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domingo, 24 de agosto de 2014

Jundiaí tem 15 mil novas residências a partir de 2010. Sem contrapartidas dos empreendedores, as creches sentem o impacto!

Nos anos de 2010, 2011 e 2012 a cidade de Jundiaí teve inúmeras liberações de empreendimentos imobiliários, por parte do ex-prefeito Miguel Haddad, sem as devidas contrapartidas para a população. O reflexo negativo disso, percebido no trânsito e nos hospitais, também é evidente na lista de espera das creches do município e já apertam as unidades de ensino fundamental.

O crescimento da cidade é inevitável, mas a prefeitura deveria, nestes anos anteriores, ter exigido por parte dos empresários do ramo imobiliário a construção de creches, obras viárias e ampliação de unidades de saúde, como forma de garantir o equilíbrio entre crescimento e qualidade de vida.

Como a construção dos empreendimentos residenciais leva em média 3 anos para ser concluído, a tabela abaixo comprova o crescimento acima da média nos anos atuais, como reflexo das aprovações dos anos anteriores:

Ano
Quantidade de imóveis residenciais construídos*
Variação de um ano a outro
2011
87.760
---
2012
90.684
3,3%
2013
94.549
4,3%
2014
102.011
7,9%
Jundiaí cresceu 3 vezes mais do que a média nacional
*Fonte: IPTU do município de Jundiaí

“Por conta deste crescimento desordenado que recebemos de anos anteriores, que mostram seus reflexos agora, é que apesar de ofertarmos quase 1.800 novas vagas em creches, próprias ou contratadas, ainda temos centenas de crianças na lista de espera. Vamos enfrentar este desafio e diminuir esta lista”, afirma o vice-prefeito e Secretário de Educação, Durval Orlato.

Neste um ano e meio da nova gestão do prefeito Pedro Bigardi, os novos empreendimentos imobiliários tiveram que se comprometer em mais de R$ 13 milhões para reformas e construção de novas escolas, dentre outras medidas, para garantir o crescimento ordenado e com qualidade de vida.

Veja a declaração da Secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Câmara Sutti sobre Contrapartidas Obrigatórias dos Empresários para a Cidade Também sobre crescimento desordenado Jundiaí Cresceu Acima da Média e Crescimento Desordenado Sufocou a Cidade

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O trânsito jundiaiense de cada dia (2)

Na audiência pública de ontem, sobre o Orçamento de Jundiaí para 2011, perguntei e obtive algumas informações sobre o problemático trânsito de Jundiaí:

O SITU não diminui o tempo de deslocamentos das pessoas. O secretário Roberto Scaringella disse que uma das mais importantes melhorias do transporte coletivo foram os “expressinhos” que ligam um ponto a outro da cidade sem passar pelos terminais. Então, o que mais funciona não depende do SITU, que gastou R$ 70 milhões do dinheiro público para ser implantado? Parece mais dinheiro mal aplicado e pouca competência.

Já o “Jundiaí Shopping” iniciou suas obras na Av. 9 de Julho. Vai pagar R$ 5 milhões por rotatória bem em frente ao seu negócio. Quer dizer que o shopping paga uma rotatória para melhorar o acesso a si próprio. Isso é a contrapartida? Ninguém fez a pergunta: cabe um shopping no meio da cidade? E olhem o slogan que está no site do empreendimento: “Apresentamos o shopping com o padrão... no coração de Jundiaí”. Quando acabarem as obras da Av. 9 de Julho, ela já estará pequena. Mais R$ 35 milhões do nosso dinheiro gasto e com eficiência duvidosa. Nossa cidade é linda e vou lutar para que continue assim!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O trânsito jundiaiense de cada dia (1)

Neste mundo moderno, duas coisas me chamam a atenção: o tempo e o individualismo. As pessoas querem quase tudo na forma de “fast foods” e diminuem a maneira coletiva de interagir com a sociedade, a família, os colegas de trabalho. Certo ou errado, talvez irreversível, mas é o que está aí.

Ganhar tempo é um dos fatores que fazem as pessoas saírem para trabalhar de carro – o transporte coletivo ruim em Jundiaí demora muito para levar o cidadão até seu destino – ainda mais com um sistema viário mal resolvido.

Com o transporte coletivo ruim, uma cidade de cruzamentos – aqui não se pensa em rotatórias – vamos perdendo nossa qualidade de vida. Há 10 ou 15 anos, não se perguntaram: “E se começarem a comprar mais carros? E se as vendas forem acima da média? Como posso fazer um sistema de transporte coletivo eficiente para conter os congestionamentos?”

Fizeram um planejamento medíocre, não levaram estas variáveis em consideração – embora evidentes – e agora tem gente colocando a culpa no crescimento econômico. É a política da “água na bunda” que, para uma cidade rica como Jundiaí, é inadmissível.