Após terceirizar a Festa do Morango, desvalorizar artistas locais e a própria identidade da cidade, além de assistir às sucessivas falhas na organização do evento em 2011, o prefeito Miguel Haddad (PSDB) fez o que já era esperado: ao se ver obrigado a responder requerimento de informações de autoria do vereador Durval Orlato (PT), aprovado por unanimidade na Câmara, optou por simplesmente jogar a culpa para outras entidades. “Não houve participação da Prefeitura de Jundiaí. O evento foi organizado pela Associação Agrícola de Jundiaí”, respondeu o prefeito.
Leia todas as perguntas do requerimento e as respostas evasivas do prefeito nos documentos ao lado
O prefeito também escondeu o valor gasto com a festa, que teve uma das piores repercussões em toda a história do evento. “Os valores praticados são condizentes com eventos do mesmo porte e com atrações do mesmo nível, segundo a autorizada”, afirmou. A Festa recebeu críticas pela qualidade de alguns artistas contratados, como o “MC Catra”, que abriu o evento e chocou boa parte da plateia ao interpretar músicas de cunho sexual, nada condizente ao perfil de público familiar que tradicionalmente visita a festa.
Mesmo tentando se eximir da responsabilidade, Miguel revelou no documento-resposta que “50 guardas municipais foram deslocados dos bairros para a segurança da festa para patrulhamento noturno interno e externo, bem como 15 guardas municipais para a segurança no período diurno”. Mais 15 agentes de trânsito foram deslocados 8 horas por dia.
Queixas de furto de visitantes, bem como de perturbação do sossego em diversos pontos da cidade foram registrados por moradores de Jundiaí.


