segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Acreditar, sempre!

:: temmais.com :: Torcedor do Galo está feliz com o título

O campeonato pode não ter sido o mais importante, o elenco pode não ter sido o melhor, a final pode não ter sido a mais brilhante...

Mas foi na raça e superação que o Paulista de Jundiaí renovou os laços com sua torcida, orgulhosa novamente do time da cidade no último domingo. Àqueles que acreditaram até o final vai aqui a homenagem: Vale a pena torcer pelo nosso time, pela nossa cidade. E que seja assim, num ambiente como o desta final, durante todo o próximo ano. Perdendo ou ganhando, a maioria incentivando, torcendo...

Já à ‘turma do amendoim’, que mais uma vez saia de fininho cinco ou dez minutos antes do final do jogo, sussurrando frases como “o Paulista não tem jeito mesmo”, ou “toda vez é assim”, vai um pedido: fiquem em casa da próxima vez!

É claro que a cidade se mexe mais, a mídia dá mais destaque e tudo conspira a favor quando o time está bem. Mas, de “torcedores” oportunistas que só sabem criticar e não têm um mínimo laço afetivo com o Galo o clube não precisa.

Essa lição do esporte pode ser levada adiante também nos outros setores da sociedade, no nosso dia a dia. Acreditar, sempre! Pensem nisso!


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Jundiaí cresce, mas a que preço? (p.1)

Estão aprovadas na Prefeitura – dentre imóveis habitacionais, comerciais e industriais – 15 mil novas unidades. A maioria habitacional. Se nos próximos três anos estas construções estiverem prontas, teremos um crescimento e tanto (hoje são cerca de 90 mil imóveis na cidade). Mais gente, mais carros, mais consumo, mais utilização de leitos hospitalares, escolas e creches, trânsito, enfim... a cidade tem de crescer junto, ou na frente, se possível.

A maioria dos novos proprietários é das classes A, B e C porque as famílias das classes D e E terão poucas oportunidades. Muitos jundiaienses tradicionais verão seus filhos sem condições de morar na cidade de seus pais. É quase um 'apartheid imobiliário': os que têm condições financeiras vêm morar em Jundiaí. Os que não têm, vão para as cidades vizinhas. Mas é inegável que vamos receber o fluxo de toda a região para entretenimento, trabalho, comércio e outros. Estamos preparados?

A qualidade de vida, a considerar pelo desdém estratégico do atual prefeito Miguel Haddad (que já foi prefeito noutras duas oportunidades e é um grande “latifundiário urbano”), pode piorar daqui pra frente. Numa cidade rica como a nossa, uma das maiores economias do Estado, isso não poderia estar acontecendo.

Posso dar uma ‘olhadinha’, amigo?

Diariamente nos deparamos com situações que acabamos por incorporar ao nosso dia a dia e não nos atentamos para absurdos a que somos submetidos. Falo isso, neste caso, me referindo à onda de flanelinhas pelas ruas da cidade.

Sei que não é um problema apenas de Jundiaí e que as polícias e guarda municipal pouco podem fazer para inibir a ação. Sei também que muitos ali estão nessa atividade informal, pois não tiveram uma oportunidade de trabalho como a maioria de nós.

Mas, será justo para nós, munícipes, deixar nossos carros nas ruas, pagar o estacionamento rotativo - mais que necessário no Centro – e mesmo assim ter de remunerar os que ‘guardam’ o seu carro para não ser alvo de retaliações ou vandalismo? Sim, todos nós sabemos que essa coação, mesmo que camuflada, existe.

Os donos do pedaço estão em todas as partes onde se concentrem alto número de automóveis e pessoas: estádios, hospitais, centros comerciais... Muitas vezes, chegam ao absurdo de tabelar os valores.

Há uns três anos, trabalhando pelo Jornal de Jundiaí, fiz uma reportagem em que entrevistei flanelinhas orgulhosos por atingir ‘salários’ mensais de até R$ 2,5 mil. Trabalhavam em esquema de rodízio e chegavam a ter até ‘patrão’. Ou seja, sempre esteve deflagrada essa ‘indústria da olhadinha’ e não sabemos para quem reclamar. Alguém se habilita?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rio Acima / Chácara Companheiros: Bairros esquecidos


Há aproximadamente três anos a prefeitura de nosso município começou a cobrar IPTU nos bairros Chácara Companheiros e Rio Acima. Até aí, tudo normal. Mas acontece que a prefeitura vem ferindo a nossa Constituição.

De acordo com nossas leis, para uma área rural virar zona urbana a Prefeitura deveria criar condições básicas de infra-estrutura na região, tais quais asfalto, rede de esgoto, transporte adequado, água e energia satisfatória etc. O asfalto não chega nem perto da Chácara Companheiros. E o pior é que toda eleição ocorre a mesma estória: semanas antes do pleito, funcionários da prefeitura medem a Av. José Manuel da Silva, que liga o Rio Acima ao Parque do Corrupira, passando pela Chácara Companheiros, dando a falsa impressão de que um dos problemas da região será solucionado. Passa-se o tempo e o problema persiste...

Além disso, existe o sério problema das constantes faltas de água e energia, falta de rede de esgoto (Ué, a prefeitura não anuncia que tem quase 100% de seu esgoto tratado!?!?), além do péssimo atendimento prestado pelas linhas de ônibus da região, problema inclusive já exposto recentemente pelo Jornal de Jundiaí. Para cobrar o IPTU a prefeitura é rápida e eficiente, mas e agora, quando as necessidades da população serão atendidas?

Prefeitura corta recursos e ATEAL pede socorro

Recebi hoje um e-mail, de um grupo importante na cidade, pedindo empenho para ajudar a Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem – ATEAL, conforme segue:

“Informo a todos que a Secretaria de Educação de Jundiaí está cortando a verba de atenção educacional ao deficiente auditivo, assistido pela ATEAL, em 40% para o ano de 2011. É uma atitude que não considera o percurso profissional daqueles que se especializam e buscam ajudar o poder público naquilo que não é seu foco. Ao mesmo tempo nos vemos sem perspectiva para continuar querendo ajudar ao poder público na construção de políticas públicas que se fortalecem pelo conhecimento científico e acima de tudo pela experiência, competência profissional, tecnologia, metodologia e resultados”.

Jundiaí é uma das cidades mais ricas do estado, não pode dizer que não tem dinheiro para isso ou aquilo, ainda mais quando corta recursos de crianças deficientes. A se confirmar tal intento, o prefeito Miguel Haddad deve urgentes explicações.

Paulista resgata paixão do jundiaiense

No último sábado tive o prazer de estar na caravana do Paulista que foi até Campinas prestigiar o time contra o Red Bull, na primeira partida da final da Copa Paulista. Se não foi uma invasão como nos velhos tempos, em que até 50 ônibus acompanhavam o time em jogos decisivos fora de casa, a torcida do Galo deu uma lição de fidelidade e amor ao time justamente no campo do adversário com o qual tem a maior rivalidade histórica.

Foram cinco ônibus e mais alguns carros particulares que, devagarinho, chegaram ao Estádio Moisés Lucarelli (campo da Ponte Preta) para dar o tom da festa. Foi um prazer encontrar velhos e novos torcedores que mostraram que a tradição e paixão alcançadas em décadas de sofrimentos, vitória e derrotas jamais serão atingidas por clubes como o adversário da final. Um time-empresa, com organização invejável, porém sem o principal: a torcida. Ficou clara a artificialidade dos que por lá torciam pelo time instalado, por assim dizer, em Campinas.

Apesar da maioria em número, a torcida da casa foi sufocada pela engajada caravana jundiaiense que, pelo contrário, têm verdadeira ligação com o time e a camisa. Mais bonito ainda foi ver torcida e os novos dirigentes do clube, gritando e sofrendo, juntos, nas nem tão confortáveis arquibancadas atrás do gol do estádio. Exemplo e retrato de que o Galo está, finalmente, no caminho certo. Domingo é dia de selar a nova fase, agora em casa e, quem sabe, com o título.