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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Morre terceira vítima da 'Nova 9'. Até quando?

Foto: Marcelo Langue/Jornal de Jundiaí/15dejaneiro2012
Morreu no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo a terceira vítima da falta de segurança na avenida 9 de Julho. Antonio Belmiro das Virgens, 41 anos, estava internado desde o último dia 15 de janeiro, após cair com seu carro no córrego da avenida, recém-reformada. Sem defensas ou guard-rails nas margens, essa é a terceira vítima da chamada 'Nova 9'.


Vale lembrar que a Prefeitura ficou de rever a ideia de que “o paisagismo é que faria a segurança” para veículos e pedestres após, no dia 27 de maio do ano passado, mãe e filha morrerem após também cairem no córrego.


Ainda no hospital, Belmiro havia concedido uma entrevista à repórter Tereza Orrú, do Jornal de Jundiaí, em que afirmava após o acidente: "Moro em Campinas, mas costumo vir a Jundiaí visitar meu irmão. Tinha observado que não tinha nenhuma proteção e que isso poderia causar acidente", disse. Belmiro recordou ainda que no dia do acidente chovia muito e, ao passar por um cruzamento um veículo passou em alta velocidade, cortando a frente do seu carro. Antes disso, já preocupado com a situação, este blog já alertava para o problema. "Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência", afirmava o secretário de Obras, Sinésio Scarabello Filho, à época.


Na ânsia em defender a Prefeitura, alguns chegaram a acusar injustamente, nas redes sociais, a vítima mais recente de "estar embriagado", o que é ainda mais lamentável perante o sofrimento que as famílias passam em situações como esta. A morte de Belmiro foi anunciada no próprio Jornal de Jundiaí na seção de falecimentos do último dia 9, mas não foi repercutida, passando despercebida pela opinião pública local. (colaborou Emerson Leite)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Com ‘esmola’ da Prefeitura, moradores em risco não podem alugar imóveis

Moradores lotaram a Câmara, mas saíram desolados
A Câmara de Jundiaí aprovou nesta segunda-feira o projeto do prefeito Miguel Haddad (PSDB) para destinar R$ 400 para um auxílio-aluguel por até um ano às vítimas de desabamentos e inundações na cidade.

Apesar das emendas apresentadas pelos vereadores Durval Orlato e Marilena Negro para corrigir o projeto, a base do prefeito na Câmara insistiu no erro e se escondeu por trás de citadas “ilegalidades” na aprovação das propostas.

Mas, vamos à realidade:

- Este valor de R$ 400 não passa de esmola se levarmos em conta os valores dos imóveis inflacionados pelo alto custo de vida em Jundiaí. Com este dinheiro, os moradores não conseguiriam alugar nem as próprias casas em risco. Apesar do alerta em reportagens da imprensa local e de especialistas do setor imobiliário nada se fez para aumentar o valor. Resultado: proposta de aumento recusada pelos aliados do prefeito.

- Os contratos com imobiliárias são, em geral, de 12 meses renováveis e não por seis meses renováveis como proposto pelo prefeito e aprovado na Câmara. O assunto também foi ignorado.

- Para todo contrato imobiliário exige-se um fiador. Pergunta: como as pessoas em risco, que perderam praticamente tudo com as chuvas junto com a maioria dos familiares, conseguirão arrumar um fiador para a locação dos imóveis? A emenda para tornar a própria Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) fiadora das famílias também foi rejeitada pela base de sustentação do prefeito Miguel.

- Sobre os citados vícios de ilegalidade e inconstitucionalidade: Já que, em tese, as propostas não poderiam partir da Câmara, então porque os vereadores da base não tentam sensibilizar o Executivo para promover tais ações? Ficou mais fácil para eles dizer que “NÃO PODEMOS” ao invés de “NÃO QUEREMOS”. E assim, tentou-se, mais uma vez, blindar o prefeito das besteiras que faz.