antônio Cortezani, não só o trânsito de automóveis como o sistema de transporte coletivo “estão um caos”. “Jundiaí é o paraíso da especulação imobiliária”, define.

QUAL NOTA VOCÊ DÁ AO TRÂNSITO DE JUNDIAÍ ATUALMENTE?
Levando-se em consideração o tamanho de nossa cidade, a riqueza, o crescimento e o planejamento...

Total = 310 votos
Péssimo: Não vai melhorar tão cedo = 196 votos
Ruim: Pode melhorar, mas tá difícil! = 64 votos
Médio: Dá pra conviver ainda = 43 votos
Bom: Lento, mas sem dificuldades = 7 votos
Ótimo: Cidade grande é assim mesmo = 0 votos

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mudança na lei beneficia motoristas furtados

Ticket em duas vias e nova classificação das multas de trânsito para quem exceder o tempo na chamada Zona Azul. É o que prevê uma Emenda à Lei Orgânica aprovada nesta terça-feira, em primeiro turno, pelos vereadores de Jundiaí. Ainda é necessária uma segunda votação. 

O autor da Emenda, que leva o número 93, é o vereador Durval Orlato. Ele defende que os parquímetros devem emitir bilhetes em duas vias para que o cidadão tenha como comprovar que deixou o carro estacionado em determinado local. Isso facilitaria uma eventual ação contra a empresa que administra os parquímetros no caso de furto de veículo.
Durval lembra que juízes de Santa Catarina e São Paulo já deram ganho de causa para pessoas que tiveram veículos furtados em locais da chamada "zona azul" ou estacionamentos rotativos. 

Outra medida prevista na emenda é que as multas aplicadas em veículos que excedam o tempo do estacionamento rotativo sejam apenas administrativas e não multas de trânsito. Assim o motorista pagaria multa pelo tempo excedente mas não teria pontos na carteira. O vereador observa que o veículo não está estacionado em local impróprio e por isso não deveria receber multa de trânsito só por conta do tempo a mais em que fica estacionado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Depois de três anos, ainda no papel, prefeitura passa reforma do Hospital Regional para o estado.


Mais um fato novo na novela do Hospital Regional de Jundiaí: o Estado irá realizar as obras da reforma. O lado positivo é que a Prefeitura não terá de arcar com os gastos da reforma e nosso dinheiro poderá ser utilizado em outras ações. O negativo é que foram três anos de enrolação e a “promessa ficou só no papel”. Aquilo que era prioridade do prefeito Miguel Haddad, segundo ele dizia na campanha eleitoral passada, agora foi transformado em responsabilidade do Estado.

Em 21/08/2011: A Prefeitura iria fazer as obras do Hospital Regional e a administração seria do Estado “...a obra foi orçada em R$ 21,3 milhões sendo que para este ano foram reservados recursos da ordem de R$ 5 milhões para o início das obras...” informou a Secretaria de Saúde de Jundiaí (http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&int_id=156931).

Em 07/10/2011: Estado assume as obras do Hospital Regional, que nem havia saído do papel e agora promete novamente começar as licitações (http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=160751).

Embromação e mentiras, nesta longa história, reforçam o tradicional “Miguel prometeu e não cumpriu”. Ao final do seu mandato, não terá atendidos no hospital regional, a não ser que ele inaugure uma sala de cada vez!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Prefeito veta projeto para incluir pessoas com deficiência

Sem nenhuma justificativa plausível, o prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad (PSDB), vetou projeto já aprovado na Câmara para regular cotas de vagas a pessoas com deficiência no serviço público. Agora, a proposta volta à análise dos vereadores na sessão desta terça-feira (3). Caso os parlamentares sejam contra o veto do prefeito, a proposta vira lei.

A proposta para incluir mais pessoas com deficiência nos concursos públicos é do vereador Durval Orlato (PT) e já havia sido discutida em Fórum realizado na Associação dos Aposentados. A iniciativa tem o apoio de entidades como a Pastoral da Pessoa com Deficiência e a Gerência Regional do Trabalho e Emprego.

De acordo com o vereador, atualmente a lei municipal não está de acordo com a lei federal que define as cotas para pessoas com deficiência. “Pelo entendimento da lei da cidade, a cota para deficientes é de 5%, assim como a federal. Entretanto, se oito vagas são abertas, o resultado dá 0,4. E a Prefeitura não arredonda este número para um. A lei federal diz que em casos como este, uma das oito vagas deve ser direcionada às pessoas com deficiência”, explica.

Orlato pesquisou e constatou que, nos últimos dez anos, a Prefeitura de Jundiaí contratou cerca de 4.500 servidores e que ao menos 100 deficientes deixaram de ser contratados. 
 
Recentemente, o vereador esteve na secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura e detalhou todo o projeto aos representantes do Executivo. Mesmo assim, o prefeito não se sensibilizou.

domingo, 25 de setembro de 2011

Nosso trânsito está ruim. Querem culpar o Lula?


O prefeito Miguel Haddad cada vez mais demonstra o desgaste em sua gestão. Um dos mais perceptíveis erros neste momento é o “crescimento desordenado” da cidade nos últimos 10 anos, ou melhor, o “ordenamento condicional” a que somos impostos. Acontece sempre do jeito que eles querem no Plano Diretor: uma dose de justificativas técnicas misturada a interesses imobiliários travestidos e camuflados, para não causar percepção e revolta social. Só que, agora, boa parte desta “estratégia” está sendo revelada, no transporte e no trânsito ruim, em proporções que a classe média começou a notar... e a se incomodar muito!

Percebendo que a sociedade tende a não apoiar mais esse tipo de administração, o prefeito Miguel Haddad quer parecer democrático e bonzinho: começou a mostrar as mudanças do novo Plano Diretor fazendo reuniões nos bairros. Quer tentar reverter os problemas causados na cidade pelos planos imobiliários no seu governo! O desgaste do prefeito é grande.

O que eles (turma do Miguel) têm dito nas reuniões por aí:
1- A culpa é do governo federal, que facilitou a compra de carros, mas não investiu no município para ajudar no trânsito;
2- Em Jundiaí, a cada criança que nasce são emplacados dez carros novos. Como vamos planejar a cidade desse jeito?;
3- Os condomínios próximos a mananciais e prédios no centro da cidade são porque o “regramento” das leis nos anos anteriores permitiam essas obras;
4- Nosso transporte coletivo tem GPS e são atendidos todos os bairros da cidade, os ônibus são novos, blá-blá-blá...

O que é fato e foi revelado nestes anos:
1- O governo federal criou condições para que os brasileiros de classe média em geral pudessem comprar o sonhado carro zero. Todos são favorecidos pelo crescimento e oportunidades: o país, o estado e o município. O governo federal liberou para Jundiaí: R$ 70 milhões para o SITU, R$ 72 milhões do PAC, R$ 16 milhões para o São Camilo e, todos os anos, mais de R$ 100 milhões para a Saúde. É só querer planejar a cidade para todos e não para alguns;
2- Em Jundiaí foram aprovados, nos últimos cinco anos, quase 20 mil novas unidades habitacionais (temos na cidade 132 mil domicílios, portanto, só em habitações, aumentou 15%). A população da cidade cresceu nestes últimos cinco anos 6,5% (já somados o número de crianças que nascem mais as famílias que vieram morar aqui). É só fazer as contas e parar de por a culpa só nos carros;
3- Quem é o autor das regras do Plano Diretor é o prefeito Miguel Haddad que neste governo, e nos anteriores, permitiu construções sem contrapartidas e em locais que complicaram nossa qualidade de vida. Portanto é dele a responsabilidade pela falta de planejamento adequado que privilegiou o setor imobiliário;
4- O transporte coletivo é revelador da ineficiência e do uso inadequado do dinheiro público. Os terminais urbanos consumiram R$ 70 milhões e em poucos anos já estavam defasados. Para percorrer os 9 quilômetros do bairro Santa Gertrudes até o centro da cidade, gasta-se de carro R$ 2,65 por um litro de gasolina e R$ 2,90 se optar pelo ônibus. O carro chega a ser três vezes mais rápido. Não fizeram viadutos nem túneis (só promessas).

Eu amo Jundiaí, por isso quero que ela cresça e se desenvolva mantendo a qualidade de vida para todos e não para alguns poucos grupos privilegiados! Vou continuar propondo e cobrando ações justas em nossa cidade.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Frente Parlamentar de Mobilidade da Câmara será lançada na quinta-feira

Com o objetivo de discutir o crescimento e melhor planejamento da cidade, a Câmara de Jundiaí lança nesta quinta-feira (22) a Frente Parlamentar de Mobilidade e Expansão Imobiliária Urbana. A coletiva de imprensa acontecerá no Plenarinho do Legislativo, às 16h30. Na sequencia, às 17 horas, os vereadores participam do “Dia Mundial Sem Carro”.


Cada parlamentar escolherá um meio de locomoção para fazer o percurso no chamado “Desafio Intermodal”, acompanhando a comunidade no trajeto onde será comparado o desempenho de diferentes opções de transporte (ônibus, carro, moto, bicicleta, caminhada) ao percorrer um determinado trajeto – neste caso, da Câmara à Prefeitura. O evento tem parceira dos movimentos “Pedala Jundiaí”, “Bicicletada Jundiaí”, “Mega Bikers” e “Diretório Central dos Estudantes (DCE) do UniAnchieta”.

O grupo parlamentar é presidido pelo vereador Durval Orlato (PT) e já fez uma primeira reunião interna, onde foram discutidas as diretrizes de trabalho. Estão previstos até o final deste ano, além da participação no “Desafio Intermodal”, debates e fóruns com especialistas e responsáveis pelas pastas que envolvem os temas da Frente Parlamentar.

Todas as bancadas da Câmara estão representadas na Frente Parlamentar que é composta por: Durval Orlato (presidente, PT)); Ana Tonelli (sem partido); José Dias (PDT); José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB); Marcelo Gastaldo (PTB); Roberto Conde (PRB); Antonio Carlos Pereira Neto, o Doca (PP); Domingos Fonte Basso (PSDC) e Paulo Sérgio Martins (PV).