quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

9 de Julho sem defensas e sem defesa

No dia 19 de dezembro de 2010, o nosso colaborador Paulo Taffarello foi muito feliz em alguns apontamentos sobre a falta de segurança e a inviabilidade que as futuras manutenções às obras de canalização do Córrego do Mato, localizado à Av. 9 de Julho, estão trazendo e poderão trazer para a nossa cidade. Uma das preocupações, apontadas ao Paulo por um leitor do blog, foi a seguinte:

"Caso haja um acidente e um carro caia no leito do córrego (posto que não há proteção alguma , como guard-rail), a diminuição da largura das margens pode impedir que as portas do veículo sejam abertas e o aumento da profundidade pode dificultar o socorro à vítima. Em época de chuva (dezembro/janeiro), um indivíduo pode, em casos extremos, morrer afogado. Como a Prefeitura pretende trazer mais segurança nesta questão?"


Pois bem. Exato um mês após a postagem aqui no blog, o JJ Regional noticiou a reportagem ao lado, com afirmações de que o Córrego do Mato não terá defensas. A afirmação foi do próprio secretário de Obras do município, Sinésio Scarabello Filho."Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência...", afirmou.
Assim, o que evitará quedas de veículos na água será, segundo ele, o paisagismo. Haverá árvores de grande, médio e pequeno portes e o espaçamento entre elas será reduzido. Minhas perguntas de leigo em física e segurança são:

- Árvores têm a mesma capacidade de absorver impactos que guard-rais projetados especificamente para isso?


- Mesmo evitando que o veículo caia no córrego, em uma colisão grave, a possibilidade de o motorista ficar preso em ferragens não é maior?

- E os motociclistas, não ficarão mais expostos ao tronco e galhos das árvores (perfurações ou ferimentos do tipo)?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Trânsito, especulação imobiliária e qualidade de vida em debate




No vídeo acima, trechos do progama ao vivo na TVE Jundiaí, no final do ano passado, em que o vereador Durval Orlato fez propostas e sugestões para a "Jundiaí do Futuro". O assunto é amplo, mas gera um ótimo debate que pode render frutos ainda melhores. E você, o que pensa sobre o assunto? Vamos usar este espaço para novas sugestões e ideias, independente de sigla partidária.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Linda vitória! Será que teremos um ano de glórias?

O Paulista obteve na tarde de hoje sua segunda vitória consecutiva no Campeonato Paulista: 2 x 1 contra o etinerante Grêmio Prudente fora de casa, gols de Hernane e Roni Dias (foto). O jogo foi emocionante, com direito a frango do goleiro prudentino e um pênalti defendido pelo ótimo Cristiano já no final do 2o. tempo.

A pergunta que fica, depois de mais uma heróica vitória: será que agora vai? O título da Copa Paulista ano passado foi um presságio. Acredito que finalmente não disputaremos o Paulistão apenas com o objetivo de não cair. O galo fará bonito esse ano! O objetivo é uma vaga para a Série D do Brasileirão, mas quem sabe não arrancamos uma vaga entre os 8 primeiros colocados e, posteriormente, uma vaguinha na final, como em 2004 contra o São Caetano?

Vamos lotar o Jayme Cintra domingo dia 23 às 17 horas contra o São Bernardo. Sonhar agora é possível!!
foto de Márcio Oliveira,

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Com ‘esmola’ da Prefeitura, moradores em risco não podem alugar imóveis

Moradores lotaram a Câmara, mas saíram desolados
A Câmara de Jundiaí aprovou nesta segunda-feira o projeto do prefeito Miguel Haddad (PSDB) para destinar R$ 400 para um auxílio-aluguel por até um ano às vítimas de desabamentos e inundações na cidade.

Apesar das emendas apresentadas pelos vereadores Durval Orlato e Marilena Negro para corrigir o projeto, a base do prefeito na Câmara insistiu no erro e se escondeu por trás de citadas “ilegalidades” na aprovação das propostas.

Mas, vamos à realidade:

- Este valor de R$ 400 não passa de esmola se levarmos em conta os valores dos imóveis inflacionados pelo alto custo de vida em Jundiaí. Com este dinheiro, os moradores não conseguiriam alugar nem as próprias casas em risco. Apesar do alerta em reportagens da imprensa local e de especialistas do setor imobiliário nada se fez para aumentar o valor. Resultado: proposta de aumento recusada pelos aliados do prefeito.

- Os contratos com imobiliárias são, em geral, de 12 meses renováveis e não por seis meses renováveis como proposto pelo prefeito e aprovado na Câmara. O assunto também foi ignorado.

- Para todo contrato imobiliário exige-se um fiador. Pergunta: como as pessoas em risco, que perderam praticamente tudo com as chuvas junto com a maioria dos familiares, conseguirão arrumar um fiador para a locação dos imóveis? A emenda para tornar a própria Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) fiadora das famílias também foi rejeitada pela base de sustentação do prefeito Miguel.

- Sobre os citados vícios de ilegalidade e inconstitucionalidade: Já que, em tese, as propostas não poderiam partir da Câmara, então porque os vereadores da base não tentam sensibilizar o Executivo para promover tais ações? Ficou mais fácil para eles dizer que “NÃO PODEMOS” ao invés de “NÃO QUEREMOS”. E assim, tentou-se, mais uma vez, blindar o prefeito das besteiras que faz.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O dia seguinte


Quando escrevi sobre a tragédia das fortes chuvas, dias atrás, não quis no momento apontar culpados sobre o fato, pois na hora minha maior preocupação era com as pessoas que tudo perderam em poucas horas. Mas é claro que os culpados existem.

Como já foi citado nos pertinentes comentários, um pouco da culpa é nossa, dos munícipes, pelo descuido com lixo, péssimos hábitos, apatia política etc, mas muito é sim do poder púbico municipal. O atual prefeito está já no terceiro mandato, fora as duas décadas de Império do PSDB.

O problema teve causas naturais? Sem dúvida, mas veja o exemplo da ponte na foto. Em um ano é a segunda vez que ela desaba, e está localizada em um bairro onde é cobrado IPTU há 3 anos. Não acha que ela já deveria ser, no mínimo, de concreto? O que você acha que vão fazer? Esse é um exemplo simples de descuido com a população carente de nossa cidade mas que reflete para quem efetivamente é voltado esse governo. Para ter estrutura no seu bairro torça para que o grupo político que domina o município tenha um terreno na região e esteja disposto a investir... é triste uma cidade onde o público está SOMENTE a serviço do privado...