Estão aprovadas na Prefeitura – dentre imóveis habitacionais, comerciais e industriais – 15 mil novas unidades. A maioria habitacional. Se nos próximos três anos estas construções estiverem prontas, teremos um crescimento e tanto (hoje são cerca de 90 mil imóveis na cidade). Mais gente, mais carros, mais consumo, mais utilização de leitos hospitalares, escolas e creches, trânsito, enfim... a cidade tem de crescer junto, ou na frente, se possível.A maioria dos novos proprietários é das classes A, B e C porque as famílias das classes D e E terão poucas oportunidades. Muitos jundiaienses tradicionais verão seus filhos sem condições de morar na cidade de seus pais. É quase um 'apartheid imobiliário': os que têm condições financeiras vêm morar em Jundiaí. Os que não têm, vão para as cidades vizinhas. Mas é inegável que vamos receber o fluxo de toda a região para entretenimento, trabalho, comércio e outros. Estamos preparados?
A qualidade de vida, a considerar pelo desdém estratégico do atual prefeito Miguel Haddad (que já foi prefeito noutras duas oportunidades e é um grande “latifundiário urbano”), pode piorar daqui pra frente. Numa cidade rica como a nossa, uma das maiores economias do Estado, isso não poderia estar acontecendo.