segunda-feira, 6 de junho de 2011

Região da antiga Duratex pode virar indústria ou condomínio

Em junho de 2010 foi aprovada a revisão geral no Plano Diretor de Jundiaí, onde a área situada entre a antiga Duratex, seguindo pela Av. Antônio Frederico Ozanan, até a divisa com Várzea Paulista, foi classificada como ZS-2 (uso institucional). Era uma forma de garantir que tanto indústrias como condomínios de prédios não fossem instalados num local onde o trânsito já é muito complicado. Também tem a finalidade de garantir nessa área a construção de hospital, universidade ou a instalação de algum órgão público.

Agora, o prefeito Miguel Haddad enviou o projeto de lei nº 10.840 para a Câmara Municipal, voltando a área da antiga indústria Duratex como ZI (Zona Industrial). O prefeito, sem muitas explicações, diz no projeto que precisa fazer essas revisões, pois “padecem de equívocos técnicos”. Ocorre que a antiga Duratex, desativada há anos, foi instalada neste local quando a cidade ainda não tinha o tamanho e os problemas viários que hoje apresenta. Ela tinha esse direito. Na medida em que deixou de atuar no seu segmento, é justo e natural o retorno da área para outras finalidades de benefício para toda a população, sem impactar ainda mais o trânsito.

Isto porque está exatamente no meio de cruzamentos viários que não comportariam grandes atividades industriais ou imobiliárias, pois, pode piorar a qualidade de vida na região. Indústrias e grandes prédios de apartamentos já têm locais mais apropriados na cidade para serem construídos. Por este motivo queremos manter a descrição da área como zona institucional e sem outros descritivos técnicos que permitam a instalação de outras atividades.

AUDIÊNCIA PÚBLICA:
Dia 08 de julho, às 19:00 horas, na Câmara Municipal. Venha expor sua opinião!

Fórum debate inclusão nos mercados público e privado

Com o objetivo de discutir a inclusão da pessoa com deficiência no mundo do trabalho será realizado um fórum no próximo sábado, 11 de junho, a partir das 9 horas, na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região. O evento é uma parceria entre a Pastoral da Pessoa com Deficiência e o vereador Durval Orlato (PT), autor de projeto de lei complementar que regula a cota de vagas a pessoas com deficiência nos concursos públicos. Além da palestra do parlamentar, também falarão ao público presente o mestre em psicologia, Marco Antonio dos Santos, e o gerente regional do Trabalho e Emprego em Jundiaí, Carlos Alberto de Oliveira. A entrada é aberta ao público, sem a necessidade de prévia inscrição. O local conta com fácil acessibilidade a cadeirantes e as palestras serão interpretadas em Libras (linguagem de sinais).

Data: 11 de junho de 20011 (sábado)

Local: Associação dos Aposentados e Pensionista de Jundiaí e Região – Rua XV de Novembro, 1336 – Jundiaí – SP.

Horário: 9 às 11h30

Mais informações: 4523-4505 ou 7217-9913

terça-feira, 31 de maio de 2011

Miguel, pressionado pelo movimento de greve, acaba cedendo

O prefeito Miguel Haddad acabou cedendo o reajuste de 7,3% nos salários, 21% no vale-alimentação (foi para R$ 230), abono das horas paradas sem qualquer prejuízo e uma comissão de funcionários para rever e implantar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

A greve, conforme anunciado pelo sindicato na semana passada, começou na manhã desta terça-feira (31) com assembleia na porta do Paço Municipal. Os servidores passaram o dia em greve e negociações. Às 14 horas ocorreu nova assembleia geral com a vitória dos servidores públicos nas suas reivindicações.

O que mais chamou atenção neste fato inédito nos últimos 20 anos de administração do PSDB em Jundiaí, é que foi a primeira greve e manifestação de descontentamento dos servidores com o prefeito. Falta de diálogo permanente, desconsideração para com os servidores efetivos (os que de fato fazem as políticas públicas de saúde, educação e outras acontecerem nos bairros) e “regras só no papel” quanto ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários, fizeram os trabalhadores se unirem.

A votação não foi unânime. Nem foi totalmente isenta de paixões de vários lados. Muitos servidores não acreditavam no sindicato, outros achavam que os valores deveriam ser maiores, outros tantos apoiavam a posição da prefeitura (muitos têm relações mais próximas ou ocupam cargos de chefia ou tem gratificações, ou mais...). Dos cerca de 500 servidores que compareceram à assembleia das 14 horas de hoje, uma centena queria mais, e votaram contra a proposta. A maioria, no entanto, concordou e entendeu ser um avanço, muito embora tivessem mais coisas a reivindicar.

No Plano de Cargos, Carreiras e Salários que será discutido (e já faz tempo que tem, mas o prefeito Miguel Haddad não implantava) esperamos que as carreiras e salários, dentre as particularidades próprias do serviço público, sejam norteadas pela meritocracia: aqueles que se esforçam, se aperfeiçoam por meio de cursos e treinamentos, têm comportamento adequado ao cargo e conseguem coletivamente dar resultados positivos no setor onde atuam, sejam beneficiados por regras claras de progressão. E esperamos que o prefeito respeite a quantidade de efetivo para as funções importantes na cidade: monitoras de creche e guardas municipais, por exemplo, precisam urgente de novas contratações, só para citar alguns exemplos.

Quem também ganha com isso é a população, que terá o servidor público mais satisfeito e motivado em exercer sua atividade. Parabéns a todos os servidores pela unidade em torno de um objetivo comum. As diferenças de representação, de compreensão e até de futuros ajustes, terão o seu momento.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Na linha do tempo, percebemos: Hospital Regional é uma mentira

Se observarmos a sequência de (des)informações que o prefeito e seu grupo político dão, chegaremos à conclusão clara de que todos fomos enganados com relação ao Hospital
Regional em Jundiaí. Vejamos:

- Setembro/2008 (campanha eleitoral): Governador Serra e prefeito Miguel Haddad, ambos do PSDB, prometem o hospital regional como prioridade!

- Outubro/2009 (uma ano depois, Miguel já é prefeito): 
Secretária de Saúde declara nos jornais que as obras de reforma do imóvel do prédio da antiga Casa de Saúde, iniciadas depois do processo de licitação, e vão demorar dois anos!

- Maio/2010 (quase 15 meses do atual prefeito): 
Secretário de Finanças diz que reservou quase R$ 2 milhões para início das reformas neste ano. Secretário de Obras diz “estamos com a licitação aberta, para o projeto estrutural e instalações”.

- Maio/2011 (quase 30 meses de Miguel Haddad como prefeito):
 
O prefeito, que não apareceu para falar e debater o assunto, escala seus secretários para a difícil tarefa. Eles disseram: "O final da licitação da 1ª fase das obras deve-se concluir em setembro". Mais 15 meses para fazer só uma parte.

E, em 2012, já sabemos quais serão os discursos...

- Julho/2012 (três anos e meio depois):
Ainda na metade da primeira parte das obras, é bem capaz do prefeito Miguel Haddad dizer que não esperava tantas dificuldades para instalar o hospital, blá-blá-blá... Afinal, ele é inexperiente, é só a terceira vez que ele está no comando da cidade.

- Outubro/2012 (eleição para prefeito): 
A população fica sem o Hospital Regional, que o Miguel Haddad prometeu na campanha passada e, se mantiver a boa memória, não deixará ser enrolada novamente!

Enquanto isso, a cidade cresce desordenadamente, os negócios imobiliários vão indo muito bem, nosso trânsito e transporte cada vez piores, a população cresce e o número de leitos hospitalares públicos na cidade diminuiu nos últimos dez anos. Não queremos isso para a nossa cidade e vamos lutar para manter nossa qualidade de vida. Crescer com responsabilidade e ordem é o que desejamos para Jundiaí. E você, o que tem a dizer?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sem proteção, tragédia acontece na 9 de Julho: não foi por falta de aviso

Infelizmente, mesmo após todos os avisos, petições e requerimentos enviados à Prefeitura e à Caixa Econômica Federal (financiadora da obra), nada foi feito e o pior aconteceu. Na tarde desta sexta-feira, um automóvel caiu no Córrego do Mato, na avenida 9 de Julho, matando mãe e filha. O acidente, que entristece toda a cidade, porém, poderia ter sido evitado. Em dezembro do ano passado, o atento colaborador deste blog, professor Paulo Taffarello, havia comentado:  

"Caso haja um acidente e um carro caia no leito do córrego (posto que não há proteção alguma , como guard-rail), a diminuição da largura das margens pode impedir que as portas do veículo sejam abertas e o aumento da profundidade pode dificultar o socorro à vítima. Em época de chuva (dezembro/janeiro), um indivíduo pode, em casos extremos, morrer afogado. Como a Prefeitura pretende trazer mais segurança nesta questão?", perguntava, à época.

Preocupados com esta situação, postamos em 26 de janeiro deste ano (há exatos 4 meses) o alerta: "9 de Julho sem defensas e sem defesa", estampando reportagem do JJ Regional, que noticiou a falta de defensas e proteções no entorno do Córrego do Mato. A afirmação era do próprio secretário de Obras do município, Sinésio Scarabello Filho."Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência", afirmou. Assim, o que evitaria quedas de veículos no leito do córrego seria, segundo ele, o paisagismo. "Haverá árvores de grande, médio e pequeno portes e o espaçamento entre elas será reduzido", garantia (leia aqui o post completo): http://maisjundiai.blogspot.com/2011/01/9-de-julho-sem-defensas-e-sem-defesa.html.

Será que nenhum motorista tem o direito de errar? Será que os riscos não poderiam ter sido minimizados, com alguma segurança na borda do córrego? 
É triste, porém ainda dá tempo de evitar novas tragédias como a da tarde dessa sexta-feira.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Liminar garante passagem livre no pedágio Jundiaí-Itatiba

A juíza da 1ª Vara Cível de Itatiba, Roberta Cristina Mourão Arruda Nascimento, acatou o pedido de liminar para suspender a cobrança de pedágio na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra, que liga as cidades de Jundiaí e Itatiba. Segundo a juíza, a prestação de serviços na estrada é insuficiente para que a tarifa seja cobrada, pelo menos até a duplicação das pistas.
Lideranças das duas cidades, como o vereador de Jundiaí, Durval Orlato (PT), além de Paulo Ricardo, Franco Martini e Eduardo Sanchez, de Itatiba, encabeçaram um grande abaixo-assinado, protocolado no Ministério Público há mais de uma ano. O deputado estadual Marcos Martins (PT/SP) também ajudou e esteve nas manifestações. Esta foi uma das primeira ações realizadas neste caso. Os advogados da Rota das Bandeiras devem recorrer da decisão parcial. Mas a luta continua.