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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

40 anos depois

Em tempos de facebook, whatsapp, youtube, twitter e outros, o relacionamento social e a utilização do tempo estão se transformando. Temos mais agilidade nos contatos, maior exposição pessoal e um ambiente virtual jamais visto. Na frente do computador, pensava qual seria meu primeiro artigo deste ano novo: “Retrospectiva 2015” ou “Desafios da Gestão Pública.” Começava a definir quando no meu “Messenger” do celular o bate-papo corria solto no mesmo grupo de amigos.

Depois desse carrilhão de mensagens recebidas, resolvi escrever sobre outro tema: o reencontro, 40 anos depois, de amigos que estudaram juntos na EE Profª Cecília Rolemberg Porto Guelli, de 1971 a 1978, por meio de um grupo no facebook. Até agora 49 membros “recuperados”, alguns que vejo com certa frequência, outros que nunca mais tive notícias. E dá-lhe postagens de fotos antigas, lembrança de nomes que precisamos contatar, de pessoas que estão morando aqui mesmo ou bem distantes.


Em alguns casos, a foto de perfil no facebook de hoje pouco lembra a imagem que tínhamos na memória de algumas pessoas mais distantes. Já outros mantêm a mesma fisionomia. Recuperadas pelo nome e pela rede do “amigo de um, que é amigo do outro”, juntamos uma turma boa. Iniciativa de algumas amigas e de Luciana Buiochi que formou o grupo com poucos e logo se espalhou.


Momento especial sobre a lembrança que o grupo teve de nossos professores desse período, que vou citar aqui, correndo o risco de esquecer alguns: Ada, Adail, Adalgisa, Ana, Anésio de Oliveira (diretor), Ariovaldo, Avoi, Berenice, Cilá (vice-diretora), Cláudio, Cristina, Darci, Diógenes, Elza de Britto, Elza Vasconcellos, Maria Enoy, Eunice de Moraes, Eunice Britto, Eunice Fernandes, Irma, Ivani, João, José, Luiz, Maria Aparecida, Maria Helena, Maria Inês, Maria José, Maria Lúcia, Marinês, Mauro, Mikaela, Neide, Neusa Brum, Odete, Ruth, Sérgio, Sueli, Suzete, Terezinha, Valdir e Valdimary. Muitos já não estão mais neste mundo, mas a gratidão permanece.


E chegam mais fotos com cabelos escovados e comportados, calças boca de sino, sapatos pretos com meia três-quartos e vestidos longuetes. Matar a saudade desse período, relembrando os eventos e momentos, é singular. Época que, pelo depoimento de muitos, fez a diferença na formação do nosso caráter.


A amizade dessa nossa “turma cinquentona” não está na frequência de relacionamentos, no convívio. Está na cumplicidade e identidade de um momento maravilhoso e eterno. “A melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades” (Abraham Lincoln).


Artigo publicado no Jornal de Jundiaí em janeiro de 2016: http://www.jj.com.br/colunistas-2129-40-anos-depois-

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Jundiaí 355 anos: uma pequena reflexão.


Jundiaí completou ontem 355 anos de vida. Ela foi elevada a categoria de vila em 14 de dezembro de 1655, tendo, obviamente, sua povoação iniciada muito antes desta data. De lá para cá muita coisa aconteceu e a cidade atualmente, de acordo com o último censo do IBGE, conta com uma população de exatos 370.251 habitantes, com um crescimento de 14,49% nos últimos 10 anos.

Agora quero atentar para um detalhe histórico. O dia 14 de dezembro foi feriado em nossa cidade apenas no ano de 2006. Sempre passamos a data de aniversário da cidade como um dia comum, sem relembrarmos ou refletirmos adequadamente sobre ela. Temos hoje monumentos históricos definhando, como é o caso da Ponte Torta (nesta foto em 1900), que demonstra o quanto o Executivo está preocupado com nossa preservação cultural.

O que seria melhor para nossa cidade: comemorar seu aniversário através de ações culturais e reflexivas, preservando assim nossa memória histórico-cultural ou atender aos apelos de nossos comerciantes que alegaram extremos prejuízos com o feriado em 2006? Dê seu comentário e vamos refletir juntos sobre esta delicada questão.